O chefe do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Flávio Bolsonaro não estava preparado para disputar a Presidência da República e que a escolha do nome partiu de Jair Bolsonaro. Na frase divulgada em 22 de julho de 2026, o dirigente diz que o partido tem interesse em conversar com muitas legendas, mas reconhece que o pré-candidato não havia montado uma estrutura de campanha antes de ser lançado. Nas palavras atribuídas a ele, Flávio Bolsonaro não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência.
A declaração chegou ao noticiário em formato curto, de citação do dia, dentro de uma coluna política. Até o momento, apenas um veículo registrou a fala, sem reportagem complementar, sem detalhar em que ocasião ela foi dada e sem trazer a reação do pré-candidato citado, do ex-presidente ou de dirigentes de outras siglas. Por se tratar de cobertura de fonte única, não há versões concorrentes a comparar nem contraponto de outros veículos que tratem o mesmo episódio a partir de enquadramentos distintos.
O conteúdo da frase toca dois pontos sensíveis da disputa presidencial de 2026. O primeiro é o processo de escolha do candidato, descrito pelo próprio comando da legenda como decisão do ex-presidente, e não como resultado de um processo interno de construção de candidatura. O segundo é a preparação prática da campanha, já que o dirigente admite ausência de estrutura montada previamente, algo que costuma pesar em capilaridade territorial, em tempo de propaganda negociado com aliados e na formação de palanques estaduais.
A menção ao interesse em muitos partidos indica que a legenda segue tentando ampliar sua base de alianças. O texto disponível, porém, não informa quais siglas estariam em negociação, em que estágio essas conversas se encontram, nem se há condições sendo discutidas, como indicação de vice, apoio em disputas estaduais ou divisão de tempo de propaganda.
Permanecem sem resposta a data e o contexto exatos da declaração, se ela integra uma entrevista mais longa, se houve ressalvas na mesma conversa e como o pré-candidato e seu entorno reagiram à avaliação pública de que não estava preparado. Também não se sabe se a fala indica reavaliação da candidatura, cobrança interna por organização mais rápida ou apenas leitura retrospectiva do dirigente sobre o modo como o nome foi definido.