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Quatro institutos divulgaram, entre 27 e 29 de julho de 2026, levantamentos sobre a eleição presidencial. No plano nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro e no segundo turno, com diferenças que variam de quatro a dez pontos conforme o instituto e o cenário. Em pesquisas estaduais, o senador lidera no Rio de Janeiro e no Acre. Os dois nomes também concentram as maiores taxas de rejeição medidas no levantamento mais recente. Todos os estudos citados têm registro no Tribunal Superior Eleitoral, com margens de erro entre um e dois pontos percentuais.
Quatro institutos divulgaram, entre 27 e 29 de julho de 2026, levantamentos sobre a corrida presidencial, e todos apontaram para o mesmo desenho: uma disputa polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o petista à frente no plano nacional e o senador competitivo, dentro ou perto da margem de erro, nos cenários de segundo turno.
A pesquisa Nexus, feita em parceria com o BTG Pactual, ouviu 2.004 eleitores por telefone entre 24 e 26 de julho, com margem de dois pontos percentuais. No primeiro turno, o presidente registrou 42% e o senador, 33%. Nas simulações de segundo turno, Lula apareceu com 47% contra 43% do senador, 45% a 43% contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e 46% a 42% contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, todos empates técnicos. A única vantagem fora da margem foi contra o coordenador nacional do MBL, Renan Santos, por 47% a 39%.
O Datafolha, aplicado presencialmente em 22 e 23 de julho com 2.004 eleitores em 139 municípios, registrou 48% para o presidente e 43% para o senador no segundo turno, e 40% a 32% no primeiro. O levantamento detalhou as clivagens do eleitorado: Lula lidera entre pessoas de 60 anos ou mais, por 55% a 37%, entre os de 45 a 59 anos, entre mulheres, católicos, eleitores de menor renda e escolaridade e no Nordeste. O senador aparece à frente entre evangélicos, por 60% a 31%, entre eleitores de renda mais elevada, com ensino superior, moradores do Sul e na faixa de 35 a 44 anos, o único grupo etário em que supera o presidente.
A AtlasIntel entrevistou 5.021 eleitores entre 22 e 27 de julho, com margem de um ponto, e mostrou o presidente liderando todos os cenários testados: 44,9% a 35,8% no primeiro turno e 49,2% a 42,9% no segundo. O mesmo instituto mediu rejeição, e os dois protagonistas encabeçam a lista: 52,9% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no senador e 49,4% deram a mesma resposta sobre o presidente. Em âmbito estadual, o quadro se inverte em parte do país: a Real Time Big Data apontou o senador com 46% contra 42% do presidente no Rio de Janeiro, no limite da margem, e com 57% a 34% no Acre.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta, com ênfase em metodologia, número de registro no Tribunal Superior Eleitoral, tamanho de amostra, custo e origem dos recursos de cada levantamento, e deu manchete própria tanto às pesquisas estaduais quanto ao índice de rejeição, tratando os dois nomes com o mesmo peso. Veículos de direita enfatizaram o caráter competitivo da disputa: exploraram os empates técnicos no segundo turno, os segmentos em que o senador supera o presidente e o fato de a oposição ter mais de um nome testado, incluindo Caiado, Zema e Michelle Bolsonaro. Ao mesmo tempo, foi na cobertura de direita que apareceu o relato mais completo do levantamento em que o presidente lidera todos os cenários. Veículos de esquerda não cobriram esta rodada de pesquisas entre as fontes reunidas, e o ângulo que costumam enfatizar está nos próprios dados divulgados: a liderança do presidente em todas as simulações nacionais e sua vantagem entre eleitores de menor renda, mulheres, aposentados e no Nordeste.
A principal divergência não está nos números, e sim na leitura deles. Tratar como empate técnico uma diferença de quatro ou cinco pontos é convenção estatística defensável quando a margem é aplicada aos dois lados, mas reduz a percepção de uma vantagem que se repete em institutos e métodos diferentes. Na direção oposta, uma rejeição de quase 50% a um presidente em exercício é lida por parte da cobertura como teto eleitoral difícil de romper.
Ainda não se sabe como as candidaturas serão definidas: todos os nomes testados são pré-candidatos, as convenções partidárias não ocorreram e não há definição sobre vices e coligações. Os levantamentos também não explicam por que o quadro nacional se inverte em estados como Rio de Janeiro e Acre, não trazem comparação com rodadas anteriores dos mesmos institutos, o que impede medir tendência, e não informam a margem de erro dos subgrupos usados nos recortes por idade, renda e religião.
Os quatro institutos convergem em dois pontos, e a cobertura de centro e de direita os reproduz sem contestação: no plano nacional, o presidente lidera o primeiro e o segundo turno contra o senador em todos os cenários testados, e a disputa está concentrada nesses dois nomes, com os demais pré-candidatos abaixo de 8%. Há acordo também sobre as clivagens do eleitorado: renda, escolaridade, religião, idade e região separam as duas bases de forma consistente entre levantamentos diferentes.
8 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de agência: título com os dois percentuais, corpo com período de campo, tamanho da amostra, intervalo de confiança, margem de erro, número de registro no TSE e custo do estudo. Nenhum adjetivo dirigido a qualquer dos dois nomes e registro explícito de que a diferença está no limite da margem, o que é rigor metodológico e não enquadramento.
Perspectivas omitidas
Padrão de agência, idêntico ao da nota sobre o Rio de Janeiro: título com os dois percentuais, corpo com metodologia completa e nenhuma adjetivação. A vantagem larga do senador é apresentada como dado, sem celebração nem relativização, e a matéria não extrapola o resultado estadual para o país.
Perspectivas omitidas
Título e lede colocam os dois protagonistas no mesmo patamar de rejeição, sem eleger vilão, e o texto reproduz a pergunta exata aplicada aos entrevistados, o que permite ao leitor julgar o dado. Metodologia completa, incluindo custo e financiamento. Ausência de vocabulário valorativo caracteriza cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é recital de números com metodologia declarada, mas a seleção editorial pende à direita: o lede e o título elegem o empate técnico com três pré-candidatos da direita como o achado principal, quando o levantamento mostra o presidente numericamente à frente em todos os cenários. A menção ao MBL e ao Missão é feita sem qualificação valorativa. Vocabulário sem carga ideológica explícita, mas o enquadramento do quadro como disputa aberta é a marca de direita aqui.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em situação de empate técnico com três pré-candidatos da direita em

