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Pesquisa Datafolha registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01166/2026 aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48% e o senador Flávio Bolsonaro com 43% em cenário de segundo turno. A maior diferença aparece no recorte por gênero: entre mulheres, o placar é de 50% a 40% para o presidente; entre homens, há equilíbrio, com 46% para o senador e 45% para Lula. A rejeição ao senador chega a 50% entre eleitoras, contra 44% do presidente nesse mesmo público. Aliados do senador discutem formas de ampliar o apoio feminino, e o instituto tem nova pesquisa prevista para Pernambuco em 31 de julho.
A pré-campanha presidencial de 2026 ganhou um novo termômetro com a mais recente pesquisa Datafolha, que testou um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. No cenário nacional, o presidente aparece com 48% das intenções de voto e o senador, com 43%. Outros 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois nomes, e 1% não soube responder. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01166/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, chegando a três pontos nos recortes por gênero.
O número que organizou a leitura política do resultado foi o recorte por gênero. Entre as mulheres, que representam cerca de 52% do eleitorado brasileiro, o presidente soma 50% e o senador, 40%. Entre os homens, o quadro é de equilíbrio, com 46% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula. A rejeição segue o mesmo desenho: metade das eleitoras ouvidas disse que não votaria no senador de maneira alguma em um eventual primeiro turno, enquanto a rejeição ao presidente nesse mesmo público é de 44%. No cenário geral, os índices ficam próximos, com 48% de rejeição ao senador e 46% ao presidente, sem variação relevante em relação a levantamentos anteriores.
Há convergência entre as coberturas sobre o essencial. A disputa é tratada como competitiva, com diferença que não chega a ser folgada, e o eleitorado feminino aparece como o campo em que a distância entre os dois nomes se abre. Também é ponto comum que o entorno do senador já discute como reagir. A cobertura de centro relatou que aliados avaliam medidas como escolher uma mulher para a vaga de vice na chapa, ampliar a participação da dentista Fernanda Bolsonaro na campanha e divulgar um programa voltado ao público feminino, que reúne promessas de internet gratuita, distribuição de celulares e vouchers para creches.
Veículos de esquerda enfatizaram o ambiente em torno da candidatura como parte da explicação do dado. Nessa leitura, o déficit entre eleitoras não é falha de comunicação, e sim efeito acumulado de episódios recentes: a repetição, por um influenciador aliado do senador, de uma frase depreciativa sobre o voto das mulheres, e o relato de Michelle Bolsonaro de ter sido humilhada pelo enteado em um vídeo, seguido de novas gravações em que os dois anunciaram reconciliação. Para esse enquadramento, o pacote anunciado para eleitoras responde com benefício material a um problema de fundo.
Veículos de direita trataram o levantamento de forma mais seca, sem o recorte por gênero. O registro que apareceu nessa ala foi o próximo passo do instituto: uma pesquisa em Pernambuco prevista para sexta-feira, 31, que vai ouvir 1.022 eleitores entre terça, 28, e quinta, 30, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, testando doze nomes no primeiro turno, além das disputas pelo governo do estado e pelas duas vagas no Senado. Na chave interpretativa de direita, o mesmo conjunto de números sustenta outra ênfase: a diferença nacional de cinco pontos está numa faixa recuperável, entre homens há empate técnico dentro da margem de erro, e a rejeição ao presidente é quase igual à do senador, sinal de desgaste também no governo.
O que ainda não se sabe pesa na leitura do resultado. O material não informa o período de campo nem o tamanho da amostra do levantamento nacional, e nenhuma fonte mediu se as declarações do influenciador aliado tiveram efeito nas intenções de voto, já que a pesquisa não testou esse recorte. Não há nome definido para a eventual candidata a vice, nem cronograma ou custo do programa voltado às eleitoras. A pré-campanha do senador e o campo do presidente não aparecem com resposta formal aos números. A próxima medida objetiva vem da pesquisa estadual em Pernambuco, ainda não divulgada.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
Os números são reportados com precisão e com o protocolo de registro no TSE, mas a matéria é organizada em torno do déficit do pré-candidato entre eleitoras e encadeia o dado com a repetição de uma frase depreciativa sobre o voto feminino por um influenciador aliado e com o episódio envolvendo Michelle Bolsonaro. A seleção e a ordem dos fatos, o foco em representação e direitos das mulheres e o tratamento das propostas do pré-candidato como resposta a uma pressão caracterizam enquadramento de esquerda, ainda que sem adjetivação explícita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto estritamente descritivo: anuncia a pesquisa prevista, o número de entrevistados, o período de coleta, a margem de erro e o escopo (Presidência, governo de Pernambuco e Senado). Não há vocabulário valorativo, adjetivação nem enquadramento favorável ou contrário a qualquer nome, apesar do perfil do veículo. O conteúdo sustenta CENTER, não o viés do publisher. O único desvio de forma é o caixa alta no prefixo do título.

O Datafolha vai medir a disputa pela Presidência da República entre os eleitores de Pernambuco em uma pesquisa prevista para

Mulheres podem decidir a eleição, e números revelam obstáculo que preocupa aliados do senador.
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