Flávio Dino manda Polícia Civil entregar à PF dados do Instituto Conhecer Brasil
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fa%2Fc%2FbhmsbtRq2rTUs3uF7VeA%2Ffotojet-29-.jpg&w=1920&q=72&output=webp)
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fa%2Fc%2FbhmsbtRq2rTUs3uF7VeA%2Ffotojet-29-.jpg&w=1920&q=72&output=webp)
A decisão de Flávio Dino junta duas pontas do mesmo problema: dinheiro público que deveria pagar internet gratuita para a população de São Paulo e emendas parlamentares que deveriam custear políticas culturais podem ter ido parar num filme de propaganda sobre Jair Bolsonaro. Para essa leitura, o caso expõe como o orçamento secreto das emendas vira instrumento privado nas mãos de parlamentares e de um núcleo empresarial, enquanto serviços essenciais são contratados por R$ 108 milhões ao ano sem controle efetivo. A cobrança se estende a Flávio Bolsonaro, apontado como beneficiário de R$ 16 milhões de um banqueiro preso por suspeita de fraude financeira.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 21 de agosto o compartilhamento com a Polícia Federal dos dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo na Operação Wi-Fi, que teve como alvo o Instituto Conhecer Brasil.
Nessa leitura, o que salta é o alcance da decisão: um ministro do Supremo Tribunal Federal, em processo sob sigilo, transfere para a Polícia Federal o acervo inteiro de uma operação estadual, incluindo dados brutos de celulares e computadores de uma empresária e de suas empresas.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: Flávio Dino autorizou o repasse do material da Operação Wi-Fi à Polícia Federal, o inquérito no Supremo apura se emendas parlamentares financiaram o filme Dark Horse, o Instituto Conhecer Brasil e a Go UP Entertainment estão no centro da apuração, e nenhuma das suspeitas foi confirmada como crime até agora.
Uma decisão sigilosa do Supremo Tribunal Federal aproximou duas investigações que corriam separadas: a suspeita de fraude em um contrato de internet pública em São Paulo e o uso de emendas parlamentares no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Civil paulista tem cinco dias para entregar à Polícia Federal tudo o que apreendeu na Operação Wi-Fi.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal dos dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo na Operação Wi-Fi, que teve como alvo o Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental ligada à empresária Karina Ferreira da Gama. A decisão foi assinada em 21 de agosto, tramita sob sigilo e chegou à polícia paulista no fim da tarde de 24 de agosto, com prazo de cinco dias para a remessa do material.
O objetivo é abastecer o inquérito aberto no Supremo para apurar a suspeita de que emendas parlamentares tenham financiado o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro produzida pela Go UP Entertainment, empresa da qual Karina Ferreira da Gama é sócia. Serão repassados dados brutos de computadores e celulares, extrações de aparelhos, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamento, registros financeiros e os relatórios que a polícia paulista já produziu sobre as mídias apreendidas.
A Operação Wi-Fi foi deflagrada em junho para investigar suspeitas de fraude e desvio em um contrato de cerca de R$ 108 milhões por ano firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo para a oferta de internet pública. O inquérito no Supremo nasceu depois que Flávio Dino pediu à Controladoria-Geral da União uma apuração sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis destinadas ao instituto e à Academia Nacional de Cultura, entidades que, segundo a investigação, estariam sob um mesmo núcleo de gestão. A Polícia Federal também detalha as relações empresariais da empresária e analisa eventuais doações eleitorais ligadas aos investigados.
Os relatos convergem nos elementos centrais: a autoria da decisão, o prazo, o objeto do inquérito e o fato de que as suspeitas, até aqui, não implicam responsabilidade criminal de ninguém. A cobertura de centro concentrou-se na cronologia processual e na logística do repasse, registrando que o delegado responsável pela investigação em São Paulo já procurou a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, em Brasília, para acelerar o envio. Veículos de direita deram tratamento de urgência à decisão, sublinharam o sigilo do processo e o papel de Flávio Dino como relator concentrado dos casos de emendas, e acrescentaram que o filme recebeu aportes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março em outra investigação sobre fraude financeira. Veículos de esquerda deslocaram o foco para a cobrança política: uma enquete de opinião perguntou quando Flávio Bolsonaro prestará contas dos R$ 16 milhões que teria recebido do banqueiro para bancar o filme sobre o pai, e 89,1% dos 1.010 leitores que responderam escolheram a alternativa nunca.
Permanecem em aberto o conteúdo exato do material apreendido, o volume de emendas efetivamente direcionado à produção do filme e se houve, de fato, desvio de recursos do contrato municipal. Também não há registro público de manifestação da defesa da empresária, do Instituto Conhecer Brasil, da Go UP Entertainment ou dos três parlamentares citados, nem posição da Prefeitura de São Paulo sobre o contrato de internet pública. O processo segue sob sigilo no Supremo, e o prazo de cinco dias vence no fim de agosto.
Informações foram apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo e serão usadas em investigação do STF sobre possível uso de emendas parlamentares na produção do longa “Dark Horse”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a compartilhar dados de uma operação

Dados e documentos apreendidos na Operação Wi-Fi serão enviados à Polícia Federal por determinação do ministro Flávio Dino, do STF.

Ainda não há outra notícia sobre Operação Wi-Fi.