
Flávio diz ao TSE que vídeo de IA com Bolsonaro é legal e não engana o eleitorado
4 veículos de esquerda · 8 veículos de centro · 5 veículos de direita
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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, argumentou ao Tribunal Superior Eleitoral que o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial e exibido na convenção do PL, em 25 de julho, é legal e não configura 'deepfake' nem pedido explícito de voto. A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acionou a Justiça Eleitoral alegando propaganda antecipada e uso irregular de IA, pedindo a remoção do conteúdo e multa de R$ 30 mil por publicação. O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, foi sorteado relator. Em processo paralelo no STF, Alexandre de Moraes deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro informar se ele autorizou o material; a defesa negou. Ministros das duas Cortes avaliam que eventual punição caberia primeiro ao TSE e tendem a ver, no máximo, multa e retirada do vídeo, não a cassação.
Esquerda
Para veículos de esquerda, o vídeo de inteligência artificial que simulou um pronunciamento de Jair Bolsonaro na convenção do PL é uma manobra para burlar as restrições judiciais impostas ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe e proibido de se manifestar politicamente, inclusive por terceiros.
Centro
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, argumentou ao Tribunal Superior Eleitoral que o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial e exibido na convenção do PL, em 25 de julho, é legal e não configura 'deepfake' nem pedido explícito de voto.
Direita
Para veículos de direita, a ação da federação liderada pelo PT tenta criminalizar um ato político comum: uma manifestação de apoio exibida em convenção partidária interna, evento próprio da definição de candidaturas.
17 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento em torno do 'dilema' e da responsabilização direta da campanha de Flávio, além do reforço à condenação por tentativa de golpe, é típico de esquerda; o corpo, ainda assim, relata os fatos processuais com precisão.
Perspectivas omitidas
O título convida o leitor a rir da tese da defesa e a qualifica como 'esdrúxula', enquadramento valorativo típico de esquerda que desqualifica o adversário; o corpo, ainda assim, reproduz com fidelidade a peça e a ação da Federação Brasil da Esperança.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do veículo de esquerda, o corpo é conteúdo de agência que expõe com paridade a peça da defesa, os pedidos da federação e a fala do relator; vocabulário neutro, cobertura de centro.
Veículos com viés ao centro
Coluna de bastidores sobre a troca de marqueteiro e a percepção de que Flávio administra pouco a própria campanha; relato factual de bastidor, sem moldura ideológica clara, mas tangencial ao caso do vídeo de IA.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A matéria dá centralidade às declarações de Flávio e do advogado, sustentando que 'não tem nada de errado', enquadramento favorável à defesa; o trecho final, factual, reproduz a decisão de Moraes.
Perspectivas omitidas
A convenção nacional do Partido Liberal, realizada em São Paulo no dia 25 de julho, oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência e exibiu um vídeo de 46 segundos produzido com inteligência artificial que simulou um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, a versão digital afirma estar 'preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária' e pede que os apoiadores recebam o filho 'de braços abertos', encerrando com a frase 'o futuro é Flávio Bolsonaro presidente'. Logo no início, o material informa que se trata de uma simulação de imagem e voz feita por IA.
No dia seguinte, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, acionou o Tribunal Superior Eleitoral alegando propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial. A federação pede a remoção do conteúdo das redes e multa de R$ 30 mil por publicação e por representado. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, foi sorteado relator. Em processo paralelo no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro informar se ele autorizou o uso de sua imagem e voz; a defesa negou a autorização.
A cobertura de centro relatou os fatos com paridade: transcreveu o vídeo, expôs os pedidos da federação e os argumentos da defesa, e ouviu especialistas e ministros das duas Cortes. Segundo essa apuração, ministros do TSE e do STF avaliam que uma eventual punição caberia primeiro à Justiça Eleitoral e tendem a ver, neste momento, multa e retirada do vídeo como desfecho mais provável, e não a cassação da candidatura, salvo se houver uso sistemático da tecnologia ao longo da campanha.
Veículos de esquerda destacaram que o vídeo funcionaria como um artifício para burlar as restrições judiciais impostas a Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe e proibido de se manifestar politicamente, inclusive por meio de terceiros. Nessa leitura, o material é um deepfake vedado pela legislação, usado para potencializar o impacto emocional da mensagem e maculando a paridade de armas na disputa. Com a negativa de autorização pela defesa do ex-presidente, a responsabilidade pelo uso passaria diretamente à campanha de Flávio.
Veículos de direita enfatizaram que a ação da federação tenta criminalizar um ato político comum, exibido em convenção partidária interna, etapa própria da definição de candidaturas. A defesa sustenta que não há deepfake porque não houve falsidade, ofensa nem intenção de enganar, que a tecnologia foi identificada de forma transparente e que a exibição ocorreu antes do início oficial da campanha, em 16 de agosto, sem pedido explícito de voto. Essa cobertura lembra ainda que o próprio PT usou máscaras de Lula preso em 2018 e que apoiadores petistas empregam conteúdos de IA, para apontar dois pesos e duas medidas, e registra o temor de que o caso ganhe protagonismo excessivo de Moraes caso migre para o STF.
O que ainda não se sabe é o desfecho jurídico. O TSE não decidiu sobre o pedido de remoção e ainda não definiu se o material será enquadrado como deepfake. Também segue em aberto se o STF concluirá que houve descumprimento das cautelares de Bolsonaro, o que poderia, em tese, levar à reversão de sua prisão domiciliar. A definição sobre a autorização do ex-presidente e a leitura que as Cortes farão da legislação eleitoral, ainda sem precedente claro para reprodução de imagem e voz por IA, permanecem indefinidas.
Todos os lados reconhecem que o vídeo foi produzido por IA e exibido na convenção do PL em 25 de julho, que estava rotulado como conteúdo sintético, que a federação do PT acionou o TSE, que Nunes Marques é o relator e que a defesa de Bolsonaro nega ter autorizado o material.

