Lula, Flávio e Trump: o que o novo Datafolha quer descobrir sobre 2026
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Mais do que confirmar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, a nova pesquisa Datafolha é esperada para medir uma novidade no campo da direita: a ascensão de Renan Santos, cofundador do MBL, que dispara nas redes sociais e cresce entre os jovens. O levantamento também afere se o eleitor aprova a classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA e a eventual influência de Flávio nesse processo.
A nova rodada do Datafolha chega num momento em que diferentes institutos apontam vantagem consistente do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento também medirá o desgaste do principal nome da oposição diante do caso Banco Master, em que maioria dos eleitores já considera que Flávio errou ao buscar apoio financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados concordam que o Datafolha registrou no TSE uma nova pesquisa presidencial com 2.004 entrevistas (17 a 19 de junho), que a corrida segue polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro e que, de forma inédita, o questionário inclui o fator Trump e a classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA.
O Instituto Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral uma nova pesquisa nacional sobre a eleição presidencial de 2026. O levantamento ouvirá 2.004 eleitores entre os dias 17 e 19 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais e custo de R$ 307,6 mil pago pela Folha da Manhã, editora da Folha de S. Paulo. A divulgação está prevista para a sexta-feira (19) e é aguardada por partidos, campanhas e pelo mercado como o termômetro mais relevante da semana.
Mais do que medir intenção de voto, o questionário abrange um conjunto amplo de temas. Há perguntas sobre a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a percepção dos eleitores sobre economia e segurança pública, a rejeição aos candidatos e quatro cenários de segundo turno, todos com Lula: contra Flávio Bolsonaro, contra Michelle Bolsonaro, contra Ronaldo Caiado e contra Romeu Zema. O cenário estimulado de primeiro turno apresenta doze nomes, entre eles Renan Santos, Joaquim Barbosa, Ciro Gomes e Aécio Neves.
Uma novidade chama a atenção em toda a cobertura: pela primeira vez, o instituto dedica um bloco às relações entre Brasil e Estados Unidos. Os entrevistados serão questionados sobre a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, sobre uma eventual atuação dos Estados Unidos contra essas facções e sobre se um apoio do presidente Donald Trump a um candidato brasileiro influenciaria o voto. O tema ganhou força após a crise comercial provocada pelas tarifas anunciadas por Washington.
Veículos de esquerda destacaram que a nova rodada chega num momento de vantagem consistente de Lula. Citaram a pesquisa Genial/Quaest, que deu ao presidente 39% no primeiro turno contra 29% de Flávio Bolsonaro, e 44% a 38% no segundo turno, além de levantamentos da Real Time Big Data, da BTG Nexus e da Meio/Ideia com cenários semelhantes. Esses veículos enfatizaram ainda o desgaste do senador no caso Banco Master, em que 65% dos entrevistados consideraram que Flávio errou ao pedir apoio financeiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o projeto cinematográfico Dark Horse, e 58% acreditam em algum envolvimento dele no episódio.
A cobertura de centro relatou de forma descritiva a estrutura completa do questionário, sem realçar um dos lados. Detalhou que o instrumento mede também temas de costumes, como posse de armas, pena de morte, uso de drogas, imigração, maioridade penal e aceitação da homossexualidade, e que, de modo inédito, reserva um bloco próprio para o impacto da inteligência artificial na vida cotidiana. Lembrou que a última pesquisa do instituto, de maio, dava Lula com 40% no primeiro turno e 47% no segundo, contra 31% e 43% de Flávio Bolsonaro.
Veículos de direita enfatizaram uma novidade no próprio campo: a ascensão de Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre, apontado como o único presidenciável em disparada. Esses veículos relataram que ele subiu de 3% em março para 5,3% na AtlasIntel de abril, com forte adesão entre jovens de 16 a 24 anos e a maior taxa de engajamento nas redes sociais entre os candidatos, à frente de Flávio Bolsonaro. Para essa cobertura, Lula e Flávio oscilam dentro da margem de erro, sem tendência clara, e a pergunta em aberto é se o avanço de Renan consome votos da direita, da esquerda ou dos indecisos.
O que ainda não se sabe são os próprios resultados, que só serão divulgados após o campo da pesquisa. Restam em aberto como o eleitorado reagirá ao caso Banco Master, qual será o teto do crescimento de Renan Santos e se o chamado fator Trump ajuda ou prejudica candidatos no Brasil. As respostas dependerão dos números que o Datafolha apresentará na sexta-feira.
Levantamento testará impacto de eventual apoio do americano a um candidato e anúncio dos EUA sobre PCC e CV

O Datafolha realiza entre quarta-feira (17) e sexta-feira (19) nova pesquisa de intenções de voto para a Presidência da República. O resultado será publicado na própria sexta. A encomenda é da Folha

Novo Datafolha vai medir intenções de voto, impacto do caso Master e efeitos da crise com os EUA na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
