Lula diz que Lulinha será punido se errou enquanto anuncia fim da taxa das blusinhas
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Quem compra em plataformas estrangeiras pode voltar a pagar Imposto de Importação sobre remessas de até 50 dólares se a Medida Provisória 1.357/2026 caducar.
- O prazo é 8 de setembro de 2026; sem aprovação nas duas Casas, volta a valer o regime anterior de tributação.
- A comissão mista que analisa o texto tem instalação prevista para 1º de setembro, durante o esforço concentrado do Congresso.
Onde os lados divergem
- A cobertura de centro organiza a entrevista em torno das declarações institucionais e do conteúdo dos inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
- A cobertura de direita organiza o mesmo material em torno do cálculo eleitoral e do fato de a tributação ter sido criada pelo próprio governo Lula.
- Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto reunido, então não há contraponto desse campo sobre a autonomia das apurações.
Onde os lados concordam
As fontes reunidas concordam que Lula usou a mesma entrevista para responder sobre os inquéritos do filho e para prometer o fim da taxa sobre compras internacionais de até 50 dólares, e que essa desoneração só se torna permanente se o Congresso Nacional aprovar a Medida Provisória 1.357/2026 dentro do prazo.
Numa mesma entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu sobre os inquéritos que atingem seu filho Fábio Luís Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal e anunciou que pretende acabar com o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares. A medida depende do Congresso Nacional e perde a validade em 8 de setembro se não for aprovada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou uma entrevista à emissora Record, concedida em 23 de agosto de 2026, para tratar de dois assuntos que dominam a agenda política do começo da campanha eleitoral: os inquéritos que alcançam seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a promessa de acabar com a chamada taxa das blusinhas, o Imposto de Importação sobre remessas internacionais de até 50 dólares.
Sobre o filho, o presidente afirmou que trata as apurações com seriedade, que cabe a ele garantir liberdade de trabalho às instituições e que não atua como juiz, procurador ou delegado. Disse que orientou Lulinha a apresentar sua versão dos fatos e que, se cometeu erro, ele será julgado, punido ou inocentado. Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, acrescentou que não tenta proibir investigação, não ameaça demitir ministros por causa de apurações e não pune delegados responsáveis pelos casos. Também afirmou que quem causou prejuízo aos cofres públicos terá de pagar.
A cobertura de centro relatou o contexto dos inquéritos: eles tramitam no Supremo Tribunal Federal e apuram se o filho do presidente praticou tráfico de influência e abriu portas do governo para a empresária Roberta Luchsinger, sócia de uma consultoria que tentou fazer negócios no Ministério da Saúde e em outros órgãos públicos. Diálogos atribuídos à Polícia Federal, datados de 22 de março de 2024 e divulgados nesta semana, mostram os dois tratando de negócios em conjunto. Há ainda outros dois inquéritos sobre atuação suposta em órgãos como a Dataprev.
Na mesma entrevista, o presidente disse que anunciará na quarta-feira, 26 de agosto, o fim da cobrança sobre compras internacionais de baixo valor, depois de reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A medida existe desde maio, na Medida Provisória 1.357/2026, que permite zerar o Imposto de Importação sobre remessas de até 50 dólares em plataformas estrangeiras. Para valer em definitivo, precisa de comissão mista instalada e de aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado. O prazo é curto: a medida perde validade em 8 de setembro, e nesse caso volta a valer o regime anterior de tributação.
Veículos de direita enfatizaram a contradição de origem. A tributação sobre compras internacionais de baixo valor entrou em vigor durante o terceiro mandato do próprio presidente e provocou desgaste entre consumidores, e agora, em ano eleitoral, o Palácio do Planalto tenta retirá-la. Essa cobertura descreveu a desoneração como medida de apelo popular na disputa pela reeleição e ligou o destravamento da pauta à reaproximação entre o presidente e Davi Alcolumbre, ocorrida em agosto, apontando ainda a tramitação paralela do fim da escala de trabalho 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com relatoria do senador Omar Aziz.
Fontes
Medida é tratada como prioridade eleitoral pelo petista e depende do Congresso para continuar em vigor

Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, petista afirmou que não obstrui apurações e não ameaça demitir ministros por causa de investigações
