Flávio Dino dá à Polícia Federal acesso integral às provas do Dark Horse
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar as provas recolhidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O material passa a alimentar o inquérito federal, relatado por Dino, que apura a destinação de emendas parlamentares ao longa-metragem. A operação estadual ocorreu em junho, em endereços ligados à produtora e em uma secretaria da prefeitura de São Paulo, dentro de apuração sobre um contrato de R$ 108 milhões entre a gestão de Ricardo Nunes e o Instituto Conhecer Brasil. Segundo a cobertura, investigadores avaliam federalizar o caso e concentrá-lo no Supremo.
Para o enquadramento de esquerda, o ponto central é o dinheiro público. A decisão de Flávio Dino recoloca sob escrutínio a hipótese de que emendas parlamentares e um contrato municipal destinado a levar internet gratuita a comunidades carentes tenham financiado uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Todos os lados registram que Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a usar as provas colhidas pela Polícia Civil de São Paulo e que isso amplia o inquérito sobre emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse. Há convergência também sobre os fatos de base: o pedido de R$ 61 milhões de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, a existência de duas frentes de investigação com objetos distintos e o peso do caso sobre a disputa presidencial de 2026.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, liberou a Polícia Federal para usar as provas da Polícia Civil de São Paulo na investigação sobre emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse. A decisão recoloca o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no centro da disputa presidencial de 2026.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar as provas recolhidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O material passa a alimentar o inquérito que corre no Supremo sob a relatoria do próprio Dino e que apura a destinação de emendas parlamentares ao longa-metragem.
O acervo vem de uma operação feita em junho, em endereços ligados à produtora e em uma secretaria da prefeitura de São Paulo. A apuração estadual investiga um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a gestão de Ricardo Nunes e o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora. O contrato previa levar wi-fi gratuito a comunidades carentes. A investigação federal tem objeto distinto: verificar se emendas de deputados do Partido Liberal chegaram ao filme. Estão citados Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões ao instituto em 2024, Marcos Pollon, com R$ 1 milhão, e Bia Kicis, com R$ 150 mil. Os três negam qualquer ligação dos repasses com a produção e afirmam que os recursos foram para projetos sociais, para uma instituição oncológica e para iniciativa cultural e educativa.
A cobertura de centro relatou o alcance técnico da decisão: a Polícia Federal poderá examinar não apenas os relatórios já produzidos pela polícia paulista, mas também documentos, dados brutos extraídos das mídias apreendidas e a cadeia de custódia das provas. Nos bastidores, investigadores avaliam pedir a federalização do caso para concentrar no Supremo as frentes ligadas ao financiamento do filme, hipótese que ainda não está decidida. A mesma cobertura registra que o governador Tarcísio de Freitas saiu em defesa da Polícia Civil de São Paulo e classificou como desrespeitosa a crítica de que a investigação teria sido segurada no estado.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo: a ausência de explicação pública do senador Flávio Bolsonaro. Depois da divulgação de áudios em que pede R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito do caso do Banco Master, o senador prometeu em 19 de maio abrir contratos e prestação de contas em até trinta dias. Passados quase cem dias, os documentos não vieram a público, e as versões mudaram: da negativa de conhecer o banqueiro à admissão do pedido de recursos, da tese de operação estritamente privada à afirmação, feita nesta semana, de que a prestação de contas já ocorreu dentro da investigação e de que não cabe a ele explicar mais nada. Essa cobertura acrescenta que a apuração passou a examinar se parte do dinheiro atribuído ao aporte de Vorcaro foi enviada a um fundo nos Estados Unidos ligado ao advogado Paulo Calixto, próximo a Eduardo Bolsonaro.
Veículos de direita não cobriram o episódio no conjunto de matérias reunidas aqui. O enquadramento que costuma partir desse campo aparece de forma indireta, pelas falas reproduzidas nas demais reportagens: o argumento de que um filme bancado por investidor privado não gera dever de prestação de contas ao público, a defesa da polícia estadual feita pelo governo de São Paulo e a preocupação com a concentração de inquéritos de alto impacto eleitoral sob relatores do Supremo. A cobertura de centro também aponta a simetria invocada por esse campo: enquanto Dino relata o caso do filme, o ministro André Mendonça conduz a frente sobre os repasses de Vorcaro e responde ainda pelas apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social e sobre o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há divulgação pública dos contratos, das despesas e das movimentações financeiras da produção. Não está estabelecido se qualquer emenda parlamentar chegou de fato ao filme, nem se houve desvio no contrato municipal de wi-fi. Não se sabe se a federalização será formalizada, por pedido da Polícia Federal ou por manifestação da Procuradoria-Geral da República, nem em que prazo. Também segue sem resposta o destino final dos valores que teriam sido enviados ao exterior. A dona da produtora, procurada, não se manifestou.
Candidato à Presidência afirmou que filme sobre Jair Bolsonaro não recebeu dinheiro público


O senador negou se comprometeu a divulgar detalhes sobre os 61 milhões de reais enviados por Daniel Vorcaro para o filme do ex-presidente

Flávio Dino libera acesso da PF a provas do caso Dark Horse, decisão que amplia o papel do STF como palco de disputas políticas para as eleições de 2026.


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Na prática, ministro abriu nova frente de investigação sobre filme a respeito de Jair Bolsonaro, o que deve agravar tensões com seu colega André Mendonça. Lula pressiona Senado para aprovar fim da escala 6×1, e relator diz que texto deve ser votado na próxima semana. Anvisa aprova registro do segundo genérico de semaglutida no Brasil. Academia Brasileira de Cinema divulga filmes que podem representar o país no Oscar.
Na prática, o ministro abriu uma nova frente de investigação sobre o filme a respeito de Jair Bolsonaro, o que deve agravar as tensões com seu colega André Mendonça. Lula pressiona o Senado para aprovar fim da escala 6x1, e relator diz que texto deve ser votado na próxima semana. Anvisa aprova registro do segundo genérico de semaglutida no Brasil. Academia Brasileira de Cinema divulga filmes que podem representar o país no Oscar. E o Discord recorre contra suspensão de lives determinada pela ANP
98 dias depois de prometer prestar contas sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ainda não apresentou publicamente

Nesta matéria: perspectiva omitida.