A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 30 de julho de 2026 mostra uma disputa acirrada pelo governo do Rio Grande do Sul. No primeiro turno, Juliana Brizola, do PDT e neta de Leonel Brizola, aparece com 24% das intenções de voto, seguida de perto por Luciano Zucco, deputado federal do PL, com 22%. Como a diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Gabriel Souza, do MDB e apoiado pelo governador Eduardo Leite, do PSD, aparece em terceiro, com 6%, à frente de Marcelo Maranata, do PSDB, com 3%.
A cobertura de centro relatou os números de forma factual e uniforme, destacando o empate técnico e o alto grau de indefinição do eleitorado: 31% dos entrevistados ainda estão indecisos e 62% dizem que o voto pode mudar até a eleição de outubro. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre os dias 24 e 28 de julho, tem 95% de confiança e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RS-04790/2026. Numa comparação com a pesquisa anterior, de abril, os dois primeiros colocados já apareciam empatados, o que reforça a estabilidade da disputa.
Ao interpretar os mesmos dados, uma leitura à esquerda tenderia a enfatizar que a pedetista lidera numericamente e amplia a vantagem no cenário de segundo turno, quando marca 35% contra 31% de Zucco. Nesse recorte, a corrida ao Senado favorece o campo progressista: Manuela D'Ávila, do PSOL, aparece na frente com 12%, e Paulo Pimenta, do PT, empata em segundo com 9%. Lula também segue competitivo no estado, com 30% contra 32% de Flávio Bolsonaro na simulação presidencial.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizariam a força do candidato bolsonarista, tecnicamente empatado na liderança, e o desempenho de Flávio Bolsonaro, que supera Lula entre os gaúchos. Some-se a isso que 31% dos eleitores preferem um candidato aliado de Bolsonaro, ante 23% que querem um nome ligado a Lula, e que a maioria, 51%, afirma que Eduardo Leite não merece eleger o sucessor. A maior rejeição registrada é a de Brizola, com 33%, contra 20% de Zucco.
O que ainda não se sabe é como se comportará a enorme fatia de indecisos, capaz de redesenhar o quadro até outubro, e qual candidato ocupará de fato o espaço de terceira via. Também permanece em aberto o efeito das convenções partidárias e das alianças ainda em negociação sobre esses números, que retratam apenas uma fotografia do momento.