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A defesa do senador Flávio Bolsonaro entregou ao Tribunal Superior Eleitoral a resposta à ação que pede a retirada do vídeo feito com inteligência artificial exibido na convenção nacional do PL, no dia 25 de julho, que oficializou sua candidatura à Presidência. A gravação de 46 segundos simula a imagem e a voz de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, e pede que os presentes recebam o filho como candidato. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, alega propaganda eleitoral antecipada e uso irregular da tecnologia, e pede liminar de remoção e multa de 30 mil reais por publicação e por representado. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, foi sorteado relator. Em paralelo, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para a defesa do ex-presidente informar se ele autorizou o uso da própria imagem.
A defesa do senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, entregou ao Tribunal Superior Eleitoral, na terça-feira 28 de julho, a resposta à ação que pede a retirada do vídeo produzido com inteligência artificial exibido na convenção nacional do partido. A gravação, de 46 segundos, simula a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, e termina com o apelo para que os presentes recebam o filho de braços abertos como candidato. Poucas horas antes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para a defesa do ex-presidente informar se ele autorizou o uso da própria imagem.
Os fatos centrais aparecem sem contestação em toda a cobertura. O vídeo foi exibido no sábado, 25 de julho, no evento que oficializou a candidatura. A própria gravação avisa, na abertura, que se trata de uma simulação feita com inteligência artificial. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, protocolou no domingo uma representação por propaganda eleitoral antecipada e uso irregular da tecnologia, com pedido liminar para tirar o conteúdo do ar e multa de 30 mil reais por publicação e por representado. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, foi sorteado relator do caso. A peça da defesa, assinada por uma ex-ministra da corte eleitoral, sustenta que não houve pedido explícito de voto, que a exibição ocorreu em evento interno do partido e que o material não é deepfake, porque não escondeu a tecnologia nem introduziu fato falso. O documento compara o avatar a bonecos de papel, cartazes, máscaras e camisetas usados há décadas em campanhas, e cita as máscaras de Lula distribuídas pelo PT em 2018, quando o então preso indicou Fernando Haddad como substituto.
A divergência começa no enquadramento. Veículos de esquerda trataram a comparação com bonecos e máscaras como argumento frágil e ridicularizaram a linha adotada pelos advogados, destacando que a tecnologia serviu para contornar uma proibição judicial expressa: a medida cautelar impede o ex-presidente de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por terceiros e independentemente do meio utilizado. Nessa leitura, o que está em jogo é a integridade da disputa e a paridade de armas entre as campanhas.
A cobertura de centro concentrou-se no rito processual e nas duas hipóteses abertas pela decisão do Supremo. Se ficar comprovado que Bolsonaro autorizou o vídeo, o ministro aponta nova e grave transgressão às cautelares, com possibilidade de retorno ao regime fechado. Se não houve autorização, a produção pode configurar uso ilegal de conteúdo sintético com finalidade eleitoral, e a responsabilidade recairia sobre o senador e sobre o partido. Essa cobertura também registrou que o relator afirmou, antes do sorteio, que usar inteligência artificial em campanha é lícito, mas que não se pode usar a tecnologia para prejudicar alguém, e ouviu especialistas divididos: um professor de direito eleitoral avalia que recriar imagem e voz de pessoa viva é proibido mesmo com rótulo e enxerga motivo para cassação.
Veículos de direita enfatizaram o argumento de que a ação tenta criminalizar um ato político comum de apoio entre lideranças, e reuniram avaliações de juristas segundo as quais a simples exibição do avatar não basta para caracterizar descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente. Para essas fontes, seria necessária prova concreta de que ele participou, autorizou ou ao menos tinha ciência da produção, já que ninguém controla o uso que terceiros fazem da própria imagem pública. Essa cobertura destacou ainda que a transparência sobre a tecnologia e o caráter interno da convenção pesam a favor da campanha, e que um episódio isolado dificilmente preencheria o requisito de gravidade exigido para cassar um registro.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há resposta sobre se Bolsonaro autorizou o vídeo, informação que sua defesa precisa apresentar no prazo fixado. Nunes Marques não decidiu sobre a liminar, e não está definido se levará o caso diretamente ao plenário do tribunal. A Procuradoria-Geral da República foi cientificada, mas não anunciou providências. A propaganda eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto, e é esse marco que sustenta a acusação de propaganda antecipada.
12 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo reproduz corretamente a peça da defesa (avatar comparado a bonecos, cartazes, máscaras e camisetas) e o pedido da Federação Brasil da Esperança, mas o enquadramento é de escárnio desde o título e a seleção de material privilegia o lado que aciona a Justiça Eleitoral. Nenhum argumento favorável à campanha é apresentado sem carga valorativa, o que caracteriza posicionamento à esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Embora publicado por veículo de perfil à esquerda, o conteúdo é uma reportagem de agência com equilíbrio explícito: apresenta os pedidos da federação (remoção e multa), reproduz longos trechos da defesa, transcreve o vídeo e registra a declaração do relator anterior ao sorteio. Vocabulário descritivo, sem carga valorativa.
Perspectivas omitidas
Nota curta de coluna cujo valor noticioso é o contraste entre o candidato de oposição e um gesto simpático ao presidente, com título em tom de flagra. O framing é de desgaste do adversário, marca de enquadramento à esquerda; a base factual é uma observação única da própria colunista.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de análise eleitoral apoiado em números do levantamento, com variação entre ondas explicitada e comparação com o padrão internacional de menor apoio feminino a candidaturas de direita, atribuída a pesquisadora nomeada. Registra estratégias da pré-campanha e ações do governo para o mesmo eleitorado, mantendo paridade entre os dois pré-candidatos.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo ter perfil à direita, o texto é um relato processual neutro: atribui todas as afirmações ao ministro, cita a Resolução nº 23.757/2026 e o entendimento do TSE, expõe as duas hipóteses da decisão sem sugerir qual é a correta e não usa vocabulário valorativo. Enquadramento factual clássico de centro.

