Ceará: pivô de crise, aliada de Michelle afaga Flávio antes de evento
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A vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, não compareceu ao lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes ao Senado pelo Ceará, evento que reuniu o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro em Fortaleza. A ausência ocorre em meio a uma crise entre Michelle e Flávio sobre qual nome o PL deveria apoiar à vaga do Senado, disputa que também envolve uma possível aliança do partido com Ciro Gomes (PSDB) na corrida ao governo cearense.
Veículos de esquerda descreveram o episódio como evidência de um racha aberto dentro do bolsonarismo, com o grupo de Flávio Bolsonaro afastando a aliada de Michelle, Priscila Costa, da disputa ao Senado e consolidando controle sobre a articulação política no Ceará.
Veículos de direita enquadraram o evento em Fortaleza como demonstração da capacidade de Flávio Bolsonaro de unificar o PL no Ceará, com a carta de Jair Bolsonaro pedindo união partidária e a aliança com Ciro Gomes tratadas como movimentos estratégicos para a disputa presidencial e o governo estadual.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados concordam que a disputa pelas duas vagas do PL ao Senado no Ceará expôs uma fratura entre os grupos de Michelle e Flávio Bolsonaro, que a vereadora Priscila Costa não compareceu ao evento em Fortaleza por estar em Portugal, e que o PL caminha para uma aliança com Ciro Gomes na disputa pelo governo do Ceará.
A disputa interna do Partido Liberal (PL) pelo comando político no Ceará ganhou um novo capítulo na sexta-feira (10/7), quando o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, participou em Fortaleza do lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes ao Senado. O evento, tratado nos bastidores como um teste da capacidade de Flávio de reunificar o grupo, ocorreu sem a presença da vereadora Priscila Costa, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e nome que a madrasta de Flávio defendia para a mesma vaga ao Senado.
Priscila anunciou, um dia antes, que não compareceria ao ato porque viajaria a Portugal para participar de um evento de mulheres conservadoras europeias. A ausência reforçou a crise que já vinha se desenhando desde que Michelle divulgou vídeos afirmando ter sido humilhada, maltratada e desrespeitada pelo enteado durante as negociações internas do partido. Em consequência, ela deixou a presidência do PL Mulher e lançou um novo movimento político, batizado de Imparáveis, fora da estrutura partidária.
A cobertura de centro, publicada por Metrópoles, CNN Brasil e Correio Braziliense, relatou os fatos de forma factual: Michelle defendia a candidatura de Priscila ao Senado, enquanto Flávio, o deputado federal André Fernandes e o comando estadual do PL apoiavam Alcides Fernandes, movimento que abre caminho para uma aliança com o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes. No sábado (11/7), Flávio leu, em transmissão ao vivo, uma carta atribuída ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pedindo que o partido deixe as diferenças de lado e se una em torno de sua pré-candidatura à Presidência.
Já a cobertura de direita, publicada pelo Estadão, descreveu o evento como uma demonstração de controle político de Flávio sobre a articulação no Ceará, com o grupo do senador aproveitando a ausência de Priscila e o recuo de Michelle para avançar a aliança com Ciro Gomes. A reportagem também destacou que o senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, sugeriu que Priscila poderia disputar outro cargo, como deputada federal, e que ela assumiria uma vaga na Câmara ainda nesta legislatura. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi citado defendendo que a unidade do partido é condição para Flávio vencer a disputa presidencial em outubro.
Por outro lado, veículos de esquerda, caso da Revista Fórum, enfatizaram o racha exposto pelo evento: o deputado André Fernandes chamou Jair Bolsonaro de nosso galego durante o discurso, repetindo uma expressão usada por Michelle em críticas anteriores ao PL cearense, o que foi lido como uma indireta direta à ex-primeira-dama. A reportagem também associou o episódio a outras controvérsias que cercam a pré-campanha de Flávio, incluindo a demora na prestação de contas do comitê Dark Horse.
Os artigos convergem em um ponto central: a disputa pelas duas vagas do PL ao Senado no Ceará expôs uma fratura entre os grupos de Michelle e Flávio Bolsonaro, com baixa chance de o partido lançar duas candidaturas simultâneas. O que ainda não se sabe é se haverá reconciliação entre madrasta e enteado antes da eleição de outubro, já que aliados de ambos os lados afirmam não esperar por isso, nem qual cargo definitivo Priscila Costa ocupará na disputa, já que sua entrada na Câmara dos Deputados foi anunciada, mas sua candidatura ao Senado segue indefinida.
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Vereadora de Fortaleza Priscila Costa, cujo nome Michelle Bolsonaro defendia para uma vaga do PL ao Senado pelo Ceará, viajou a Portugal com o pretexto de cumprir uma ‘missão’

A vereadora Priscila Costa é o principal ponto de divergência entre Michelle e Flávio após a disputa pela indicação do PL ao Senado no Ceará