O senador disse ainda que eles estudaram a legislação e não há 'nada de errado' sobre o vídeo do ex-presidente transmitido na convenção do PL

A crise de ontem da campanha de Flávio Bolsonaro (a de ontem porque elas têm sido diárias...) com a troca de marqueteiro produziu um efeito curioso. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Ação na Corte eleitoral sobre o tema é relatada por Nunes Marques

Defesa de Bolsonaro nega autorização de vídeo com IA exibido em convenção do PL; campanha de Flávio terá de explicar uso do material.

Campanha de Flávio teme que ação de vídeo com IA de Bolsonaro caia nas mãos de Moraes

Defesa de Flávio Bolsonaro diz ao TSE que avatar de IA de Jair Bolsonaro equivale a bonecos, cartazes e máscaras eleitorais.

Ministro do STF afirmou que, se o ex-presidente autorizou o vídeo exibido na convenção do PL, pode ter violado as medidas cautelares; caso contrário, apontou que o material pode configurar uso indevido de inteligência artificial por Flávio Bolsonaro e pelo partido

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, será o relator da ação apresentada pela federação formada

(Folhapress) - Advogados da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defenderam junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o uso de um vídeo de Jair Bolsonaro

Dez pontos separam Lula de presidenciável do PL nas intenções de voto das mulheres no segundo turno

Flávio Bolsonaro (RJ), repostou em sua conta no instagram um vídeo do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung com Lula

Federação do PT acionou a Justiça Eleitoral questionando uso irregular de inteligência artificial e propaganda eleitoral antecipada

Imagem foi exibida em convenção do PL que oficializou candidatura do senador

Defesa da campanha do senador chama ação do PT de "alegação heterodoxa" e defende apoio político. Leia na Gazeta do Povo.

Ação argumenta que o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial; TSE ainda não decidiu.

Defesa de Flávio Bolsonaro nega que vídeo de IA seja pedido de voto Correio Braziliense

Alexandre de Moraes proibiu manifestação eleitoral de Jair Bolsonaro e regras do TSE impedem uso da IA para favorecer candidatos como Flávio.
Cobertura de apuração que ouve ministros do TSE e do STF, expõe os limites entre as duas Cortes e cita a negativa da defesa; vocabulário técnico neutro e paridade de cenários, cobertura de centro.
Coluna de bastidores que relata o receio da campanha e as movimentações no TSE e no STF sem adjetivação valorativa; apura os dois cenários, caracterizando cobertura de centro.
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo tender à direita, o texto relata de forma neutra os dois caminhos apontados por Moraes, cita a resolução do TSE e a legislação sem vocabulário valorativo, caracterizando cobertura factual de centro.
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto expositivo que reproduz os argumentos da federação e a íntegra do vídeo sem juízo de valor; foco factual em quem relata e no que pede a ação, caracterizando centro.
Perspectivas omitidas



