Polícia Federal aponta que Lulinha agendou reunião de Carlos Brandão no Planalto
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A Polícia Federal identificou, em mensagens extraídas do celular da lobista Roberta Luchsinger, indícios de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, intermediou uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão, Carlos Brandão. O encontro com o então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, ocorreu em 22 de maio de 2024 e consta da agenda oficial como “Reunião Executiva”. Um mês depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em São Luís um pacote de cerca de R$ 59 bilhões em obras para o Estado. A investigação apura suspeita de tráfico de influência e envolve contratos de empresa do empresário Cleber Ribas com órgãos estaduais e federais. As defesas negam irregularidade.
As mensagens obtidas pela Polícia Federal desenham, para a leitura da direita, um balcão de negócios instalado no coração do Palácio do Planalto: o filho do presidente abrindo a agenda do chefe de gabinete presidencial para um governador aliado, uma lobista informando que o próprio presidente destravaria a obra e, um mês depois, um pacote de R$ 59 bilhões anunciado para o Estado.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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As duas linhas de cobertura reproduzem a mesma base factual: o áudio de 22 de maio de 2024, o registro do encontro na agenda oficial do então chefe de gabinete da Presidência, o anúncio de cerca de R$ 59 bilhões do Novo PAC para o Maranhão um mês depois e os pagamentos milionários recebidos por Roberta Luchsinger. Todas registram que Carlos Brandão nega relação com a lobista.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que o filho do presidente marcou uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão em maio de 2024, um mês antes do anúncio de cerca de R$ 59 bilhões em obras para o Estado. As defesas negam irregularidade e falam em vazamento seletivo. Veja o que a cobertura de centro e a de direita afirmam e onde elas divergem.
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular da lobista Roberta Luchsinger indicam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intermediou uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão, Carlos Brandão. O encontro foi com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete da Presidência, e está registrado na agenda oficial do dia 22 de maio de 2024, no fim da tarde, sob o título “Reunião Executiva”. A apuração corre dentro de investigação que analisa suspeita de tráfico de influência.
Na manhã daquele mesmo dia, segundo a transcrição da Polícia Federal, a lobista enviou um áudio ao filho do presidente informando que o governador iria ao palácio porque o pai dele teria dito que “vai prosseguir com aquela liberação da obra”. Ela acrescenta que já havia avisado o governador de que a agenda tinha sido conseguida por Lulinha. Um mês depois, em 21 de junho de 2024, o presidente esteve em São Luís e anunciou um pacote de cerca de R$ 59 bilhões em obras para o Maranhão dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC, com renovação da concessão do Porto do Itaqui, um novo berço no terminal e um corredor de transporte na Avenida Litorânea.
Os relatos convergem também na parte financeira. A Polícia Federal aponta que Roberta Luchsinger recebeu quase R$ 4,5 milhões da HSLZ, empresa que administra o Hospital dos Servidores Públicos do Maranhão, valores que, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras citado na investigação, têm origem em recursos públicos estaduais. A lobista também defendia interesses do empresário Cleber Ribas, que lhe pagou ao menos R$ 2,5 milhões entre março de 2024 e dezembro de 2025. A empresa dele, a 3Structure, fechou R$ 5,8 milhões em contratos com o Porto do Itaqui e com a Secretaria de Fazenda do Maranhão em 2024, além de dois contratos com o Ministério do Desenvolvimento Social, de R$ 14,4 milhões e R$ 19,2 milhões. As investigações registram ainda proximidade pessoal do grupo com o deputado federal Fabio Macedo e com Lorena Macedo, então subsecretária de Representação Institucional do Maranhão em Brasília.
As versões oficiais são as mesmas nos dois relatos. O governador negou ter relação com a lobista, afirmou que sua agenda “não depende da articulação de terceiros” e disse que o presidente é aliado do Estado. O governo estadual declarou não ter ingerência sobre empresas privadas. A defesa de Cleber Ribas sustenta que o contrato com a lobista era de assessoria comercial lícita. O diretor-geral do hospital não comentou os repasses, e a administradora informou que não divulga condições de contratos privados. O Palácio do Planalto foi procurado e não respondeu.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de direita montaram a sequência como cadeia de causa e efeito, ligando a reunião ao pacote bilionário anunciado semanas depois, destacaram a fotografia de lazer que reúne os investigados e remeteram a análise sobre a influência do entorno familiar do presidente. Já a cobertura de centro manteve o material como indício em apuração, reproduziu a transcrição sem afirmar contrapartida e reservou espaço à defesa do filho do presidente, que fala em vazamento criminoso e seletivo destinado a interferir no processo eleitoral, além de apontar assimetria em relação a investigações que atingem adversários políticos. Até o fechamento desta análise, veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do caso, o que deixa um ponto cego no espectro: os argumentos de presunção de inocência e de ausência de regulamentação do lobby circulam apenas pela voz das defesas citadas nas outras reportagens.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das reportagens demonstra que a reunião no Planalto tenha alterado a decisão sobre a obra ou influenciado o tamanho do pacote federal. Não há informação sobre indiciamento, denúncia ou prazo de conclusão do inquérito, nem sobre a origem das transcrições que chegaram à imprensa. Também segue sem resposta a explicação do hospital estadual para os repasses milionários à lobista e o posicionamento do Palácio do Planalto sobre a atuação do filho do presidente junto ao gabinete presidencial.
O primeiro a acusar a corporação foi o advogado do filho do presidente, que exime de culpa o diretor Andrei Rodrigues. As revelações continuam, agora com documentos nos quais investigadores põem Lulinha como integrante de um

PF encontrou mensagem que diz que filho do presidente marcou reunião de governador do Maranhão com ex-chefe de gabinete. Leia no Poder360.

Assine o Meio Premium em www.canalmeio.com.br/eleicoes-2026-com-o-meio/. Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Em troca de mensagens obtida pela PF, Roberta Luchsinger afirma que presidente lhe disse para escolher cargo, mas ela preferiu investir na sociedade com Lulinha. TSE proíbe Pablo Marçal de ter acesso aos fundos eleitoral e partidário e participar do horário eleitoral. Cinemas do Reino Unido restringem uso de óculos inteligentes para combater pirataria. E confira as dicas da agenda cultural para São Paulo e Rio.
Mensagens constam de perícia no celular de Roberta Luchsinger
