Sarah B. Rogers acusa Brasil de censura após X criar filtro eleitoral do TSE
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A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, afirmou no domingo que a mudança no algoritmo da plataforma X para as eleições brasileiras de 2026 evidencia censura imposta pelo Brasil. A alteração, anunciada na sexta-feira, aplica um filtro que retira publicações de contas oficiais de candidatos registradas na Justiça Eleitoral do sistema de recomendação da aba Para Você, exibindo esses conteúdos apenas a quem já segue os perfis. A empresa afirmou cumprir a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, que obriga plataformas com sistemas de recomendação a excluir desses mecanismos os perfis oficiais de candidaturas, com exceção do impulsionamento pago.
A leitura de direita enxerga na mudança do X mais um passo de restrição do debate político online no Brasil. Ao retirar publicações de candidatos do sistema de recomendação, a regra reduz por decisão estatal o alcance de discursos políticos legítimos em uma campanha, e a transparência do código apenas tornou visível o que já vinha ocorrendo.
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As duas coberturas descrevem a mesma mecânica: o filtro retira publicações de candidatos registrados do sistema de recomendação, sem apagar conteúdo nem suspender perfis, e a plataforma afirma cumprir a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral. Ambas registram que a declaração de Sarah B. Rogers ocorre em meio ao atrito entre Brasília e Washington.
A plataforma X passou a excluir publicações de candidatos registrados do seu sistema de recomendação para cumprir a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral. A subsecretária de Estado dos Estados Unidos Sarah B. Rogers chamou a medida de censura imposta pelo Brasil, em novo capítulo do atrito entre os dois governos.
A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, acusou o Brasil de impor censura depois que a plataforma X, de Elon Musk, alterou o funcionamento do seu sistema de recomendação de conteúdo para cumprir a legislação eleitoral brasileira. A declaração foi publicada na própria rede social no domingo, 16 de agosto de 2026, dois dias depois de a empresa divulgar uma nova versão do código que organiza a aba de conteúdos sugeridos. "Esse tipo de transparência algorítmica é exatamente o que muitos reguladores afirmam querer. Ela também marca a censura imposta pelo Brasil", escreveu Rogers.
A mudança técnica é objetiva e está descrita da mesma forma nas duas coberturas. O X passou a aplicar um filtro específico para o pleito brasileiro, que impede que publicações de contas oficiais de candidatos registradas na Justiça Eleitoral sejam recomendadas a usuários que não seguem esses perfis. Nada é apagado: as postagens continuam disponíveis na página de cada candidato e podem ser acessadas diretamente por qualquer pessoa, e os perfis não são suspensos. O que muda é a distribuição automática. A empresa afirmou cumprir estritamente a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, norma que obriga plataformas com sistemas de recomendação a retirar desses mecanismos os perfis oficiais informados pelas candidaturas e os conteúdos publicados por eles, com exceção prevista para o impulsionamento pago. A plataforma reconheceu que a medida deve reduzir a visibilidade e o alcance dos candidatos.
A cobertura de centro relatou a fala da autoridade norte-americana mantendo distância da acusação, tratando a censura como alegação e não como fato apurado, e ancorou o episódio no conflito institucional mais amplo entre os dois países. Nesse enquadramento aparece a informação de que o governo de Donald Trump avalia novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, já incluído e depois retirado do rol da Lei Magnitsky, agora em reação a uma investigação sobre a fonte de uma reportagem envolvendo o ministro Flávio Dino.
Veículos de direita enfatizaram o mesmo fato com outro peso. O detalhamento técnico é maior, com o nome do filtro e a explicação de que nada é removido, mas o fecho organiza o episódio como mais um item em uma lista de queixas norte-americanas contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva: o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, a restrição do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti e a acusação, feita pelo secretário de Estado Marco Rubio, de que o governo brasileiro agiu de má-fé nas negociações comerciais. Nessa leitura, a regulação de plataformas aparece associada a restrição da liberdade de expressão de políticos de direita.
Veículos de esquerda não publicaram sobre o caso no período coberto por esta análise, o que deixa um ponto cego na cobertura: falta a voz que discutiria o alcance da norma do Tribunal Superior Eleitoral, aprovada por instituição brasileira e aplicável a todas as candidaturas registradas, diante da pressão diplomática estrangeira.
O que ainda não se sabe. Nenhuma das matérias traz manifestação do Tribunal Superior Eleitoral, do governo brasileiro ou do Itamaraty sobre a acusação de censura. Também não há informação sobre se outras plataformas com sistemas de recomendação adotarão mecanismo equivalente para a campanha de 2026, nem sobre como a Justiça Eleitoral fiscalizará o cumprimento da regra. Por fim, as novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes permanecem no campo da avaliação: não há decisão anunciada, prazo ou lista de medidas.
Plataforma de Elon Musk alterou funcionamento das recomendações de conteúdo para atender legislação eleitoral brasileira

Uma integrante de alto escalão do governo de Donald Trump acusou o Brasil de promover “censura” após o X, antigo