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 42% nas intenções de voto para o primeiro turno das eleições

O levantamento mostra que o comportamento do eleitor muda significativamente conforme a faixa etária

Real Time Big Data mostra que o senador e o presidente também aparecem tecnicamente empatados em cenário de 1º turno no Estado. Leia no Poder360.

Levantamento revela que religião continua sendo um dos principais fatores de diferenciação do eleitorado na corrida presidencial

Real Time Big Data mostra que o senador tem 50% das intenções de voto em cenário de 1º turno; Lula tem 30%. Leia no Poder360.

Senador do PL é vetado por 52,9% do eleitorado, enquanto 49,4% dizem que não votariam no presidente. Leia no Poder360.

Petista segue liderando todos os cenários de primeiro e segundo turno contra o senador e filho do ex-presidente
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O corpo é neutro e completo: ordena todos os testados do maior para o menor, informa brancos e nulos, período de campo, amostra e protocolo no TSE, sem adjetivação. O desvio está no título, que anuncia uma pesquisa RIO e um apelo em caixa alta, enquanto o texto descreve um levantamento nacional de 2.004 eleitores sem nenhum recorte no Rio de Janeiro. O enquadramento do conteúdo é factual, o que sustenta a leitura de centro apesar do viés do veículo.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Reportagem de dados sem vocabulário valorativo: descreve as clivagens de idade, renda, escolaridade, religião e região com percentuais e sem juízo. O título escolhe o único recorte em que o senador lidera, o que é gancho de direita, mas o faz com a palavra apenas, que reduz o alcance do dado, e o corpo abre informando que o presidente vence no total da amostra. O saldo é cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Descrição factual e simétrica das duas bases religiosas: informa a vantagem do presidente entre católicos e a do senador entre evangélicos com percentuais equivalentes, e repete os recortes de renda, escolaridade e região sem valoração. Não há vocabulário de mercado nem de justiça social; o texto é relato de dados, o que caracteriza centro apesar do veículo de direita.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo de direita, o texto é o mais completo do conjunto e favorece factualmente o presidente: subtítulo e lede afirmam que o petista lidera todos os cenários, e a matéria lista percentuais de onze nomes, cinco simulações de segundo turno, cenários com substitutos do governo e a tabela integral de rejeições. Não há adjetivação nem seleção de recorte; o único traço de enquadramento é a menção ao senador como filho do ex-presidente, descritiva.
Perspectivas omitidas



