Assim como Michelle, Girão critica apoio da direita a Ciro no Ceará
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 2 veículos de direita

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato ao governo do Ceará, criticou em 18 de julho de 2026, no Encontro Nacional do Partido Novo, o apoio de setores da direita à pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual, dizendo que a eleição do ex-ministro fortaleceria um projeto presidencial dele em 2030. No mesmo dia, em entrevista no Cariri, Ciro afirmou que poderia votar em Ronaldo Caiado (PSD) ou em Renan Santos (Missão) na disputa presidencial, sem citar Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No domingo seguinte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro escreveu em rede social que “a direita do Ceará está vendida”. O diretório cearense do PL apoia Ciro, enquanto Michelle defende a candidatura de Girão.
O episódio expõe um racha no bolsonarismo entre a ala que se diz ideológica e o pragmatismo eleitoral do PL. Depois que Ciro Gomes disse que poderia votar em Ronaldo Caiado ou Renan Santos para a Presidência, ignorando Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro declarou que “a direita do Ceará está vendida” e voltou a atacar a aliança costurada pelo enteado.
Lideranças conservadoras acusam parte da direita cearense de abrir mão de princípios ao apoiar Ciro Gomes, identificado por elas como “esquerda raiz”. O senador Eduardo Girão, pré-candidato do Novo, alertou que eleger o ex-ministro no Ceará serviria para viabilizar um projeto presidencial dele em 2030 e pediu uma “resistência” no estado.
8 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados registram os mesmos fatos: o diretório cearense do PL apoia a candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado, a ex-primeira-dama se opõe e defende o pré-candidato do Novo, e o ex-ministro sinalizou voto em outros nomes na disputa presidencial, sem citar o senador pré-candidato do PL. Também há convergência de que o episódio aprofunda um atrito interno já público desde junho.
A eleição para o governo do Ceará virou o principal ponto de atrito dentro do campo conservador brasileiro. No sábado, 18 de julho de 2026, durante o Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato ao governo estadual, criticou o apoio de setores da direita à pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes, hoje no PSDB. “Tem turma que se diz de direita, que se diz conservadora, apoiando alguém que vai ser uma cobra para nos picar em 2030”, afirmou. Segundo o senador, eleger o ex-ministro no Ceará ajudaria a viabilizar um projeto presidencial dele na eleição de 2030. No mesmo discurso, Girão pediu apoio para liderar uma “resistência” no estado e defendeu a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência.
No mesmo sábado, em entrevista concedida durante um evento no Cariri, Ciro Gomes disse que, na disputa presidencial deste ano, poderia votar no ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) ou no pré-candidato Renan Santos (Missão). Não citou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, entre as opções. No domingo, 19, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu em comentário publicado em rede social: “Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida.”
Toda a cobertura converge em alguns pontos. O diretório cearense do PL decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado, num arranjo que ainda precisa ser formalizado em convenção partidária e que envolve também nomes do União Brasil. Michelle Bolsonaro se opõe a esse acordo e defende que o espólio eleitoral do ex-presidente no estado apoie Girão. O impasse é o mesmo que provocou, em 24 de junho de 2026, a divulgação de vídeos em que a ex-primeira-dama disse ter sido “maltratada” e “humilhada” pelo enteado numa conversa telefônica sobre as articulações no Ceará. O senador negou intenção de ofender e pediu desculpas. Dias depois, ela deixou a presidência do PL Mulher.
As ênfases, porém, se separam. Veículos de esquerda enfatizaram o racha interno do bolsonarismo, apresentando o caso como choque entre uma ala ideológica e o pragmatismo do partido, que teria aceitado compor com um adversário histórico para enfraquecer a gestão petista no estado; nessa leitura, integrantes do grupo do senador pré-candidato à Presidência avaliariam usar o ex-ministro como instrumento de ataque ao presidente Lula. A cobertura de centro concentrou-se na cronologia verificável: a data e o local de cada declaração, as aspas literais, o pedido de desculpas do senador e a reação do pré-candidato elogiado, que classificou a sinalização de apoio como “uma notícia boa”. Veículos de direita enfatizaram a cobrança de coerência: a aliança seria uma troca de princípios por conveniência eleitoral, e o ex-ministro, descrito como “esquerda raiz”, teria participado do processo que tornou o ex-presidente inelegível sem retribuir com apoio na corrida presidencial.
Há ainda uma divergência factual menor entre as coberturas. Parte dos textos identifica o ex-ministro pela legenda anterior, o PDT, embora ele tenha migrado para o PSDB neste ano, e há discrepância sobre o dia exato do comentário da ex-primeira-dama nas redes, entre domingo e segunda-feira.
O que ainda não se sabe: se a convenção do PL no Ceará vai de fato formalizar o apoio ao ex-ministro ou recuar diante da pressão interna; se a ex-primeira-dama manterá o apoio público ao pré-candidato do Novo até o registro das candidaturas; qual será a posição do PSDB na disputa presidencial; e se o senador que preside o diretório fluminense do partido responderá publicamente à nova declaração. Nenhum dos veículos do conjunto obteve resposta do ex-ministro criticado ou da direção estadual do PL sobre as acusações desta semana.
Ex-primeira-dama reagiu à declaração do pré-candidato ao governo do Estado de que apoiaria Ronaldo Caiado ou Renan Santos na corrida presidencial

Declaração surge após tucano sinalizar apoio a Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão)

A ex-primeira-dama retomou críticas à aproximação entre seu partido e o PSDB no estado e associou a negociação à crise com Flávio Bolsonaro

Pré-candidato ao governo cearense falou em votar em Caiado ou Renan Santos, mas não em Flávio Bolsonaro. Leia no Poder360.

Ex-primeira-dama criticou aliança do PL cearense com tucano e abriu nova frente de crise no bolsonarismo

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O senador e pré-candidato do Novo ao governo do Ceará, Eduardo Girão, criticou neste sábado o possível apoio de setores da direita à Ciro Gomes (PDT), também pré-candidato ao governo estadual. Ele afirmou que a aliança poderá fortalecer um projeto naciona

Nesta matéria: perspectiva omitida.