Datafolha amplia vantagem de Lula e isola Flávio na direita
Relato de fonte única, atribuído a Notícias ao Minuto Brasil. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
A pesquisa Datafolha de junho de 2026, registrada no TSE sob o número BR-09956/2026, aponta o presidente Lula (PT) com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de dez pontos. Os demais candidatos não passam de 3%. No segundo turno mais provável, Lula tem 47% e Flávio, 43%. O levantamento ouviu cerca de 2.004 eleitores em 139 cidades, com margem de erro de dois pontos. Os números ficaram estáveis em relação ao mês anterior.
Briefing
O que importa para você
- Lula lidera o primeiro turno por dez pontos (41% a 31%) e venceria o segundo turno (47% a 43%).
- Pesquisa registrada no TSE (BR-09956/2026), cerca de 2.004 entrevistados, margem de dois pontos.
- Demais candidatos não passam de 3%.
Onde os lados divergem
- Esquerda: a vantagem de dez pontos mostra Flávio 'encurralado' e o escândalo do Master como dano permanente à direita.
- Direita: a estabilidade mostra que Flávio estancou a queda e que Lula não capitaliza apesar do pacote de bondades e da operação contra Jaques Wagner.
Onde os lados concordam
Todos os veículos reportam os mesmos números do Datafolha: Lula com 41% e Flávio com 31% no primeiro turno, 47% a 43% no segundo turno, e estabilidade em relação à rodada anterior feita após o caso do Banco Master.
O que ainda está incerto
- O efeito total da operação contra Jaques Wagner não foi captado, pois a pesquisa foi a campo nos dias da ação.
A nova rodada da pesquisa Datafolha, divulgada em junho de 2026 e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956/2026, manteve o presidente Lula (PT) na liderança da corrida pela Presidência. No cenário mais provável de primeiro turno, o petista aparece com 41% das intenções de voto, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de dez pontos. Os demais pré-candidatos ficaram com 3% ou menos: Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 3%, e nomes como Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) com 2%. No segundo turno mais provável, Lula soma 47% contra 43% de Flávio. O levantamento ouviu cerca de dois mil eleitores em 139 cidades, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Há convergência entre todos os veículos sobre os números centrais e sobre o pano de fundo: a pesquisa foi feita logo após a revelação do chamado caso 'Dark Horse', em que Flávio teria pedido recursos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. A cobertura de centro, como a da Banda B e da Folhapress, relatou os dados de forma factual: detalhou os percentuais de todos os candidatos, os cenários alternativos de segundo turno, a rejeição dos dois principais nomes e os recortes de eleitorado. Esses veículos registraram que os números ficaram estáveis em relação ao mês anterior, quando Lula tinha 40% e Flávio, os mesmos 31%.
É na interpretação que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram que a vantagem de dez pontos é a maior da série histórica e que o escândalo do Banco Master cobra um preço político permanente da direita: na leitura progressista, os votos que Flávio perdeu não voltaram, a candidatura bolsonarista estacionou e Lula consolida sua base entre os mais pobres, no Nordeste, entre donas de casa e estudantes, sustentado por programas como o Bolsa Família. Já uma leitura mais à direita, presente em parte da cobertura factual da Folhapress, enfatizou o outro lado da estabilidade: Flávio estancou o prejuízo do caso 'Dark Horse', mantém-se como o principal nome anti-Lula e lidera com folga entre empresários e no Sul, enquanto o presidente não consegue capitalizar mesmo com um pacote de mais de R$ 140 bilhões em créditos e subsídios. Esse enquadramento ressalta ainda que a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado, atinge o entorno de Lula.
O que ainda não se sabe é o efeito completo da operação contra Jaques Wagner sobre as intenções de voto, já que a pesquisa foi a campo justamente nos dias da ação da Polícia Federal e só captou parcialmente esse impacto. Também segue em aberto se a aprovação do fim da escala 6x1 pela Câmara, ainda travada no Senado, e o pacote de créditos do governo vão se converter em ganho eleitoral para Lula. Os próprios institutos lembram que pesquisas são um retrato do momento, não previsão do resultado de outubro.
Fontes
