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O instituto Real Time Big Data divulgou em 11 de agosto de 2026 um levantamento na Bahia que mediu a disputa presidencial, o governo do Estado e o Senado. No cenário estadual, ACM Neto e Jerônimo Rodrigues aparecem em empate técnico em todos os cenários testados. Na disputa presidencial dentro do Estado, Lula lidera com folga sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno. Foram 1.600 entrevistas entre 6 e 10 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Uma pesquisa divulgada em 11 de agosto de 2026 mediu, no mesmo campo, três disputas na Bahia: presidência, governo estadual e Senado. Os números apontam vantagem confortável do presidente no Estado, empate técnico na corrida ao Palácio de Ondina e duas vagas de senador ainda em aberto, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O instituto Real Time Big Data divulgou em 11 de agosto de 2026 um levantamento na Bahia que mediu, no mesmo campo, a disputa presidencial, a corrida ao governo do Estado e a eleição para o Senado. Foram 1.600 entrevistas realizadas entre 6 e 10 de agosto, com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os dois recortes foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-05205/2026 e BA-00277/2026, e ambos foram contratados pelo próprio instituto.
Na simulação presidencial restrita ao eleitorado baiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva soma 56% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 5%, Ronaldo Caiado com 3%, e Romeu Zema e Augusto Cury com 1% cada. Nulos e brancos somam 5% e outros 4% não souberam responder. No cenário de segundo turno, a distância aumenta: 59% a 30%. Na pergunta de rejeição, o senador é citado por 57% dos entrevistados e o presidente por 28%.
Já a disputa estadual aparece muito mais equilibrada. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, do União Brasil, tem 44% no cenário principal de primeiro turno, e o governador Jerônimo Rodrigues, do PT, 42%. Num segundo cenário estimulado, os números vão a 45% e 42%. No único segundo turno simulado, ACM Neto marca 45% e Jerônimo Rodrigues 44%. Em todos os casos a diferença cabe dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico. Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, os dois empatam com 17% e 53% dizem não saber em quem votar. A rejeição também é próxima: 44% para o ex-prefeito e 43% para o governador. Para o Senado, com duas vagas em jogo, Rui Costa aparece com 25% e Jaques Wagner com 20%, seguidos por Angelo Coronel e João Roma, ambos com 15%.
A cobertura de centro tratou os dois recortes de forma estritamente numérica, detalhando percentuais, período de campo, margem de erro e registro no tribunal, e qualificando com insistência as diferenças de um a dois pontos na disputa estadual como empate técnico, sem atribuir favoritismo a nenhum dos lados. Veículos de direita publicaram o conjunto mais completo de dados, incluindo cenário espontâneo, rejeição e Senado, mas acompanharam a divulgação de uma nota editorial que relativiza o valor preditivo das pesquisas, lembrando que levantamentos de 2022 divergiram do resultado das urnas e que os números influenciam partidos, lideranças e o mercado financeiro. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não haviam publicado análise própria do levantamento, de modo que a leitura mais favorável ao campo governista, ancorada na vantagem presidencial no Estado e na alta rejeição ao adversário, não apareceu no material analisado.
A divergência de enquadramento é menos sobre os números e mais sobre qual deles organiza a manchete. Um recorte coloca a folga do presidente na Bahia como o dado principal, sugerindo continuidade do alinhamento do eleitorado nordestino ao governo federal. O outro parte do empate técnico no governo estadual e da rejeição elevada do governador para descrever uma eleição local aberta, em que o voto para presidente não se transfere automaticamente para o palanque estadual.
O que ainda não se sabe é decisivo. O levantamento é uma fotografia anterior ao início oficial da propaganda eleitoral e não incorpora composição de chapas, definição de vices ou eventuais desistências. Não há série histórica comparativa divulgada no material analisado que permita medir tendência de crescimento ou queda de cada nome. A pesquisa espontânea, com mais da metade do eleitorado sem candidato definido para o governo, indica que boa parte da decisão ainda não foi tomada. O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro.
Todas as coberturas reproduzem os mesmos números e a mesma metodologia: 1.600 entrevistas entre 6 e 10 de agosto, margem de dois pontos e registro no TSE. Há convergência de que a disputa pelo governo da Bahia está em empate técnico em todos os cenários e de que o presidente tem vantagem ampla sobre o senador do PL dentro do Estado.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de dados: apresenta percentuais de 1º e 2º turnos, rejeição, número de entrevistados, margem de erro, registro no TSE e custo do levantamento sem adjetivação. O único desvio é comercial, com blocos repetidos de assinatura e divulgação do agregador próprio, não ideológico.
Perspectivas omitidas
Enquadramento estritamente numérico: descreve cenário principal, cenário alternativo e segundo turno, sempre qualificando as diferenças como empate técnico dentro da margem de dois pontos. Não há vocabulário valorativo sobre os candidatos nem sobre o governo estadual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo de dados é rigoroso e mais completo que o dos demais, mas o bloco editorial anexo relativiza a confiabilidade das pesquisas apoiado nas divergências de 2022 e enquadra os levantamentos pelo efeito sobre partidos, lideranças e mercado financeiro. Esse enquadramento cético e de leitura econômica, somado ao ambiente de manchetes críticas ao Judiciário e ao governo federal, posiciona o texto à direita apesar da base factual sólida.

Levantamento Real Time Big Data mostra que o petista tem 59% das intenções de voto contra 30% de Flávio no 2º turno. Leia no Poder360.

Em todos os cenários testados, candidatos do União Brasil e do PT lideram corrida ao Palácio de Ondina e aparecem empatados pela margem de erro de 2 pontos percentuais

Pesquisa Real Time Big Data mostra intenção de voto para governo e Senado na Bahia. Confira o resultado na Gazeta do Povo.
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



