Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre IOF e ajustes na reforma tributária
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Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro apontam rumos diferentes para os impostos, mas ambos deixam em aberto como as mudanças serão financiadas. Lula aposta na continuidade da chamada justiça tributária, enquanto a equipe de Flávio promete manter e ajustar a reforma tributária e começar os cortes pelo Imposto sobre Operações Financeiras e pelo imposto de exportação de petróleo.
Pelo prisma da responsabilidade fiscal e da carga tributária, a equipe de Flávio Bolsonaro promete reduzir impostos a partir do IOF e do imposto de exportação de petróleo e corrigir a reforma tributária, que teria virado uma colcha de retalhos. O plano de Lula é visto como prestação de contas, sem novos passos concretos.
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A cobertura concorda que os planos de Lula e Flávio Bolsonaro seguem rumos tributários diferentes e que nenhum deles estima com clareza o impacto das propostas nas contas públicas.
Os programas de Lula e de Flávio Bolsonaro apontam caminhos diferentes para os impostos. Lula defende dar continuidade à justiça tributária; a equipe de Flávio promete manter a reforma com ajustes e começar os cortes pelo IOF. Nenhum dos dois detalha o custo. Abaixo, como a cobertura de centro e de direita tratou o tema, e o que ainda falta saber.
Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato à reeleição, e do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, apontam caminhos diferentes para os impostos no próximo mandato. Lula aposta na continuidade do que chama de justiça tributária. A equipe de Flávio promete manter a reforma tributária em implementação, mas com ajustes, e começar os cortes de impostos pelo Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF, e pelo imposto de exportação de petróleo.
A cobertura converge em um ponto: nenhum dos dois documentos detalha como a conta das mudanças será fechada. Segundo análise dos planos, temas ligados a tributos aparecem 32 vezes no programa de Flávio e 27 vezes no de Lula. O texto do petista relembra medidas já adotadas, como a tributação de offshores e fundos exclusivos, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a maior cobrança sobre altas rendas e a aprovação da reforma do consumo. O de Flávio fala em eliminar gradualmente o IOF sobre câmbio, reduzir impostos sobre energia e combustíveis, desonerar investimentos e exportações e rever exceções da reforma para baixar a alíquota do imposto sobre valor agregado.
Em evento com a campanha, a coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, disse que revogar a reforma não seria adequado, porque reabriria a discussão legislativa. Para ela, porém, o modelo virou uma colcha de retalhos, parou em cinco impostos e deve ter alíquota de 28% no Imposto sobre Bens e Serviços, acima do teto de 26,5%. O ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida afirmou que o IOF voltaria aos valores de 2022, citando os 81 milhões de brasileiros inadimplentes que pagam o tributo ao renegociar dívidas.
As ênfases se separam a partir daí. A cobertura de centro relatou as falas da equipe de Flávio em detalhe, incluindo a crítica aos juros altos, atribuídos ao descontrole das contas, e a promessa de reorganizar estatais como Caixa Econômica Federal e Correios antes de decidir sobre privatização. Veículos de direita destacaram, em análise comparativa, que o plano de Lula parece mais uma prestação de contas do que um programa, com poucas propostas futuras, mas também apontaram que Flávio promete cortes sem estimar o impacto nas receitas e que, durante a tramitação da reforma, apresentou emendas pedindo tratamento diferenciado para floriculturas, agências de viagem e serviços funerários. Entre veículos de esquerda, o tema não recebeu cobertura própria até o momento; o enquadramento desse campo tende a valorizar a cobrança sobre altas rendas e a questionar quem arcaria com a perda de arrecadação.
O que ainda não se sabe é quanto custariam os cortes prometidos por Flávio Bolsonaro, quais exceções da reforma seriam revistas e quais novos passos Lula pretende dar além das medidas já aprovadas. Também não há resposta das campanhas às lacunas apontadas nos planos.
A equipe econômica do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende manter e aprimorar a reforma tributária que está em fase de implementação. De acordo com a coordenadora, Daniella Marques, revogar a reforma não seria adequado, mas o modelo atual precisa de ajustes.

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