Alexandre de Moraes manda Flávio Bolsonaro entregar passaportes à Polícia Federal
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

3 fontes políticas
Como decidimos →O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para o senador Flávio Bolsonaro (PL) entregar seus passaportes à Polícia Federal e o proibiu de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz. A intimação ocorreu em 26 de outubro, um dia após o segundo turno em que Flávio perdeu para Lula. O inquérito apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com movimentações suspeitas de R$ 130 milhões.
A decisão de Alexandre de Moraes contra Flávio Bolsonaro, horas após a eleição em que o senador recebeu 59,8 milhões de votos, surpreendeu ministros do próprio STF, que temem que ela seja vista como retaliação política. O episódio reforça o movimento no Senado pelo impeachment de Moraes, com 49 senadores favoráveis, e alimenta a leitura de que o ministro usa o inquérito como escudo.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura registra que Alexandre de Moraes deu 24 horas para Flávio Bolsonaro entregar os passaportes, que o senador está proibido de deixar o país e que o inquérito apura lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz.
Um dia após perder o segundo turno para Lula, o senador Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em 24 horas, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O inquérito apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas com o advogado Willer Tomaz.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador Flávio Bolsonaro, do PL, entregasse seus passaportes à Polícia Federal em até 24 horas. O senador também ficou proibido de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado com ele por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A intimação aconteceu na manhã de 26 de outubro, um dia depois do segundo turno em que Flávio perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A cobertura converge nos fatos centrais. O caso está no Supremo por causa do foro de Flávio como senador. A suspeita principal da Polícia Federal é de que ele teria participação econômica e societária com Willer Tomaz em empresas, principalmente na Alcazar Holding, onde apareceria como usuário master de uma conta bancária. Foram identificadas movimentações de 130 milhões de reais entre março e maio de 2025, valor considerado incompatível com as atividades conhecidas do senador. A investigação também envolve apostas esportivas e uma casa lotérica no Rio de Janeiro. Dois dias antes do segundo turno, Moraes já havia suspendido os passaportes de Willer Tomaz, que, segundo a Polícia Federal, entrou nos Estados Unidos em agosto sem registro de saída.
A decisão citou declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que sugeriu que Flávio deixasse o país se perdesse a eleição. Em vídeo, Flávio disse que foi intimado ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e afirmou nunca ter manifestado intenção de sair do Brasil. Ele também recuou da ideia de pedir a anulação do segundo turno.
A cobertura de centro relatou a decisão em tom explicativo, com os detalhes da suspeita e o futuro jurídico dos inquéritos. Segundo essa cobertura, o Supremo mudou no ano passado o entendimento sobre o foro, e os casos tendem a continuar na Corte mesmo após o fim do mandato de Flávio, em fevereiro de 2027. Outra peça de centro, de bastidor, afirmou que aliados de Flávio e integrantes do governo apostam que Moraes usará o inquérito como escudo contra um processo de impeachment no Senado.
Veículos de direita enfatizaram o desconforto dentro do Supremo. Com base em relato de coluna, destacaram que três ministros consideraram o momento inadequado e temem que a medida seja lida como retaliação política contra um candidato que recebeu 59,8 milhões de votos, ou 48,2% dos válidos. Essa cobertura também ressaltou que 49 senadores defendem o impeachment de Moraes, cinco a menos que os 54 necessários. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura sobre o caso até o momento.
Ainda não se sabe se Flávio cumpriu o prazo de entrega, nem qual será a resposta de Moraes às críticas de colegas. A cobertura diverge sobre o número de inquéritos contra o senador no Supremo: há relatos de dois e de três, incluindo um por calúnia contra Lula. Também não está definido se os relatores, Moraes e André Mendonça, manterão os casos no Supremo ou os enviarão à primeira instância.
Aposta em Brasília é de que Alexandre de Moraes usará andamento de inquérito contra Flávio e Willer Tomaz para evitar seu impeachment

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a entrega do passaporte de Flávio

Analista de Política da CNN Teo Cury aponta que processos no Supremo podem continuar mesmo após fim do mandato de senador em fevereiro de 2027
