
Flávio Dino autoriza operação da PF contra deputado Cezinha de Madureira
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) na terceira fase da Operação Transparência, que apura exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão, tornada pública, cita mensagens e contratos de honorários ligados a processos no STF, e a própria PF afirma que os ministros mencionados não são investigados.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) na terceira fase da Operação Transparência, que apura exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Direita
Aliados do ministro André Mendonça avaliam que a operação autorizada por Flávio Dino contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), próximo a Mendonça, seria uma tentativa de intimidá-lo em meio à crise no STF. Pelo prisma da direita, o episódio levanta dúvidas sobre o uso de investigações em disputas internas da Corte e sobre o respeito ao devido processo, ponto também levantado pela defesa do deputado.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Reproduz a decisão de Dino com números de reclamações, valores dos contratos e a ressalva da PF de que ministros citados não são investigados. Tom descritivo, sem adjetivação ou enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Relata os quatro mandados, os crimes investigados, a ressalva da PF sobre o Judiciário e a nota da defesa. A manchete destaca a ligação com Mendonça, sustentada no corpo pela reunião com Daniel Vorcaro, o que dá ângulo político mas sem juízo de valor.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto é construído a partir da avaliação atribuída a aliados de Mendonça, enquadrando a operação como tentativa de intimidação por um grupo ligado a Moraes. Destaca disputa interna do STF em vez dos fatos investigados, alinhado a crítica à atuação de Moraes e Dino.
Perspectivas omitidas
O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a Polícia Federal a fazer buscas contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), suspeito de negociar influência junto a tribunais superiores. A decisão cita contratos milionários e os R$ 510 mil apreendidos com a mulher do parlamentar. Aliados do ministro André Mendonça veem na ação uma tentativa de intimidação.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo, na segunda-feira, 14 de setembro. A ação integra a terceira fase da Operação Transparência, que apura suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No mesmo dia, Dino tornou pública a decisão que embasou as buscas.
Segundo a investigação, conversas extraídas de um celular apontariam para uma estrutura voltada a obter decisões favoráveis em processos judiciais por meio do acesso do deputado a ministros de tribunais superiores. A apuração também passa a reunir, no Supremo, o caso dos R$ 510 mil em dinheiro vivo apreendidos com a mulher do parlamentar, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, no Aeroporto de Congonhas.
A cobertura de centro relatou que foram cumpridos quatro mandados no Distrito Federal e em São Paulo. A decisão cita contratos de honorários ligados a reclamações no STF, com valores de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e mais R$ 2 milhões em caso de êxito. A própria Polícia Federal ressalvou que os ministros mencionados nas conversas não são investigados e que não há indícios de que tenham pedido ou recebido vantagens. Dino negou a busca no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados, por considerar insuficientes os elementos apresentados.
Um ponto comum nas matérias é a proximidade entre Cezinha e o ministro André Mendonça. Parte da cobertura de centro lembrou que, em março de 2025, o deputado ajudou a marcar uma reunião entre Mendonça e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre uma ação de precatórios de interesse do Banco Master. Mendonça é hoje o relator do caso Banco Master no Supremo.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de direita enfatizaram a leitura atribuída a aliados de Mendonça: a de que a operação seria mais uma tentativa de intimidá-lo, conduzida por um grupo ligado ao ministro Alexandre de Moraes. Esses veículos destacaram que Dino é considerado aliado de Moraes e que as pressões teriam aumentado depois que o presidente do STF, Edson Fachin, marcou o julgamento que pode analisar o afastamento de Moraes, previsto para terça-feira, 15 de setembro. A cobertura de centro, por sua vez, concentrou-se no conteúdo da decisão e nas mensagens reproduzidas pelos investigadores, e registrou a nota da defesa. Os advogados do deputado afirmaram que nenhuma irregularidade foi cometida e que medidas desse porte deveriam manter distância de qualquer circunstância política ou eleitoral. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do caso.
Ainda não se sabe se a investigação resultará em denúncia contra o deputado, nem qual é a origem dos R$ 510 mil apreendidos. A avaliação atribuída a Mendonça é conhecida apenas por relatos de aliados, sem declaração pública do ministro. Também não está claro se o episódio terá algum efeito sobre o julgamento envolvendo Moraes.

Esposa do parlamentar teria recebido R$ 3 mi em honorários por ações no STF.

Operação Transparência mira Cezinha de Madureira (PL-SP) e cumpre mandados de busca e apreensão no DF e em SP. Leia no Poder360.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou que a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14)
Falácias identificadas



