Lula soma 3 vitórias no Congresso com votos da direita após PEC da Segurança
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A cobertura de esquerda é uma matéria que credita as informações a outra publicação do conjunto. Ela relata que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve apoio de parlamentares da direita em três votações no Congresso Nacional em menos de um mês. O texto afirma que a convergência é um desafio sobretudo para o Partido Liberal (PL), que terá as maiores bancadas da Câmara e do Senado a partir de 2027 e precisará conciliar a atuação contrária ao governo com o apoio a medidas que integram prioridades de parte de seu eleitorado. Escreve ainda que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública fortalece as condições políticas para a criação de um Ministério da Segurança Pública, e que o aumento do teto dos microempreendedores amplia as possibilidades de crescimento de pequenos negócios, frase que não aparece no outro texto do conjunto.
Com base em Brasil 247
A cobertura de direita é uma matéria que descreve as votações como uma sequência de três vitórias legislativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em menos de um mês, em áreas que, segundo o texto, também fazem parte da agenda eleitoral da direita.
Com base em InfoMoney
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Veículos com viés à direita
O presidente Lula obteve votos da direita em três votações em menos de um mês: a PEC da Segurança Pública, o fim gradual da escala 6x1 e o aumento do teto do MEI. O Partido Liberal, que terá as maiores bancadas em 2027, precisará definir como fazer oposição a propostas que seus parlamentares apoiam.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu votos de parlamentares da direita em três votações no Congresso Nacional em menos de um mês. A mais recente foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado, na terça-feira, 3 de novembro. As outras duas foram o fim gradual da escala de trabalho 6x1 e a ampliação do teto de faturamento dos microempreendedores individuais, os MEIs.
O conjunto analisado tem uma matéria de um veículo de esquerda e uma de um veículo de direita. Nenhum veículo de centro cobriu o caso no conjunto analisado. O texto de esquerda credita as informações à outra matéria do conjunto, publicada no dia anterior. Por isso, a coincidência de placares e valores entre os dois não funciona como confirmação independente.
Os dois textos trazem os mesmos números. A PEC da Segurança passou no Senado por 73 votos a zero no primeiro turno e 75 a zero no segundo. Ela amplia a cooperação entre União, estados e municípios, cria novas regras de financiamento, amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal e restringe benefícios penais a integrantes de facções criminosas. O fim da escala 6x1 teve 75 votos a um no Senado, em cada turno. A mudança reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e amplia o descanso remunerado para dois dias. O projeto dos MEIs teve 461 votos a quatro na Câmara e 78 votos, por unanimidade, no Senado. O limite anual sobe de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com a permissão de contratar até dois empregados e o perdão de determinadas dívidas tributárias.
A unanimidade na segurança veio depois de uma disputa. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos, chegando a 14 anos em determinados crimes graves. O líder do PT, Camilo Santana (CE), propôs 16 anos apenas para crimes hediondos. As duas saíram do texto principal por 38 votos a 36. Isso manteve a redação aprovada pela Câmara e levou a PEC à promulgação sem nova análise dos deputados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prometeu acelerar o tema em tramitação separada.
Os dois textos também coincidem na leitura política. Eles registram que o Partido Liberal (PL) terá as maiores bancadas da Câmara e do Senado em 2027 e precisará definir como fazer oposição a propostas que seus próprios parlamentares apoiam. Citam como possíveis pontos de diferenciação a maioridade penal, os efeitos da nova jornada sobre emprego e custos, e a tributação ligada aos MEIs. Mencionam ainda os partidos de centro e a eleição das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2027. O próximo teste, nos dois relatos, é o ajuste fiscal, com a revisão de benefícios tributários e mudanças em despesas obrigatórias.
Nos placares e nos valores, não há divergência. As diferenças estão em trechos específicos. Entre os veículos de direita, a matéria afirma que a maioridade penal quase impediu a conclusão da votação, atribui ao governo a retirada das emendas e descreve as aprovações como três vitórias legislativas. Entre os veículos de esquerda, a matéria relata a retirada sem dizer quem a conduziu, afirma que a aprovação da PEC fortalece as condições políticas para criar um Ministério da Segurança Pública e acrescenta que as medidas dos MEIs ampliam as possibilidades de crescimento de pequenos negócios.
Até a manhã de 5 de novembro de 2026, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, os dois textos não informavam como cada partido da oposição votou em cada proposta, a data da promulgação da PEC, o calendário da discussão sobre maioridade penal nem o conteúdo final das medidas de ajuste fiscal. Eles também não traziam falas de parlamentares da oposição sobre as votações.
As aprovações, registradas em menos de um mês, colocam a oposição diante do desafio de estabelecer diferenças em relação ao governo

PEC da Segurança, fim da escala 6x1 e ampliação do teto do MEI tiveram apoio de adversários do governo
