Datafolha mostra voto negativo em 30% do eleitorado presidencial de 2026
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
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Pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto de 2026 mostra que 30% dos eleitores dizem escolher seu candidato a presidente com o objetivo principal de impedir que outro nome seja eleito, enquanto 61% afirmam votar por considerar que o escolhido tem as melhores propostas e é o mais preparado. O levantamento ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais em 128 municípios, tem margem de erro máxima de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026. O voto negativo é menor entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT (23%), e maior entre os de Flávio Bolsonaro, do PL (35%). A pesquisa também mediu o grau de definição do voto: 72% se dizem totalmente decididos e 27% admitem mudar.
O levantamento do Datafolha registra um eleitorado majoritariamente motivado por escolha positiva, com 61% votando por considerar seu candidato o mais preparado, e revela uma disputa aberta no campo de oposição a Luiz Inácio Lula da Silva.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura reproduz os mesmos números centrais: 30% votam para impedir a eleição de outro candidato, 61% votam por propostas e preparo, o voto negativo é de 23% entre eleitores de Lula e de 35% entre os de Flávio Bolsonaro, e 72% do eleitorado já se declara totalmente decidido. A metodologia, com 2.058 entrevistas e registro no TSE, também é descrita de forma idêntica.
A pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto de 2026 mediu a motivação do voto para presidente: 30% dizem votar para impedir que outro candidato vença, enquanto 61% escolhem por propostas e preparo. O voto negativo é maior entre eleitores de Flávio Bolsonaro (35%) do que entre os de Lula (23%), e 72% do eleitorado já se declara totalmente decidido.
Três em cada dez eleitores brasileiros dizem que a escolha do voto para presidente em 2026 é movida principalmente pela vontade de impedir que outro candidato chegue ao cargo. O dado é da pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 21 de agosto, que ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais em 128 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026.
A maioria, porém, declara voto por adesão: 61% afirmam escolher o candidato por considerá-lo o mais preparado e por concordar com as propostas dele. Outros 7% deram respostas diferentes e 2% não souberam responder. O chamado voto negativo aparece distribuído de forma desigual entre os eleitorados. Entre quem declara voto em Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, 23% dizem votar para derrotar outro nome, contra 68% que citam preparo e propostas. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, do PL, a taxa de voto negativo sobe para 35%, com 56% apontando preparo.
Fora do eixo principal da disputa, os percentuais são maiores, e também as margens de erro. Entre os eleitores de Romeu Zema, do Novo, 37% dizem votar para evitar a eleição de outro candidato, com margem de 13 pontos. Entre os de Ronaldo Caiado, do PSD, o índice é de 31%, com margem de nove pontos. Já entre os de Renan Santos, do Missão, é de 24%, com margem de 12 pontos. A pesquisa mediu ainda o grau de definição do voto: 72% se dizem totalmente decididos, 27% admitem mudar e 1% não respondeu. Entre eleitores de Lula, os decididos somam 82%; entre os de Flávio Bolsonaro, 78%.
A cobertura de centro reproduziu os percentuais na íntegra e acrescentou leitura de contexto, atribuindo o índice elevado de voto negativo à polarização entre o presidente e os candidatos de direita. Essa cobertura registrou que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por ter tentado um golpe de Estado e segue inelegível, o que empurra parte do campo conservador para o nome do filho, e lembrou que Ronaldo Caiado tem se apresentado como "direita raiz", citando a fundação da União Democrática Ruralista, em 1985, enquanto Lula não enfrenta concorrente de peso à esquerda. Veículos de direita publicaram os mesmos números principais, mas trataram o assunto pela chave do voto negativo como fenômeno eleitoral e deixaram de fora tanto a análise sobre a polarização quanto a menção à situação judicial de Jair Bolsonaro, fechando o texto com dados de desempenho digital de um dos presidenciáveis fora do eixo. Até o fechamento desta análise nenhum veículo de esquerda havia publicado o levantamento, e o ângulo que esse campo costuma privilegiar, o de que o eleitorado do presidente declara mais adesão a propostas do que rejeição ao adversário, não apareceu no material disponível.
Há uma divergência factual entre as versões. Parte da cobertura informa que as entrevistas foram feitas na terça e na quarta, dias 18 e 19 de agosto, enquanto outra fala em 18 a 20 de agosto. O material também não esclarece se a pergunta sobre motivação do voto foi feita a todos os entrevistados ou apenas aos que já haviam declarado candidato, nem traz série histórica que permita comparar o índice de 30% com pesquisas anteriores da mesma eleição. Não há detalhamento por região, renda ou escolaridade, e as campanhas dos candidatos citados não comentaram os números em nenhuma das versões publicadas.
Pesquisas mostram cenário dividido: em PE, MG e PI, Lula aparece numericamente à frente nas intenções de voto para o 1º turno, já Flávio Bolsonaro, em SP, RJ e DF. A margem de erro varia de 2 a 3 pontos percentuais.

Pesquisas mostram cenário dividido: em PE, MG e PI, Lula aparece numericamente à frente nas intenções de voto para o 1º turno, já Flávio Bolsonaro, em SP, RJ e DF. A margem de erro varia de 2 a 3 pontos percentuais.


Segundo instituto, 61% afirmam que vão definir o voto por considerar que concorrente tem as melhores propostas

Levantamento também aponta que 72% dos eleitores já estão totalmente decididos sobre o voto para presidente
