Lula reeleito defende regulação das redes sociais em primeiro discurso
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Lula foi reeleito no segundo turno com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro e, no primeiro discurso, defendeu a regulação das plataformas digitais e listou prioridades para o quarto mandato.
A vitória de Lula é apresentada como resposta da sociedade à desinformação e à interferência de big techs, e a regulação das plataformas surge como proteção do debate democrático.
Sob a ótica de liberdade e controle institucional, o anúncio de regulação das plataformas e de mais comunicação direta do presidente levanta dúvidas sobre limites ao debate e ao poder do Estado.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Lula foi reeleito no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. No primeiro discurso, defendeu a regulação das plataformas digitais, a PEC da Segurança e a escola de tempo integral. A cobertura mostra convergência nos fatos e ausência de veículos de direita.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno realizado no domingo, 25 de outubro, e fez seu primeiro discurso como reeleito em um hotel em São Paulo. Com 99,99% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, ele obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a cobertura, Lula se tornou o primeiro presidente eleito para quatro mandatos e venceu depois de terminar o primeiro turno na segunda colocação.
O ponto de maior destaque foi a regulação das plataformas digitais. Lula disse que a eleição exigiu vencer a intromissão vinda de fora, por meio das plataformas, e afirmou que o crime no mundo digital precisa ser tratado como o crime na vida real. Também criticou empresas que, em sua avaliação, ganham milhões e bilhões sem pagar impostos proporcionais no país e tentam direcionar o resultado eleitoral. Ao longo das últimas semanas, a campanha petista acusou a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, de prejudicar a visibilidade do candidato, entre outros pontos com a retirada do ar da conta de anúncios do presidente. A Meta nega favorecimento político.
A cobertura de centro relatou que o presidente também listou prioridades: defendeu a aprovação da PEC da Segurança, prometeu universalizar a escola de tempo integral até o ensino médio, voltou a anunciar o programa Pé-de-Meia para universitários e falou em ampliar o ensino de matemática e engenharia para desenvolver uma inteligência artificial brasileira. Sobre o Congresso, que ficou mais conservador e com mais políticos que apoiaram Flávio Bolsonaro, Lula disse que não escolheu o Congresso, que foi o povo, e que vai trabalhar com ele. Afirmou ainda que governará para todos e que, a partir de agora, não tem mais adversário.
Os veículos de esquerda destacaram a dimensão simbólica da vitória: a classificaram como virada histórica, ressaltaram o menor número de abstenções e de votos nulos da história, a mobilização na Avenida Paulista na véspera e a promessa de fazer o melhor mandato que um presidente já fez. Enfatizaram também que a regulação aparece entre os temas que o presidente pretende discutir no novo mandato e que ele usará os próximos dois meses para ouvir empresários, educadores, cientistas e mulheres.
A cobertura de centro deu mais espaço ao programa de governo e ao cenário no Congresso, além de registrar que Lula pretende conversar diretamente com a população, usar mais a comunicação digital e reduzir a dependência da imprensa. Agradeceu ao deputado André Janones, que coordenou o grupo de WhatsApp Exército do Lula, citado como tendo mais de 10 milhões de seguidores.
Não houve, entre as fontes reunidas, cobertura de veículos de direita, de modo que o contraponto ao anúncio de regulação, como preocupações com liberdade de expressão ou com os limites do poder do Estado, não aparece nos textos analisados.
O que ainda não se sabe: qual será o formato da regulação das plataformas e se ela dependerá do Congresso, como será financiada a pauta de educação e segurança e como será a relação com um Legislativo mais conservador. Também não há detalhes sobre quem integrará o governo.
Presidente agradece aos eleitores, critica mentiras na campanha e destaca que pretende se reunir com sociedade para planejar quarto mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a regulamentação das plataformas digitais e anunciou mudanças na comunicação do

Em seu primeiro discurso após a vitória, Lula detalhou planos para regulação das big techs, PEC da Segurança e a relação com o novo Congresso Nacional.

Primeira página da edição impressa desta segunda-feira (26/10) reproduziu, na manchete, uma das expressões mais marcantes do presidente reeleito:

Presidente reeleito voltou a falar em regras para plataformas digitais no discurso após o segundo turno; proposta ainda exige definição legal
