Benedita da Silva e Rui Costa lideram disputas ao Senado, diz Paraná Pesquisas
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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O instituto Paraná Pesquisas divulgou duas rodadas sobre as disputas ao Senado nas eleições de 2026. No Rio de Janeiro, a deputada federal Benedita da Silva, do PT, lidera com 29,6% das intenções de voto, seguida do ex-prefeito da capital Marcelo Crivella, do Republicanos, com 21%, e de Pedro Paulo, do PSD, com 16,4%. Na Bahia, o ex-governador Rui Costa, do PT, aparece com 43,5% e o senador Jaques Wagner, também do PT, com 32,2%, à frente de João Roma, do PL, com 26,6%, e de Angelo Coronel, com 25,1%. Cada eleitor escolhe dois nomes, porque duas das três cadeiras de cada estado serão renovadas.
Os números apontam força eleitoral do campo progressista em dois estados decisivos. No Rio de Janeiro, Benedita da Silva, deputada federal e ex-governadora com longa trajetória em movimentos populares, lidera com folga a corrida por uma das duas vagas ao Senado.
Sob essa chave de leitura, o dado mais relevante não é a liderança isolada, e sim a fragmentação do campo de centro-direita. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, Pedro Paulo, Carlos Jordy, Carlos Portinho e Waguinho disputam o mesmo eleitorado e dividem intenções que, concentradas, mudariam o desenho das duas vagas.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O eleitor do Rio de Janeiro e da Bahia escolherá dois senadores em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro para os cargos majoritários. São 54 das 81 cadeiras do Senado em disputa, a Casa que aprova indicações ao Supremo Tribunal Federal, orçamento e reformas. No Rio, 12,8 milhões de eleitores decidem entre 16 candidatos, e a segunda vaga segue em aberto: Pedro Paulo, com 16,4%, está perto do limite da margem de erro em relação a Marcelo Crivella, com 21%.
A divergência é factual, não ideológica: sobre a pesquisa baiana, uma reportagem afirma que o levantamento foi bancado com recursos próprios do instituto e outra informa que foi contratado por um portal de notícias local, sem que nenhuma das duas registre a versão concorrente.
Toda a cobertura reproduz os mesmos percentuais e a mesma ficha técnica: Benedita da Silva na frente no Rio de Janeiro com 29,6% e Rui Costa na frente na Bahia com 43,5%, ambos do PT, com margens de erro de 2,5 e 2,7 pontos e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Também há convergência sobre a regra de voto duplo, já que duas das três cadeiras de cada estado serão renovadas.
Nenhuma das reportagens traz índices de rejeição dos principais candidatos. Não há pesquisa espontânea divulgada para o Rio de Janeiro nem série comparativa que permita medir tendência no estado. Na Bahia, 68,2% não souberam responder na modalidade espontânea, o que deixa em aberto o grau real de consolidação das lideranças. Também não se sabe se todas as candidaturas testadas se manterão até o registro final.
Duas rodadas do instituto Paraná Pesquisas mediram a corrida pelas vagas de senador no Rio de Janeiro e na Bahia. Benedita da Silva lidera no estado fluminense com 29,6%, à frente de Marcelo Crivella, com 21%. Na Bahia, Rui Costa marca 43,5% e Jaques Wagner, 32,2%. Cada eleitor escolherá dois nomes em 4 de outubro, quando 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta semana dois levantamentos sobre as disputas pelas duas vagas de senador em jogo no Rio de Janeiro e na Bahia nas eleições de outubro de 2026. No Rio, a deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva, do PT, lidera com 29,6% das intenções de voto, seguida pelo ex-prefeito da capital Marcelo Crivella, do Republicanos, com 21%. Pedro Paulo, do PSD, aparece em terceiro, com 16,4%, próximo do limite da margem de erro em relação ao segundo colocado. Carlos Jordy, do PL, tem 11,9%, Carlos Portinho, do PL, 10,6%, e Waguinho, do Republicanos, 9,2%. Na Bahia, o ex-governador e ex-ministro Rui Costa, do PT, aparece com 43,5%, e o senador Jaques Wagner, também do PT, com 32,2%. João Roma, do PL, soma 26,6% e Angelo Coronel, 25,1%, em empate técnico pela terceira posição.
