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O Datafolha registrou no TSE uma nova pesquisa nacional sobre a eleição presidencial de 2026, com 2.004 entrevistas previstas entre 17 e 19 de junho e divulgação a partir de sexta-feira (19). Além da intenção de voto, o levantamento mede aprovação do governo Lula, percepção sobre economia e segurança pública, rejeição, cenários de segundo turno e o impacto de um eventual apoio de Donald Trump a candidatos brasileiros.
O Instituto Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral uma nova pesquisa nacional sobre a eleição presidencial de 2026. O levantamento ouvirá 2.004 eleitores entre os dias 17 e 19 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais e custo de R$ 307,6 mil pago pela Folha da Manhã, editora da Folha de S. Paulo. A divulgação está prevista para a sexta-feira (19) e é aguardada por partidos, campanhas e pelo mercado como o termômetro mais relevante da semana.
Mais do que medir intenção de voto, o questionário abrange um conjunto amplo de temas. Há perguntas sobre a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a percepção dos eleitores sobre economia e segurança pública, a rejeição aos candidatos e quatro cenários de segundo turno, todos com Lula: contra Flávio Bolsonaro, contra Michelle Bolsonaro, contra Ronaldo Caiado e contra Romeu Zema. O cenário estimulado de primeiro turno apresenta doze nomes, entre eles Renan Santos, Joaquim Barbosa, Ciro Gomes e Aécio Neves.
Uma novidade chama a atenção em toda a cobertura: pela primeira vez, o instituto dedica um bloco às relações entre Brasil e Estados Unidos. Os entrevistados serão questionados sobre a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, sobre uma eventual atuação dos Estados Unidos contra essas facções e sobre se um apoio do presidente Donald Trump a um candidato brasileiro influenciaria o voto. O tema ganhou força após a crise comercial provocada pelas tarifas anunciadas por Washington.
Veículos de esquerda destacaram que a nova rodada chega num momento de vantagem consistente de Lula. Citaram a pesquisa Genial/Quaest, que deu ao presidente 39% no primeiro turno contra 29% de Flávio Bolsonaro, e 44% a 38% no segundo turno, além de levantamentos da Real Time Big Data, da BTG Nexus e da Meio/Ideia com cenários semelhantes. Esses veículos enfatizaram ainda o desgaste do senador no caso Banco Master, em que 65% dos entrevistados consideraram que Flávio errou ao pedir apoio financeiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o projeto cinematográfico Dark Horse, e 58% acreditam em algum envolvimento dele no episódio.
A cobertura de centro relatou de forma descritiva a estrutura completa do questionário, sem realçar um dos lados. Detalhou que o instrumento mede também temas de costumes, como posse de armas, pena de morte, uso de drogas, imigração, maioridade penal e aceitação da homossexualidade, e que, de modo inédito, reserva um bloco próprio para o impacto da inteligência artificial na vida cotidiana. Lembrou que a última pesquisa do instituto, de maio, dava Lula com 40% no primeiro turno e 47% no segundo, contra 31% e 43% de Flávio Bolsonaro.
Veículos de direita enfatizaram uma novidade no próprio campo: a ascensão de Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre, apontado como o único presidenciável em disparada. Esses veículos relataram que ele subiu de 3% em março para 5,3% na AtlasIntel de abril, com forte adesão entre jovens de 16 a 24 anos e a maior taxa de engajamento nas redes sociais entre os candidatos, à frente de Flávio Bolsonaro. Para essa cobertura, Lula e Flávio oscilam dentro da margem de erro, sem tendência clara, e a pergunta em aberto é se o avanço de Renan consome votos da direita, da esquerda ou dos indecisos.
O que ainda não se sabe são os próprios resultados, que só serão divulgados após o campo da pesquisa. Restam em aberto como o eleitorado reagirá ao caso Banco Master, qual será o teto do crescimento de Renan Santos e se o chamado fator Trump ajuda ou prejudica candidatos no Brasil. As respostas dependerão dos números que o Datafolha apresentará na sexta-feira.
Todos os lados concordam que o Datafolha registrou no TSE uma nova pesquisa presidencial com 2.004 entrevistas (17 a 19 de junho), que a corrida segue polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro e que, de forma inédita, o questionário inclui o fator Trump e a classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto enfatiza repetidamente a vantagem de Lula nas pesquisas (Genial/Quaest, Real Time Big Data, BTG Nexus, Meio/Ideia) e destaca o caso Banco Master como fator negativo para Flávio Bolsonaro, com números desfavoráveis ao senador, o que sinaliza enquadramento favorável ao campo da esquerda. A factualidade é boa, mas a seleção e a ordem dos dados reforçam o lado petista.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicada por veículo de viés à direita, a matéria é predominantemente descritiva: detalha de forma neutra e exaustiva os blocos do questionário (intenção de voto, aprovação do governo, economia, segurança, costumes, PCC/CV, fator Trump, IA) sem vocabulário valorativo nem ênfase em um lado. Cita os números da última pesquisa de maio (Lula 40% x 31% Flávio; 47% x 43% no segundo turno) de modo factual. Classificação CENTER pelo conteúdo, não pelo publisher.

Levantamento testará impacto de eventual apoio do americano a um candidato e anúncio dos EUA sobre PCC e CV

O Datafolha realiza entre quarta-feira (17) e sexta-feira (19) nova pesquisa de intenções de voto para a Presidência da República. O resultado será publicado na própria sexta. A encomenda é da Folha

Novo Datafolha vai medir intenções de voto, impacto do caso Master e efeitos da crise com os EUA na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas
O texto dá destaque editorial ao crescimento de Renan Santos, cofundador do MBL, com ênfase no engajamento em redes sociais e na adesão entre jovens, valorizando o 'novo nome da direita'. Trata a estabilidade entre Lula e Flávio como dado neutro, sem realçar a vantagem do petista. O enquadramento privilegia a renovação no campo da direita, sinal de viés à direita, ainda que a base factual seja sólida.
Perspectivas omitidas


