Estela Aranha, do TSE, vetou púlpito vazio de Lula e já declarou voto no petista
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A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a pedido da coligação de Lula e proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio do presidente no debate de 1º de outubro. Depois que Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a presença de Renan Santos e Flávio Bolsonaro desistiu, a emissora cancelou o debate. Em seguida viralizou um vídeo em que a ministra declara voto em Lula em 2022; a data não foi confirmada e ela não quis comentar.
Veículos de esquerda trataram a decisão como proteção do direito do candidato de não comparecer: a regra da emissora, segundo a ministra, ultrapassava o campo organizacional e criava desequilíbrio entre os concorrentes a poucos dias do primeiro turno.
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6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio de Lula no debate de 1º de outubro, que acabou cancelado. Depois viralizou um vídeo em que ela declara voto no petista em 2022. A seguir, como esquerda, centro e direita cobriram a decisão e a trajetória da ministra.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no debate presidencial marcado para a quinta-feira, 1º de outubro. A decisão, concedida em caráter de urgência e com previsão de multa, atendeu a um pedido da coligação de Lula. Horas depois, a emissora cancelou o debate. Na madrugada seguinte, viralizou um vídeo em que a ministra declara voto em Lula no segundo turno de 2022.
Os fatos básicos aparecem em toda a cobertura. O regulamento da emissora previa manter no cenário o púlpito do candidato ausente, com uma placa de identificação, e permitir que os presentes dirigissem perguntas a ele. A ata com essa regra foi assinada por todos os partidos, inclusive o PT. Para a ministra, a cláusula tinha o aparente intuito de obrigar os candidatos a comparecer, contrariando a participação facultativa assegurada em lei, e havia perigo de dano a poucos dias do primeiro turno. Lula decidiu não ir ao debate e deu entrevista a um podcast no mesmo horário. Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a presença do candidato Renan Santos, do partido Missão, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, desistiu de participar, alegando censura imposta pelo TSE. A emissora disse ter recebido duas notificações que interferiam nas regras acordadas e cancelou o encontro.
A trajetória da ministra também é ponto comum. Formada em direito pela Universidade de São Paulo, ela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça na gestão de Flávio Dino, hoje ministro do Supremo, e assessora especial da Presidência da República. Foi assessora da Presidência do TSE em 2025 e tomou posse como ministra em 1º de agosto daquele ano, para mandato de dois anos, em vaga destinada a juristas, por indicação de Lula.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda concentraram-se nos fundamentos da decisão: a autonomia das emissoras não afasta a garantia de equilíbrio entre os concorrentes, e regras coercitivas cerceariam os direitos políticos do candidato. A cobertura de centro relatou o encadeamento das decisões, publicou o vídeo com a ressalva de que a data da gravação não pôde ser confirmada e registrou que a ministra não quis comentar. Também apontou que o vídeo circulou sobretudo em páginas associadas à direita e que Dino teria feito campanha pela indicação dela. Veículos de direita enfatizaram a declaração de voto, com a frase em que ela diz que advogados devem votar em Lula para salvar o próprio sistema de Justiça, e destacaram que o PT havia assinado a regra que depois contestou.
Ainda não se sabe quando o vídeo foi gravado, nem se haverá pedido formal de impedimento ou suspeição da ministra em processos da campanha. Também não está claro se a emissora remarcará o debate antes do primeiro turno.
O presidente decidiu não comparecer ao encontro de candidatos nesta quinta-feira 1º

Vídeo da magistrada viraliza nas redes sociais após cancelamento do debate da Globo na quinta-feira (1°)


Gravação viraliza após cancelamento do encontro de presidenciáveis na emissora

Advogada formada pela USP, magistrada foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça na gestão de Flávio Dino e integrou conselho da ONU sobre inteligência artificial

No governo do petista, magistrada do TSE foi secretária do Ministério da Justiça e assessora especial da Presidência da República
