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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou em pronunciamento no plenário, na terça-feira (16), ter recebido US$ 30 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A acusação foi divulgada pela revista Veja, que afirma que Vorcaro teria dito a autoridades, em tratativas de delação premiada, ter transferido o valor a uma conta no exterior como contrapartida a uma atuação do senador em favor do banco. Alcolumbre classificou as alegações como falsas e cobrou provas.
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), usou a tribuna do plenário na terça-feira, 16 de junho, para negar de forma enfática que recebeu US$ 30 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. "Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja", afirmou o senador, que classificou as acusações como "alegações falsas".
O pronunciamento foi uma reação a uma reportagem publicada pela revista Veja em 11 de junho. Segundo a publicação, Vorcaro teria relatado a autoridades, durante negociações para um acordo de delação premiada, que transferiu a quantia para uma conta no exterior supostamente destinada a Alcolumbre. O pagamento teria sido, conforme a reportagem, contrapartida por uma atuação do senador em favor de interesses do Banco Master.
A cobertura de centro, como a da G1, relatou os fatos de forma direta: a negação do senador, a origem da acusação na reportagem da Veja e a suposta vinculação do dinheiro aos interesses do banco, sem adjetivar a controvérsia. Houve convergência entre os veículos quanto ao núcleo do episódio: Alcolumbre nega, cobra provas e diz que demonstrará a falsidade caso a fala atribuída a Vorcaro conste de documentos oficiais. O próprio senador levantou um segundo cenário, ainda mais grave em sua avaliação, de que a declaração sequer exista em um acordo de colaboração, o que configuraria, segundo ele, a invenção de um fato inexistente.
Veículos de esquerda, como o Brasil 247, deram destaque ao enquadramento de difamação e ao coro de solidariedade no Senado. A reportagem ressaltou a fala do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), de que qualquer acusação precisa de "lastro probatório mínimo", sobretudo contra o presidente do Congresso. O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) falou em expediente "mafioso" e "gangsterismo" caso o fato tenha sido fabricado, e o senador Esperidião Amin (PP-SC), da oposição, questionou por que delações sempre miram o Legislativo, e não juízes ou empresários. Nesse ângulo, prevalece a leitura de uma tentativa de intimidar e criminalizar o Poder Legislativo a partir de vazamentos sem evidência.
Veículos de direita tendem a enfatizar o eixo da accountability: a proximidade entre poder político e o setor financeiro e a necessidade de apuração rigorosa. Nessa chave, se há indícios reais em uma delação, eles precisam ser investigados a fundo; se a acusação foi inventada, os responsáveis pela fabricação também devem responder. O ponto comum entre os lados é a exigência de que acusações dessa gravidade não circulem sem comprovação.
O que ainda não se sabe é decisivo para a história. Não está esclarecido se a declaração atribuída a Vorcaro consta de fato de um acordo oficial de colaboração premiada, qual o estágio dessa eventual delação e quais elementos sustentam a reportagem da Veja. Tampouco há, até aqui, manifestação detalhada da revista sobre os documentos que embasariam a acusação, nem definição de eventual investigação formal sobre o presidente do Senado.
Esquerda e direita reconhecem que acusações de tamanha gravidade contra uma autoridade não podem circular sem provas e que o caso exige apuração rigorosa dos fatos.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Cobertura do Brasil 247 (veículo de viés à esquerda) que reproduz amplamente a versão de Alcolumbre, o enquadramento de 'difamação' e a solidariedade de governistas como Randolfe (PT) e oposicionistas. Ênfase na suposta perseguição via imprensa e em ataques ao Congresso, com pouco contraditório sobre a acusação em si — framing protetivo ao Legislativo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto curto e factual da G1: reporta o pronunciamento de Alcolumbre, atribui a acusação à reportagem da Veja e descreve a suposta contrapartida ao Banco Master sem adjetivação valorativa. Linguagem de agência, sem framing ideológico claro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Em pronunciamento, senador rebate reportagem da Veja e afirma jamais ter recebido recursos do dono do Banco Master

Presidente do Senado fez discurso após reportagem da Revista Veja afirmar que Vorcaro declarou ter transferido o valor para uma conta no exterior destinada ao parlamentar.
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