Os dois levantamentos seguem desenho semelhante. No Rio foram 1.600 entrevistas presenciais em 58 municípios, entre 22 e 24 de agosto, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-02422/2026. Na Bahia foram 1.400 entrevistas em 62 municípios, entre 23 e 25 de agosto, com margem de 2,7 pontos e registro BA-07628/2026. Em ambos os casos o grau de confiança declarado é de 95%. Como serão renovadas duas das três cadeiras destinadas a cada unidade da Federação, num total de 54 das 81 vagas do Senado, cada eleitor poderá escolher dois nomes, e é por isso que a soma dos percentuais ultrapassa 100%. Só no Rio de Janeiro, 12,8 milhões de eleitores decidem entre 16 candidatos.
A cobertura de centro, que reúne a maior parte das reportagens do conjunto, concentrou-se na metodologia e na lista completa de candidatos, incluindo os que pontuam abaixo de um por cento. Foi também nessa cobertura que apareceram os elementos de contexto: o cenário para o governo da Bahia, com ACM Neto, do União Brasil, em 48,6% contra 40,1% do governador Jerônimo Rodrigues, do PT, no primeiro turno; a comparação com a rodada de 3 de agosto, quando Rui Costa marcava 44,6% e Jaques Wagner 35,1%; e os recortes demográficos, com Rui Costa em 50,8% entre eleitores de 16 a 24 anos e João Roma em 36,8% entre os que têm ensino superior. Um veículo de esquerda tratou a dianteira de Benedita da Silva como vantagem construída com folga e destacou que os adversários dela chegam divididos em vários nomes do campo conservador fluminense. Até o momento, veículos de direita não publicaram análise própria dos dois levantamentos, de modo que a leitura crítica dos números a partir desse campo não está disponível no conjunto de reportagens.
A principal divergência factual da cobertura não é ideológica, e sim documental: sobre quem pagou a pesquisa baiana. Uma reportagem afirma que o levantamento foi contratado pelo próprio instituto, com recursos próprios, enquanto outra informa que o contratante foi um portal de notícias local. Nenhuma das duas confronta a informação da outra. No caso do Rio, parte da cobertura registra financiamento próprio do instituto e parte simplesmente omite o dado. Duas das reportagens declaram uso de ferramentas de inteligência artificial para extrair números e produzir texto a partir dos relatórios dos institutos, com revisão posterior de jornalistas.
O que ainda não se sabe é o essencial de uma disputa a 38 dias do voto. Nenhuma reportagem traz índices de rejeição dos principais nomes, nem cenário espontâneo para o Rio de Janeiro. Na Bahia, a pesquisa espontânea mostra 68,2% de eleitores que não souberam responder, o que indica baixa consolidação das lideranças quando a lista não é apresentada. Também não há série comparativa para o Rio, o que impede medir tendência, nem informação sobre eventuais desistências ou substituições de candidatura até o registro final. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, onde houver necessidade, para 25 de outubro.
Paraná Pesquisas mostra como está a disputa para o governo do Tocantins e para o Senado. Leia na Gazeta do Povo.

Estado terá duas vagas; João Roma e Angelo Coronel aparecem na sequência da preferência

No último levantamento, divulgado em 3 de agosto, Rui Costa tinha 44,6% e Jaques Wagner, 35,1%. Em 2026, o eleitor escolherá dois senadores

Pesquisa ouviu 1.400 eleitores baianos entre 23 e 25 de agosto; margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 de agosto; margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pedro Paulo é o candidato que mais se aproxima da dupla

Paraná Pesquisas indica Benedita da Silva com 29,6% das intenções de voto e Marcelo Crivella com 21%
