Sergio Moro diz que saída de Flávio Bolsonaro do país é compreensível
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O senador Sergio Moro, do PL, eleito governador do Paraná, afirmou nas redes sociais em 27 de outubro que o Brasil está longe da normalidade institucional e que a saída de Flávio Bolsonaro do país é compreensível. Flávio, derrotado por Lula no segundo turno, deixou o Brasil depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou recolher seus passaportes a pedido da Polícia Federal, que via risco de evasão.
Para Sergio Moro, eleito governador do Paraná, a apreensão do passaporte do principal candidato da oposição logo após a eleição mostra que o Brasil vive fora da normalidade institucional, e nesse contexto a saída de Flávio Bolsonaro do país é compreensível. A leitura destaca o peso político dos 59 milhões de votos do senador e questiona o alcance das decisões de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
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As duas coberturas confirmam que Sergio Moro chamou de compreensível a saída de Flávio Bolsonaro, que deixou o país após Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandar recolher seus passaportes.
Sergio Moro, eleito governador do Paraná, afirmou que a saída de Flávio Bolsonaro do país é compreensível. O senador, derrotado por Lula no segundo turno, deixou o Brasil depois que Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou recolher seus passaportes a pedido da Polícia Federal.
O senador Sergio Moro, do PL, eleito governador do Paraná no primeiro turno, afirmou nesta terça-feira, 27 de outubro, que a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil é compreensível. Em publicação nas redes sociais, Moro perguntou em que tipo de país o candidato da oposição à Presidência, com 59 milhões de votos, tem o passaporte apreendido no dia seguinte à eleição, e concluiu que o país segue longe da normalidade institucional.
Flávio Bolsonaro, também do PL, foi derrotado no segundo turno, em 25 de outubro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, reeleito com 64.256.232 votos contra 59.826.041. O senador não reconheceu o resultado. Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou recolher os passaportes brasileiro e italiano dele, atendendo a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco concreto de evasão do território nacional. Na terça-feira, a Polícia Federal comunicou ao ministro que Flávio descumpriu a ordem e informou o cancelamento dos documentos.
Segundo aliados e pessoas ligadas ao governo americano, Flávio deixou o país pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu, e seguiu para os Estados Unidos com a mulher e as filhas. O Departamento de Estado americano informou que concederá vistos ao senador e à família. O mandato dele termina em 31 de janeiro de 2027, quando perde o foro por prerrogativa de função.
A cobertura de centro relatou a fala de Moro junto ao fundamento da medida judicial. Registrou que o governador eleito não mencionou as investigações contra Flávio, alvo de inquérito no Supremo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. Destacou ainda que o pedido da Polícia Federal citou como precedente o advogado Willer Tomaz, amigo e coinvestigado do senador, que está fora do país desde 25 de agosto, ao que tudo indica em Miami, apesar da proibição de saída imposta por Moraes.
Veículos de direita deram destaque à moldura proposta por Moro, levando a expressão longe da normalidade institucional para o título e a abertura. Essa cobertura enfatizou a apreensão do passaporte logo após a eleição, a votação expressiva do senador e a concessão de vistos pelos Estados Unidos, sem detalhar o inquérito que embasou a decisão do ministro. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu especificamente a declaração de Moro.
Ainda não se sabe qual é o paradeiro exato de Flávio nem por qual documento ele deixou o país, já que relatos da imprensa argentina divergem sobre a rota. Também não está claro se Moraes vai decretar outras medidas diante do descumprimento da ordem, nem se Moro terá alguma consequência política pela declaração.
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