
STF: Nunes Marques bloqueia Gilmar Mendes após cobrança ligada ao caso Master
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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bloqueou o decano Gilmar Mendes no WhatsApp depois de uma troca de mensagens ríspidas em 8 de setembro. A discussão começou quando a Segunda Turma formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e Gilmar cobrou que colegas abrissem as contas e deixassem processos ligados ao caso Banco Master.
Esquerda
Pela leitura de veículos de esquerda, o bloqueio de Gilmar Mendes por Kassio Nunes Marques é o desdobramento de uma cobrança sobre transparência: o decano pediu que o colega abrisse as contas e se afastasse de julgamentos do caso Banco Master, enquanto mensagens de Daniel Vorcaro citam pagamentos de R$ 500 mil ao filho do ministro. O foco está na integridade de quem julga um escândalo financeiro.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
Veículos de direita tratam o episódio como prova de desequilíbrio institucional no STF: Gilmar Mendes teria intimidado Kassio Nunes Marques e Luiz Fux com ofensas, chamando-os de 'servis, submissos', e estendendo a cobrança à família do colega. Nunes Marques aparece defendendo a própria trajetória e negando qualquer vínculo do filho com o Banco Master.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Relato majoritariamente factual, mas a manchete e o corpo enquadram o bloqueio como reação a uma cobrança sobre o caso Master e dão destaque aos supostos pagamentos de R$ 500 mil ao filho de Nunes Marques, suavizando o tom de Gilmar. Leve inclinação crítica ao ministro bloqueador.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
A manchete 'Gilmar intimida Nunes Marques e Fux' e a seleção das falas ('servis, submissos', 'Tramoias') colocam Gilmar como agressor, destacam as acusações dele contra André Mendonça e o relatório da PF, e dão pouco espaço às suspeitas sobre o filho de Nunes Marques. Enquadramento crítico ao decano, alinhado à direita.
Perspectivas omitidas
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, bloqueou Gilmar Mendes no WhatsApp após uma troca de mensagens ríspidas em 8 de setembro. Gilmar cobrou que o colega abrisse as contas e deixasse processos do caso Banco Master, em meio ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bloqueou o decano da Corte, Gilmar Mendes, no WhatsApp. O bloqueio ocorreu em 8 de setembro, depois de uma troca de mensagens ríspidas ligada ao caso Banco Master e à disputa sobre o comando da Polícia Federal.
A discussão começou no mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Nunes Marques acompanhou os ministros André Mendonça e Luiz Fux. Gilmar tinha pedido vista, e interpretou os votos registrados em sequência como uma articulação entre os colegas.
As mensagens reproduzidas pela imprensa convergem no conteúdo. Gilmar escreveu que os colegas deveriam assumir que estavam em apuros, sair dos processos e abrir as contas. Também cobrou que Nunes Marques deixasse a presidência do TSE. Nunes Marques pediu respeito, disse que não falaria com quem não o respeita e afirmou que presta contas há 15 anos como juiz. Gilmar estendeu a cobrança à família do colega. Depois disso veio o bloqueio.
O pano de fundo são mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Um diálogo com o então diretor jurídico do banco menciona pagamentos de R$ 500 mil a Kevin Nunes Marques, filho do ministro. Em sessão do STF em 15 de setembro, Nunes Marques negou que o filho tenha trabalhado para o banco e disse nunca ter trocado mensagens com Vorcaro. Na mesma sessão, declarou-se impedido de julgar uma eventual investigação de Alexandre de Moraes, alegando querer proteger a Justiça Eleitoral.
As coberturas divergem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que o bloqueio veio depois de uma cobrança sobre o caso Master e deram peso aos supostos pagamentos ao filho do ministro, tratando a participação de magistrados sob suspeita em julgamentos como questão de interesse público. Veículos de direita enfatizaram o tom de Gilmar, descrito como intimidação, com falas em que ele chama Nunes Marques e Fux de servis e submissos. Esses veículos também relataram a resposta de Fux, que disse que ninguém lhe diz como agir, e as acusações de Gilmar contra Mendonça por supostamente ignorar diálogos do celular de Vorcaro citados em relatório da Polícia Federal. Não houve cobertura de centro própria sobre o episódio. Os fatos essenciais, porém, aparecem de forma igual nos dois lados.
Ainda não se sabe se Gilmar Mendes vai comentar publicamente as mensagens, nem se o conflito vai afetar a composição dos julgamentos do caso Master na Segunda Turma. Também segue sem resposta a origem dos pagamentos citados no celular de Vorcaro. O julgamento sobre Alexandre de Moraes foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino, sem data para voltar.
Esquerda e direita concordam que Nunes Marques bloqueou Gilmar Mendes após mensagens em que o decano cobrou a abertura das contas e a saída de processos do caso Banco Master, e que o ministro nega vínculo do filho com o banco.

Atrito entre ministros envolve julgamentos do Master, cobranças sobre familiares e pedido para que Nunes Marques deixasse o TSE.

Mensagens expõem tensão entre ministros do STF em meio à possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bloqueou o contato do colega Gilmar Mendes após receber
Falácias identificadas
Republica apuração de coluna de outro veículo com manchete em caixa alta ('BRIGA') e intertítulo 'Kassio nega relação do filho com o Banco Master', dando peso à defesa de Nunes Marques e ressaltando que as acusações são objeto de questionamentos. Tom sensacionalista e leve simpatia ao ministro.
Perspectivas omitidas



