José Guimarães descarta pacote fiscal em 2026 e diverge de Dario Durigan
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse em 27 de outubro que um pacote de ajuste fiscal não será discutido até o fim do ano. A fala contrasta com a do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que no mesmo dia defendeu dar um sinal ao mercado e afirmou ter medidas prontas. O debate ocorre após a reeleição de Lula, que provocou forte queda da bolsa, alta do dólar e dos juros futuros.
Logo após a reeleição de Lula, o governo sinaliza que o ajuste fiscal não é prioridade, enquanto a dívida avança e os juros futuros disparam. A divergência entre José Guimarães e Dario Durigan amplia a desconfiança do mercado, e a cobertura cobra freio de despesas e compromisso claro com a meta.
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Todas as coberturas registram a forte reação negativa do mercado após a reeleição de Lula e a cobrança por um sinal fiscal do governo.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o ajuste fiscal não é prioridade do governo até o fim do ano. No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter medidas prontas para sinalizar ao mercado, que reagiu com forte queda à reeleição de Lula.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, do Partido dos Trabalhadores, afirmou em 27 de outubro de 2026 que um pacote de ajuste fiscal não será prioridade do governo Lula até o fim de 2026. Em entrevista coletiva, ele disse que o assunto não foi discutido, nem está sendo discutido, no governo ou na bancada. Segundo o ministro, se o Congresso votar até 20 de dezembro três pautas, a PEC da Segurança Pública, a medida provisória das bets e a PEC da tarifa zero no transporte público, o governo já se dará por satisfeito. Ele acrescentou que o governo deve enviar ainda naquela semana o projeto que regulamenta o Imposto Seletivo.
A declaração saiu no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter reafirmado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a necessidade de dar um sinal propositivo ao mercado. Durigan afirmou que o governo já tem medidas prontas, inclusive uma que permite buscar o centro da meta fiscal. Questionado sobre isso, Guimarães repetiu que o tema não havia sido discutido.
O contraste vem depois de uma forte reação do mercado à reeleição de Lula no domingo, 25 de outubro. A bolsa acionou o circuit breaker e suspendeu as negociações por 30 minutos. O índice Ibovespa chegou a recuar 16%, o real chegou a perder 15% diante do dólar, e os juros futuros subiram a ponto de o Tesouro Nacional fazer um leilão extra de recompra de títulos.
A cobertura de centro relatou as duas falas do governo e ouviu especialistas. A economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, avaliou que as medidas discutidas vão na direção correta, mas são insuficientes, porque promessas de campanha, como o passe livre no fim de semana, precisam entrar no orçamento. Para ela, a dificuldade não é técnica, e sim política: a margem de despesas discricionárias não passa de 5% do orçamento da União. Ela lembrou que o Comitê de Política Monetária, o Copom, se reúne na semana seguinte, com parte do mercado já discutindo alta de juros.
Veículos de direita enfatizaram o peso da dívida e cobraram freio imediato de despesas. A cobertura opinativa desse campo destacou que a conta de juros atingiu R$ 1,18 trilhão em 12 meses até agosto, 8,86% do Produto Interno Bruto, e que o déficit nominal chegou a 9,48% do PIB. Citou ainda o levantamento da Instituição Fiscal Independente do Senado, segundo o qual medidas com fins eleitorais somaram R$ 298,4 bilhões, e defendeu reduzir a correção do limite de gastos para 1% a 1,5% e refocalizar programas sociais. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio.
Ainda não se sabe se as medidas mencionadas por Durigan serão anunciadas, quando, nem qual será o seu tamanho. Também não está claro como o governo vai acomodar no orçamento de 2027 os compromissos de campanha, nem se a divergência entre os dois ministros reflete uma disputa interna ou apenas uma diferença de calendário.
Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, alerta que sinalização deve ser tempestiva diante de dinâmica preocupante nos mercados

Um ajuste fiscal feito para eliminar privilégios e distorções, capaz de baixar os juros para todos e de fazer o país crescer com consistência e distribuição de renda, poderia não ser visto como “estelionato eleitoral”

José Guimarães destacou que tema não será discutido até o final do ano
