
Câmara deve votar nesta terça projeto de lei que acaba com a escala 6×1
Resumo da cobertura
A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (16) o Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo Executivo com regime de urgência, que altera a CLT para reduzir a jornada normal de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala 6x1, garantindo dois dias de descanso remunerados de 24 horas, preferencialmente aos sábados e domingos, sem redução de salário. O texto é o item único da pauta e tranca as demais deliberações. O relator é o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), o mesmo da PEC com idêntico teor aprovada pela Câmara em 27 de maio e hoje no Senado.
A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira, 16 de junho, o Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo Poder Executivo com regime de urgência, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho para reduzir a jornada normal de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada escala 6x1. O texto é o item único da pauta e tranca as demais deliberações da Casa até ser apreciado.
A cobertura de centro relatou que o projeto fixa o direito a dois dias de descanso remunerados de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos, e proíbe a redução nominal ou proporcional dos salários, além de impedir mudanças nos pisos salariais vigentes em razão da nova jornada. O limite de 40 horas fica abaixo do teto constitucional atual, de 44 horas. As novas regras alcançam trabalhadores celetistas e categorias com regulamentação específica, como radialistas, comerciários, trabalhadores domésticos, tripulantes de voo e atletas profissionais. Para atividades que exijam trabalho aos fins de semana, o texto prevê escala de revezamento dentro dos novos limites de descanso.
O relator do projeto é o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, designado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba. Prates também foi relator de uma Proposta de Emenda à Constituição com o mesmo teor, aprovada pela Câmara em 27 de maio e hoje em análise no Senado. Segundo o governo, a opção pelo projeto de lei busca dar celeridade à mudança, já que a tramitação de um PL é mais rápida que a de uma PEC. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o projeto pode reduzir a jornada de imediato, enquanto a PEC serviria para consolidar a alteração na Constituição e impedir aumentos futuros de carga horária por meio de lei ordinária.
Veículos de esquerda tenderiam a enfatizar o ângulo dos direitos: o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem perda de salário são tratados como conquista social que alivia a sobrecarga de milhões de trabalhadores, sobretudo nas faixas de menor renda, com a inclusão explícita de categorias historicamente desprotegidas, como domésticos e comerciários. Veículos de direita, por sua vez, enfatizariam os efeitos econômicos e o método: reduzir a jornada de 44 para 40 horas sem permitir queda de salário encarece a hora trabalhada e pode pressionar produtividade, competitividade e emprego, em especial em pequenos negócios e setores que dependem de revezamento. Do lado processual, há a crítica ao uso do regime de urgência, que trava a pauta da Câmara e força a votação acelerada de uma mudança estrutural na CLT; o próprio Hugo Motta chegou a pedir que o governo retirasse a urgência, mas não foi atendido.
O que ainda não se sabe é o placar da votação e a posição final das bancadas, se o texto será aprovado integralmente ou sofrerá mudanças no parecer do relator em plenário, e qual o cronograma de tramitação da PEC paralela no Senado. Também segue em aberto o custo estimado da medida para empregadores e o eventual período de transição para os setores mais afetados.
Briefing
O que importa para você
- Jornada cai de 44 para 40 horas semanais, com dois descansos de 24 horas, sem corte de salário nem de pisos.
- Atinge celetistas e categorias específicas (radialistas, comerciários, domésticos, tripulantes de voo, atletas).
- A urgência tranca todas as demais votações da Câmara até o PL ser apreciado.
Onde os lados divergem
- Esquerda enquadra como conquista de direitos trabalhistas que reduz sobrecarga e protege os menos remunerados.
- Direita enfatiza o custo econômico (hora mais cara, risco a produtividade e emprego) e critica o regime de urgência, que trava a pauta e acelera mudança estrutural na CLT.
Onde os lados concordam
Os veículos convergem nos fatos centrais: o PL 1838/26, do Executivo com urgência, é o item único da pauta da Câmara nesta terça, fixa jornada de 40 horas semanais e dois dias de descanso sem redução salarial, e tem como relator Leo Prates; uma PEC de mesmo teor já foi aprovada em 27 de maio e está no Senado.
O que ainda está incerto
- O placar e o resultado da votação desta terça.
- Se o texto será aprovado integralmente ou alterado no parecer em plenário.
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- G1Câmara deve votar nesta terça projeto de lei sobre fim da 6x1; entenda diferença para a PEC já aprovada pelos deputadosTextos têm conteúdos semelhantes, mas tramitações difentes. PEC tem tramitação mais rígida e não passa pelo presidente da República, enquanto no caso do PL o presidente escolhe sancionar ou vetar a proposta.
Ver análise editorial
Texto de agência, neutro e centrado no procedimento legislativo: explica que PEC e PL com o mesmo objetivo tramitam em paralelo, o efeito do regime de urgência que trava a pauta e o pedido (não atendido) de Motta para o governo retirar a urgência. Sem vocabulário ideológico em nenhuma direção.
Linha do Tempo
- 16 de jun. de 2026, 00:00ProgramadoCâmara deve votar em plenário o PL 1838/26, que reduz a jornada para 40 horas e acaba com a escala 6x1.
- 11 de jun. de 2026, 00:00Hugo Motta designa o deputado Leo Prates como relator do PL 1838/26 na Câmara.
- 27 de mai. de 2026, 00:00Câmara aprova PEC de mesmo teor que reduz a jornada e acaba com a escala 6x1; texto segue para o Senado.
Fontes

Proposta do governo fixa limite de 40 horas semanais e garante dois descansos remunerados por semana sem redução de salário
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Relatório de Zé Trovão exclui a existência da multa fixa de até R$ 10 milhões prevista na MP apresentada pelo governo Lula
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