STF suspende casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça com placar de 4 a 3
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou em 12 de setembro o pedido de Alexandre de Moraes para julgar juntos o caso que analisa as mensagens dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o procedimento sobre a conduta de André Mendonça. Na sessão de 15 de setembro, Gilmar Mendes levou a questão ao plenário, o placar oficial ficou em 4 a 3 pela separação e Flávio Dino pediu vista, suspendendo tudo por até 90 dias.
Pela leitura de veículos de esquerda, a sessão expôs um rito improvisado no STF e um relator acusado de parcialidade. Moraes afirmou ter testemunhas de que Mendonça pediu à Polícia Federal medidas contra ele e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e classificou o relatório como 'farsa' com motivação político-eleitoral, enquanto Dino interrompeu a votação dizendo que a sociedade assistia a algo diferente do rito legal.
Para veículos de direita, o pedido de julgamento conjunto foi uma tentativa de Moraes de deslocar o foco das provas contra ele para a conduta de quem as revelou. Esses veículos enfatizam o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher do ministro e as mensagens com Vorcaro, e tratam o caso contra Mendonça como apoiado em relatório sem valor probatório, com a vista de Dino vista como ganho de tempo da ala alinhada a Moraes.
33 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
O Supremo Tribunal Federal suspendeu a análise do caso de Alexandre de Moraes, ligado às mensagens com Daniel Vorcaro, depois que Flávio Dino pediu vista. Edson Fachin havia separado o caso de Moraes do procedimento sobre André Mendonça, marcado para 23 de setembro, e o placar oficial ficou em 4 a 3 pela separação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão extraordinária de 15 de setembro sem decidir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu a votação de uma questão de ordem que discutia se esse caso deveria ser julgado junto com o procedimento sobre a conduta do ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master.
A disputa começou dias antes. Em 11 de setembro, Moraes enviou ofícios ao presidente da Corte, Edson Fachin, acusando Mendonça de levantar sigilos de forma seletiva e pedindo que as petições 16.662 e 16.704 fossem julgadas em conjunto, para evitar decisões contraditórias. Mendonça respondeu que as diferenças no sistema eletrônico tinham razões técnicas. No sábado, 12 de setembro, Fachin negou o pedido. Ele manteve para o dia 15 apenas a análise do relatório da Polícia Federal sobre Moraes e marcou para 23 de setembro o caso de Mendonça, cuja instrução ainda não estava concluída.
No plenário, Gilmar Mendes propôs reunir os dois casos e adiar a análise. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram contra. Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes votaram a favor. Dino também defendeu a reunião, mas, como pediu vista, seu voto não entrou no placar oficial, que ficou em 4 a 3 pela separação. Dias Toffoli se declarou suspeito e Kassio Nunes Marques se declarou impedido. A sessão teve bate-boca: Moraes disse ter testemunhas de que Mendonça pediu medidas contra ele, e Mendonça respondeu que era mentira.
A cobertura de centro concentrou-se no rito e nos números. Relatou os prazos processuais, o placar nominal, o pedido da Procuradoria-Geral da República pela nulidade do relatório e as dúvidas sobre o quórum. Parte dessa cobertura registrou divergência entre veículos sobre o voto de Cármen Lúcia, mas a maioria o contou pela separação.
Veículos de esquerda destacaram a versão de Moraes. Enfatizaram que ele classificou o relatório como farsa, com motivação político-eleitoral, e que a análise de milhares de documentos não teria apontado ilícito atribuível a ele. Também deram espaço às críticas de Dino ao rito e à decisão de Fachin de assumir a relatoria.
Veículos de direita enfatizaram o peso das provas contra Moraes. Destacaram o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher do ministro, as mensagens com Vorcaro e o fato de o caso contra Mendonça se apoiar em relatório de inteligência sem valor probatório. Alguns trataram o pedido de julgamento conjunto como manobra e descreveram a atuação coordenada de ministros próximos a Moraes para adiar o caso antes da eleição.
Ainda não se sabe quando Dino devolverá o processo. O regimento dá até 90 dias. Também não está claro se a sessão de 23 de setembro será mantida, nem se o voto de Fachin poderá desempatar a questão, já que ele acumula a presidência e a relatoria. Parte do material do caso Master, como quebras bancárias e fiscais, segue sob sigilo.
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Ministros divergiam sobre relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal.

Ministra acompanhou a ala contrária à reunião das petições e deixou o julgamento empatado.

Falta apenas Cármen Lúcia votar.


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