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O Senado aprovou, em votação simbólica, um projeto de decreto legislativo (PDL) que derruba uma resolução do Conanda sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual que recorrem ao aborto legal. A medida não altera o Código Penal: o direito ao aborto previsto em lei nos casos de estupro segue garantido. O que deixa de existir é o protocolo unificado que padronizava o acolhimento dessas vítimas no sistema de saúde.
Fuja da Bolha ler
O Senado aprovou um projeto de decreto legislativo que derruba uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conanda, sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual que têm direito ao aborto legal. A votação foi simbólica, modalidade em que não se registra o voto individual de cada senador. O ponto central, repetido em toda a cobertura, é que a medida não altera o Código Penal: o direito ao aborto nos casos de estupro previsto em lei segue garantido.
A cobertura de centro relatou que o que muda na prática é o fim do protocolo unificado de atendimento. A resolução do Conanda padronizava o acolhimento dessas vítimas no sistema de saúde, organizando o fluxo entre serviços e profissionais. Com a derrubada, esse protocolo deixa de existir, ainda que o direito em si permaneça na legislação. Os veículos de centro enfatizaram a distinção entre o direito, que continua, e o procedimento administrativo, que cai.
O texto aprovado é de autoria da deputada Chris Tonietto, do PL do Rio de Janeiro, e foi relatado no Senado pela senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal. Esse é um ponto em que a cobertura converge nos fatos, mas diverge no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que a medida dificulta o acesso ao aborto legal de meninas vítimas de estupro, classificando-a como retrocesso na proteção das vítimas mais vulneráveis e ressaltando o perfil conservador das parlamentares que conduziram o projeto. Veículos de direita, por outro lado, tendem a enfatizar que a resolução havia sido editada por um conselho administrativo, e não pelo Legislativo eleito, e que a derrubada devolve ao Congresso a competência para definir regras sobre um tema sensível.
A divergência de cobertura se concentra menos no fato e mais na leitura de seus efeitos. Para a esquerda, a ausência de um protocolo unificado fragiliza na prática um direito que está na lei, deixando o acolhimento de meninas estupradas sem um fluxo padronizado. Para os defensores do projeto, trata-se de freio à atuação normativa de órgãos não eleitos, sem qualquer mudança no direito previsto no Código Penal. A votação simbólica também é lida de formas distintas: como forma de não expor o voto de cada senador num tema delicado, ou como reflexo de uma posição majoritária consolidada na Casa.
O que ainda não se sabe, a partir do material disponível, é como o atendimento às vítimas será organizado na ausência do protocolo, se o Executivo ou o próprio Conanda tentarão reeditar a norma e quais serão os próximos passos legislativos após a aprovação no Senado.
Todos os lados reconhecem que o Senado derrubou a resolução do Conanda e que o direito ao aborto legal em casos de estupro continua previsto no Código Penal, sem alteração na lei penal.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O título 'projeto que dificulta o aborto legal em crianças' adota enquadramento crítico de proteção a vítimas vulneráveis e identifica autoras conservadoras (Chris Tonietto e Damares Alves), sinalizando viés à esquerda no recorte editorial.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Descreve o PDL aprovado em votação simbólica que derruba a resolução do Conanda sobre acesso de crianças e adolescentes vítimas de violência ao aborto legal, em registro informativo e neutro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

De autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), o texto foi relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF)

PDL aprovado em votação simbólica derruba resolução do Conanda sobre o atendimento e acesso ao aborto legal por crianças e adolescentes vítimas de violência sexual

Senado derrubou resolução do Conanda sem alterar o Código Penal; direito segue garantido, mas protocolo unificado de atendimento às vítimas deixa de existir
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Texto esclarece que o direito ao aborto legal segue garantido no Código Penal e que apenas o protocolo unificado do Conanda foi derrubado, com vocabulário neutro e foco em explicar a mudança prática.
Perspectivas omitidas


