Presidenciáveis retomam sabatinas após primeiro debate sem Lula e Flávio Bolsonaro
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro
Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Os candidatos à Presidência da República cumpriram agenda de sabatinas, entrevistas e atos de campanha na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, um dia depois do primeiro debate presidencial em TV aberta, realizado em São Paulo e esvaziado por desistências. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram presença no debate; Romeu Zema (Novo) desistiu alegando a ausência do candidato petista e Augusto Cury (Avante) desistiu minutos antes do início, deixando o confronto restrito a Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). No Distrito Federal, a disputa pelo governo local concentrou promessas em saúde e mobilidade urbana.
A leitura de esquerda enxerga um dia de campanha em que a agenda econômica dos candidatos mais bem posicionados foi decidida em salas fechadas, com empresários e industriais, enquanto as pautas do mundo do trabalho apareceram nas candidaturas menores e nas periferias.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o primeiro debate presidencial em TV aberta foi esvaziado pelas ausências de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e pelas desistências de Romeu Zema e Augusto Cury, e a segunda-feira de campanha foi de baixa intensidade, com sabatinas, encontros empresariais e atos localizados, sem confronto direto entre os candidatos mais bem posicionados.
No dia seguinte ao primeiro debate presidencial em TV aberta, esvaziado pelas ausências de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e pelas desistências de Romeu Zema e Augusto Cury, os candidatos à Presidência dividiram a segunda-feira entre sabatinas, encontros com empresários e atos de rua. No Distrito Federal, a corrida ao governo local girou em torno de saúde e mobilidade urbana.
Os candidatos à Presidência da República cumpriram, na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, uma agenda repartida entre sabatinas de rádio e televisão, encontros com empresários e atos de rua, um dia depois do primeiro debate presidencial em TV aberta. O debate, realizado em São Paulo, terminou esvaziado por desistências sucessivas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram presença. Romeu Zema (Novo), que havia dito que iria, anunciou a desistência justamente pela ausência do candidato petista, e Augusto Cury (Avante) desistiu já na sede da emissora, pouco antes do início. O confronto ficou restrito a Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), em um formato previsto para durar cerca de quatro horas, com blocos temáticos e blocos de perguntas diretas entre os candidatos.
Na segunda-feira seguinte, Flávio Bolsonaro concentrou os compromissos na capital paulista: às 18h, reuniu-se com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, na Avenida Paulista, e à noite participou de uma premiação de empresas. Ronaldo Caiado esteve no evento Pacto Brasil de Futuro, que reúne diretrizes de planejamento governamental, e disse em entrevista que a educação será prioridade caso seja eleito. Romeu Zema foi a Belford Roxo, no Rio de Janeiro, encontrar pastores e pessoas viciadas em apostas online, e prometeu implantar uma política de combate às bets; à noite, foi sabatinado em uma emissora de televisão. Augusto Cury defendeu, em duas sabatinas, dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, em duas instituições, para financiar dez milhões de microempresas na próxima década. Renan Santos reuniu-se com investidores e empresários. Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu compromissos presidenciais no Palácio do Alvorada, em Brasília, e não teve agenda pública de campanha. Pablo Marçal (PRTB) segue proibido, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, de fazer campanha, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na televisão.
A cobertura de centro tratou o dia sobretudo como serviço: listou horário por horário os compromissos, registrou quais campanhas não divulgaram agenda e detalhou a logística, o formato e as regras do debate da véspera. Veículos de esquerda deram mais espaço às candidaturas menores e ao conteúdo de suas propostas, registrando a visita de Samara Martins (UP) ao acampamento de trabalhadores demitidos após a privatização da Águas e Esgotos do Piauí, a Agespisa, em Teresina, onde ela defendeu um novo processo de industrialização do país, e a fala de Hertz Dias (PSTU) sobre enfrentar monopólios, a precarização do trabalho, os baixos salários e a escala 6x1. Nenhum veículo de direita integra este conjunto de matérias, de modo que o ângulo mais afeito a essa cobertura, a leitura da agenda empresarial e o desempenho comparado dos candidatos de oposição, aparece apenas de forma indireta, pelas falas dos próprios candidatos e pelo peso que os compromissos com industriais e investidores tiveram no dia.
No Distrito Federal, a disputa pelo governo local teve agenda concentrada na região central de Brasília, com saúde e mobilidade urbana no centro das promessas. Leandro Grass (PT) reuniu representantes de vinte sindicatos, prometeu tarifa zero no transporte público, ampliação de linhas e horários do metrô e salários de referência para educação, saúde e segurança. A governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, fez caminhada em Taguatinga e defendeu a transferência das secretarias para o Centro Administrativo do Distrito Federal, além de citar o sistema integrado de videomonitoramento. José Roberto Arruda (PSD) criticou os gastos com aluguel de prédios e prometeu reduzir a estrutura administrativa a dezoito secretarias. Ricardo Cappelli (PSB) prometeu zerar a fila de cirurgias com a contratação de 5.300 médicos, 4.200 técnicos de enfermagem e 2.300 enfermeiros. Paula Belmonte (PSDB) cobrou transparência no contrato de concessão da rodoviária do Plano Piloto.
O que ainda não se sabe começa pelo essencial: nenhuma das matérias apura por que Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro não confirmaram presença no primeiro debate, nem se participarão dos próximos encontros televisivos, cujo calendário não foi divulgado. Também não há detalhamento sobre a data, o fundamento e o prazo da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que restringe a campanha de Pablo Marçal.
Candidatos participaram de sabatinas e atos de campanha
O primeiro debate presidencial será transmitido a partir das 20h

Veja a agenda dos candidatos à Presidência da República desta 2ª feira

Candidatos nas eleições no DF focaram agendas na saúde e mobilidade urbana, com ações na Rodoviária e promessas de melhorias no transporte e na gestão pública.
