Deputado Fred Costa arrenda avião para grupo investigado por tráfico
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O deputado federal Fred Costa (PRD-MG) arrendou, em abril de 2026, um avião de sua propriedade à CNM Aviação, empresa investigada na Operação Flight Level, da Polícia Federal, por suposto envolvimento em tráfico internacional de cocaína. A CNM ocupa o mesmo hangar em Belo Horizonte de onde, em 2020, partiram 175 kg de cocaína para Lisboa. O deputado afirma ter feito buscas prévias e não ter encontrado impeditivos. A dona da empresa, Juliana Costa Nobre, nega envolvimento com o tráfico e diz não ter sido denunciada.
Veículos deste lado: Metrópoles
O deputado Fred Costa (PRD-MG) firmou um contrato comercial privado de arrendamento de uma aeronave de sua propriedade com a CNM Aviação e afirma ter feito as diligências de praxe, sem encontrar impeditivos.
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Centro e direita reconhecem que o deputado Fred Costa arrendou seu avião à CNM Aviação, empresa alvo da Operação Flight Level, e que ambos, deputado e a dona da empresa, negam irregularidade. O hangar usado pela CNM é o mesmo de onde, em 2020, saíram 175 kg de cocaína sob gestão de outra firma.
O deputado federal Fred Costa (PRD-MG) arrendou um avião de sua propriedade a uma empresa investigada pela Polícia Federal por envolvimento em tráfico internacional de cocaína. A aeronave, um bimotor turboélice Embraer Emb-121 Xingu de prefixo PT-MCA, foi comprada pelo parlamentar em setembro de 2024 por R$ 4 milhões. Em 14 de abril de 2026, segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil, ele firmou contrato de arrendamento com a CNM Aviação, válido por 18 meses. Pelo acordo, a empresa paga R$ 4 por quilômetro voado, com garantia de pagamento mínimo de R$ 30 mil mensais ao deputado.
A cobertura de centro, do portal que revelou o caso, detalhou que a CNM Aviação opera no mesmo hangar em Belo Horizonte de onde, em outubro de 2020, partiram 175 quilos de cocaína apreendidos no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. À época, o espaço era administrado por outra firma, a BHZ Táxi Aéreo, ligada a Leonardo Costa Nobre. A CNM, aberta em agosto de 2021 por Juliana Costa Nobre Magalhães, é alvo da Operação Flight Level, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2021 para apurar o uso de aeronaves em uma rede de tráfico internacional.
Todos os relatos convergem na cronologia documentada. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal de junho de 2021, Leonardo Costa Nobre seria um dos líderes do grupo, ao lado de André Luiz Santiago Eleutério. Em março de 2023, ele foi acusado pela PF de pagar R$ 3,5 milhões em propina a um advogado de Brasília, filho de desembargador federal, para obter habeas corpus. Decisões do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, registram que a fachada da BHZ foi substituída pela placa da CNM Aviação no mesmo hangar e apontam indícios de que Juliana teria assumido os negócios do irmão.
Veículos de direita enfatizaram o caráter privado e legal do contrato, registrado na Anac, e ressaltaram que a CNM Aviação não foi condenada. Destacaram a defesa do deputado, que afirmou ter realizado buscas na internet sobre a empresa e sua dona antes de fechar o acordo, sem encontrar indícios de irregularidades. Em nota, Fred Costa declarou que fez todas as diligências e que não tem qualquer relação com o episódio ocorrido cinco anos antes do arrendamento. A reportagem de direita também deu espaço à versão de Juliana, cujos advogados sustentam que ela nunca foi denunciada por tráfico, que colabora com as autoridades e que a relação entre CNM e BHZ se limita à ocupação regular do mesmo hangar.
A cobertura de centro, por sua vez, aprofundou os indícios reunidos pelas autoridades, citando que o grupo de Leonardo Costa Nobre teria atuado em conjunto com a traficante Karine Campos, condenada a 4 anos e 8 meses de prisão e atualmente foragida. O ângulo central foi o vínculo financeiro entre um parlamentar em exercício e uma empresa sob investigação, com a renda mensal garantida pelo contrato.
Não há cobertura de veículos de esquerda no conjunto analisado; o eixo do contraste se deu entre o relato investigativo de centro e o enquadramento mais favorável ao deputado adotado pela direita. O que ainda não se sabe é se há ou haverá investigação formal contra o próprio Fred Costa em decorrência do arrendamento, qual o status processual atual de Juliana Costa Nobre e se a CNM Aviação chegou a utilizar comercialmente a aeronave, ponto que o deputado nega.
Deputado federal Fred Costa (PRD-MG) arrendou avião a empresa da irmã de denunciado por tráfico na operação Flight Level

Fred Costa relatou que, antes de fechar contrato, realizou buscas e não encontrou indícios de irregularidades ou impeditivos
