Flávio Bolsonaro faz campanha de colete em Minas após ameaças de morte
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro · 1 veículo de direita

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, abriu sua agenda de campanha em Minas Gerais na terça-feira, 18 de agosto, com uma caminhada no bairro Betânia, em Belo Horizonte, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira, do candidato ao governo mineiro Flávio Roscoe e do candidato ao Senado Domingos Sávio. O senador afirmou usar colete à prova de balas e ter recebido mais de 1,8 mil ameaças de morte desde que prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Disse que Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, será decisiva na disputa. No palanque, Nikolas Ferreira defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes caso o partido faça maioria no Senado, enquanto o candidato declarou querer 'paz para governar' e boa relação com o Supremo Tribunal Federal. A agenda mineira veio depois de um ato de lançamento estadual com público abaixo do esperado e da estreia nacional em Copacabana, que reuniu cerca de nove mil pessoas segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo. Nesta quinta-feira, 20 de agosto, o candidato levou a campanha à Zona Leste de São Paulo ao lado do prefeito Ricardo Nunes.
Para a leitura de esquerda, a semana expôs menos a força e mais a fragilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro. O lançamento estadual de Flávio Roscoe em Belo Horizonte não preencheu a quadra do ginásio, a estreia nacional em Copacabana ficou em cerca de nove mil pessoas e a campanha não divulgou estimativa oficial de público, enquanto imagens oficiais priorizaram enquadramentos fechados.
Na leitura de direita, a estreia mineira mostrou um candidato disposto a fazer campanha na rua sob risco pessoal. Flávio Bolsonaro apareceu de colete à prova de balas e disse receber ameaças diárias desde que prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que é apresentado como prova de que a promessa incomoda o crime organizado.
7 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos básicos: Flávio Bolsonaro caminhou em Belo Horizonte ao lado de Nikolas Ferreira, disse usar colete à prova de balas por causa de ameaças ligadas à promessa contra facções, e tratou Minas Gerais como estado decisivo para a disputa presidencial. Há convergência também sobre a estratégia de ampliar palanques com aliados de mobilização própria em Minas Gerais e São Paulo.
Flávio Bolsonaro estreou a agenda de campanha em Belo Horizonte usando colete à prova de balas e afirmando ter recebido mais de 1,8 mil ameaças de morte. Ao seu lado, Nikolas Ferreira pediu votos e falou em impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A cobertura divergiu sobre o tamanho dos atos e sobre o clima interno do bolsonarismo.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência da República, abriu sua agenda de campanha em Minas Gerais na manhã de terça-feira, 18 de agosto, com uma caminhada pelo bairro Betânia, na região oeste de Belo Horizonte. Ao lado dele estavam o deputado federal Nikolas Ferreira, o candidato ao governo mineiro Flávio Roscoe, o candidato ao Senado Domingos Sávio e o vice de sua chapa, Alfredo Gaspar. Durante o ato, o senador afirmou estar usando colete à prova de balas e disse ter recebido mais de 1,8 mil ameaças de morte desde que prometeu classificar facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
A cobertura de centro relatou os pontos em que todas as versões convergem. O candidato afirmou que Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, será decisiva para a disputa nacional, ao repetir que quem vence no estado vence no Brasil. Prometeu criar um programa de estímulo ao empreendedorismo jovem, chamado Minha Primeira Empresa, defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos, a permissão para tirar a carteira de habilitação aos 16 anos e a simplificação do licenciamento ambiental para a mineração. No mesmo palanque, Nikolas Ferreira sustentou que o próximo presidente indicará quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal e que uma maioria do partido no Senado permitiria votar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, enquanto o senador declarou, pouco depois, que quer apenas paz para governar e boa relação com o tribunal. Dois dias depois, na quinta-feira, a campanha desembarcou na Zona Leste de São Paulo ao lado do prefeito Ricardo Nunes, em roteiro pelo Mercado Municipal de São Miguel Paulista, pelo Armazém Solidário e por um clube comunitário na Vila Formosa.
As divergências aparecem no que cada lado escolhe iluminar. Veículos de direita enfatizaram a disposição do candidato de fazer campanha na rua sob risco pessoal, reproduziram na íntegra as promessas de liberdade econômica e mérito individual, registraram o elogio a Nikolas Ferreira como craque do time e trataram o palanque mineiro como demonstração de unidade. Veículos de esquerda enfatizaram o oposto: o lançamento estadual da candidatura ao governo mineiro, na véspera, não preencheu a quadra do ginásio onde ocorreu, a campanha não divulgou estimativa oficial de público, e a ausência de menção ao deputado em um discurso divulgado nas redes foi interpretada como recado interno, em meio a acusações de corpo mole partidas de apoiadores ligados a Eduardo Bolsonaro. A cobertura de centro ficou entre as duas leituras: descreveu a estreia nacional da campanha, em Copacabana, com cerca de nove mil pessoas segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo, e mostrou a resposta estratégica da campanha, que passou a acionar aliados com capacidade própria de mobilização. É o caso do próprio Nikolas Ferreira em Minas Gerais, de Ricardo Nunes na capital paulista e do governador Tarcísio de Freitas no interior de São Paulo, além do aceno a Cleitinho, que lidera as pesquisas para o governo mineiro e apoia a candidatura presidencial mesmo disputando o estado contra o candidato do próprio partido.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há verificação independente do número de 1,8 mil ameaças de morte, nem informação pública sobre registro policial ou inquérito. A campanha não apresentou estimativa de público dos atos em Belo Horizonte, o que impede comparar as versões sobre esvaziamento. As pesquisas regionais que apontariam empate em Minas Gerais foram citadas sem identificação de instituto, data ou margem de erro. Também segue em aberto se o deputado mineiro acompanhará o candidato fora do estado de forma sistemática, se a cavalgada prevista para domingo em Barretos será confirmada e como o palanque concilia a defesa do impeachment de um ministro do Supremo com a promessa de convivência pacífica com o tribunal.
Fala ocorre em palanque de estado estratégico para Lula e Flávio, que aparecem empatados nas pesquisas regionais

Presidenciável se aproxima de Cleitinho mesmo com candidatura própria do PL em Minas e terá agenda com aliados no Maracanãzinho e em Barretos

Flávio Bolsonaro coloca Nikolas Ferreira no centro da crise após ato esvaziado em BH, enquanto bolsonaristas retomam ataques ao deputado.

Candidato vai a escolinha de futebol para crianças na Vila Formosa; governador Tarcísio de Freitas não deve acompanhar a agenda do presidenciável na parte da manhã

Candidato vai a escolinha de futebol para crianças na Vila Formosa; governador Tarcísio de Freitas não deve acompanhar a agenda do presidenciável na parte da manhã

Ao lado de Nikolas Ferreira, que defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes, candidato do PL afirmou que, se eleito, deseja ter “paz” para governar e manter uma relação positiva com o STF

Flávio Bolsonaro diz que “quem vence em Minas, vence no Brasil” e defende mudança a partir do estado mineiro. Leia na Gazeta do Povo.