Defesa de Flávio Bolsonaro diz ao TSE que avatar de IA de Jair Bolsonaro equivale a bonecos, cartazes e máscaras eleitorais.

Ministro do STF afirmou que, se o ex-presidente autorizou o vídeo exibido na convenção do PL, pode ter violado as medidas cautelares; caso contrário, apontou que o material pode configurar uso indevido de inteligência artificial por Flávio Bolsonaro e pelo partido

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, será o relator da ação apresentada pela federação formada

(Folhapress) - Advogados da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defenderam junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o uso de um vídeo de Jair Bolsonaro

Dez pontos separam Lula de presidenciável do PL nas intenções de voto das mulheres no segundo turno

Flávio Bolsonaro (RJ), repostou em sua conta no instagram um vídeo do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung com Lula

Federação do PT acionou a Justiça Eleitoral questionando uso irregular de inteligência artificial e propaganda eleitoral antecipada

Imagem foi exibida em convenção do PL que oficializou candidatura do senador

Defesa da campanha do senador chama ação do PT de "alegação heterodoxa" e defende apoio político. Leia na Gazeta do Povo.

Ação argumenta que o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial; TSE ainda não decidiu.

Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo de IA seja pedido de voto Correio Braziliense

Alexandre de Moraes proibiu manifestação eleitoral de Jair Bolsonaro e regras do TSE impedem uso da IA para favorecer candidatos como Flávio.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Falácias identificadas
Relato processual equilibrado: apresenta a representação da federação com valores e pedidos, reproduz a defesa em extensão equivalente, transcreve o vídeo, situa o marco legal do início da propaganda em 16 de agosto e registra a fala anterior do relator. Não há adjetivação nem escolha lexical que indique preferência.
Perspectivas omitidas
Texto factual que reproduz longamente os argumentos da defesa (transparência, ausência de pedido explícito de voto, comparação com máscaras usadas pelo PT), registra a acusação do PT e acrescenta contexto verificável sobre as restrições impostas pelo STF em julho. A avaliação técnica desfavorável à campanha é atribuída a fonte identificada, não assumida pelo texto.
Perspectivas omitidas
Relato descritivo com explicação didática do calendário eleitoral (propaganda autorizada a partir de 16 de agosto), transcrição integral do vídeo, síntese fiel dos pedidos da federação, registro explícito de que o tribunal ainda não decidiu e menção à tentativa de contato com a assessoria do senador. Padrão factual de agência.
Perspectivas omitidas
Nota factual curta que resume a manifestação da defesa com aspas literais e acrescenta contexto verificável: o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por condenação por tentativa de golpe e está proibido de usar redes sociais e receber visitas político-partidárias. O contexto equilibra a reprodução do argumento da campanha.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto expõe com fidelidade a representação da federação e o sorteio do relator, sem adjetivação própria, o que o mantém no registro factual. O único desvio é a reprodução sem contraponto da narrativa de perseguição contida no vídeo, insuficiente para caracterizar enquadramento explicitamente à direita.
Perspectivas omitidas
O texto é construído inteiramente a partir da manifestação da defesa e adota o seu vocabulário central, com a tese de criminalização da política no título e ênfase em transparência, ausência de falsidade e caráter interno da convenção. A parte adversária aparece apenas como alvo da réplica, o que caracteriza enquadramento à direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O texto reconhece os riscos e transcreve corretamente as regras do TSE, mas todos os especialistas ouvidos concluem que a mera exibição do avatar não basta para caracterizar descumprimento e que a rotulagem e o caráter interno da convenção pesam a favor da campanha. A seleção de fontes e a ênfase na exigência de prova de participação direta configuram enquadramento favorável ao lado acusado, típico do eixo à direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



