Flávio Bolsonaro nos EUA enfrenta pedido de cassação e corte de salário no Senado
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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A cobertura de centro explicou as consequências regimentais da saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos: desconto proporcional no subsídio por sessão sem voto, impossibilidade prática de cassação por faltas antes do recesso e a via da quebra de decoro, já provocada por deputados do PSOL. O texto também detalhou o custo do mandato até o fim do ano.
Veículos de direita centraram a cobertura na live em que Flávio Bolsonaro, já nos Estados Unidos, indicou Rogério Marinho para a presidência do Senado, rejeitou acordo de anistia a Jair Bolsonaro e disse querer disputar a Presidência antes de 2030. O texto registrou que o senador questionou a votação de Lula sem apresentar provas e lembrou a decisão do Supremo que mandou recolher seus passaportes.
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A cobertura de centro e a de direita registram que Flávio Bolsonaro foi para os Estados Unidos, que publicou uma carta depois de deixar o país e que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é peça central na disputa em torno do mandato dele.
Depois de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro enfrenta pedido de cassação protocolado por deputados do PSOL e pode ter desconto no salário por faltas. Em live, ele indicou Rogério Marinho para disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos a cerca de três meses do fim do mandato. A saída colocou o mandato dele no centro de duas frentes no Senado: o risco de cassação e a disputa pela presidência da Casa.
As duas coberturas analisadas registram a ida do senador aos Estados Unidos, a carta que ele publicou depois de sair do país e o papel do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, como figura central das pressões em torno do senador. A cobertura de centro descreveu a carta como de teor golpista. Veículos de direita detalharam que, na quarta-feira, 28 de outubro, Flávio se apresentou na carta como presidente eleito e depois editou o texto para trocar o termo por líder.
A cobertura de centro concentrou-se nas consequências regimentais. Segundo o texto, o regimento interno do Senado prevê desconto proporcional no subsídio, de cerca de 44 mil reais, a cada sessão em que o senador não comparecer e deixar de votar. A perda de mandato por ausência exige faltar a um terço das sessões em um ano, e, com cerca de sete semanas até o recesso de dezembro, não haveria tempo para atingir esse número. Resta a via da quebra de decoro, que pode ser pedida pela Mesa Diretora ou por partido com representação no Congresso e passa pela Comissão de Constituição e Justiça, com prazo de 15 dias úteis para o parecer. Deputados do PSOL protocolaram pedido de cassação na terça-feira, 27 de outubro, alegando abandono de cargo. O texto estimou ainda em 1,2 milhão de reais o custo dos três meses finais do mandato.
Veículos de direita situaram a viagem depois da derrota de Flávio no segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, e da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que no mesmo dia mandou o senador entregar os passaportes num inquérito sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo esse relato, Flávio saiu do país pela Argentina. O texto deu destaque à live da sexta-feira, 30 de outubro, em que Flávio indicou o senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, para disputar a presidência do Senado contra Alcolumbre. A matéria relatou que Alcolumbre vinha acenando com anistia ou indulto a Jair Bolsonaro em troca de apoio da oposição, e que Flávio rejeitou o acordo, chamando as negociações de nojentas. Registrou também que o senador voltou a questionar a votação de Lula sem apresentar provas, previu que o Brasil vai quebrar e disse querer disputar a Presidência antes de 2030.
A diferença entre as coberturas está no foco, não em versões opostas dos fatos. O texto de centro tratou do custo e das regras do mandato e não trouxe a voz do senador. O texto de direita deu espaço extenso às falas de Flávio, sem resposta de Alcolumbre, de Marinho ou do governo. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia registro de que a Mesa Diretora ou algum partido tivesse aberto representação formal por quebra de decoro, nem informação sobre se Flávio pretendia voltar ao Brasil ou pedir licença do mandato.
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