Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
Seu consentimento será salvo por 365 dias. Você pode revisar esta escolha a qualquer momento.
A multiplicação de pré-candidaturas ao Senado no campo da direita ameaça o plano bolsonarista de eleger uma bancada majoritária na Casa em 2026 e avançar pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A disputa aparece fragmentada em pelo menos seis estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com risco de pulverização de votos e abertura de espaço para adversários. Até o momento, apenas o Diário do Centro do Mundo, veículo de perfil de esquerda, cobriu o caso na base analisada, atribuindo boa parte das informações ao jornal O Globo.
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Grátis. Cerca de 3 minutos. Seu resultado fica salvo.
Resumo da cobertura
A multiplicação de pré-candidaturas ao Senado no campo da direita em pelo menos seis estados aumenta o risco de pulverização de votos e ameaça o objetivo bolsonarista de formar maioria na Casa em 2026. A reportagem, baseada em informações de O Globo, mapeia impasses em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Roraima, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, além de indefinições também no campo da esquerda. As convenções partidárias têm prazo de registro que se encerra em 5 de agosto.
Em São Paulo, o ex-ministro Ricardo Salles, hoje rompido com o senador Flávio Bolsonaro, aparece como obstáculo à chapa bolsonarista. Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra Salles com 13% das intenções de voto, à frente dos deputados André do Prado, com 11%, e Guilherme Derrite, com 10%; os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos. As pré-candidatas ligadas ao palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lideram as projeções no estado: a ministra Marina Silva tem 18%, e Simone Tebet, 16%. O governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição, integra o palanque de Flávio, enquanto Lula deve ter Fernando Haddad na disputa pelo governo paulista.
A reportagem detalha impasses em outros estados. No Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, operações da Polícia Federal atingiram nomes cotados ao Senado e deixaram a composição em suspenso: o ex-governador Cláudio Castro virou alvo da PF, e a vaga ligada ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella entrou em xeque após sua prisão por posse ilegal de um fuzil. Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro e a deputada Carolina de Toni ocupam vagas do PL na chapa do governador Jorginho Mello, mas o senador Esperidião Amin, apartado da composição, mantém a intenção de concorrer. Em Roraima, no Paraná, em Goiás e no Distrito Federal há disputas semelhantes por espaço no eleitorado conservador, incluindo a indefinição sobre Michelle Bolsonaro, cotada ao Senado mas, segundo Valdemar Costa Neto, sem vontade de disputar, apesar da insistência de Jair Bolsonaro.
Como a cobertura é de fonte única e de um veículo de esquerda, o enquadramento predominante é o do isolamento bolsonarista. O texto dá destaque à avaliação do cientista político Sérgio Praça, para quem o bolsonarismo se mostra 'cada vez mais isolado' e pouco afeito a boas alianças, o que se refletiria na proliferação de candidaturas estaduais. Uma leitura de centro, factual, observaria que o mesmo material registra empate técnico em São Paulo e indefinições também no campo da esquerda em Goiás e Minas Gerais, o que relativiza a ideia de crise exclusiva da direita. Já uma leitura à direita tenderia a ver na pluralidade de nomes sinal de competição e vitalidade do campo conservador, e não de fraqueza, ressaltando que as convenções ainda podem reorganizar as chapas.
O que ainda não se sabe é como cada estado fechará as alianças até o prazo de registro das convenções, que se encerra em 5 de agosto. Permanece em aberto se Michelle Bolsonaro confirmará ou retirará sua pré-candidatura no Distrito Federal, quais nomes o União Brasil e o PP manterão onde negociam com o PL, e como as operações da Polícia Federal no Rio afetarão a composição final. Não há, na cobertura disponível, resposta dos nomes da direita citados às avaliações de que o campo estaria fragmentado.
Briefing
O que importa para você
Em São Paulo, Datafolha aponta empate técnico na direita (Salles 13%, André do Prado 11%, Derrite 10%), atrás de Marina Silva (18%) e Tebet (16%).
Convenções partidárias têm prazo de registro até 5 de agosto de 2026, quando as chapas ao Senado precisam estar definidas.
A composição da bancada do Senado pode decidir o avanço de pautas como o impeachment de ministros do STF.
O que ainda está incerto
Se Michelle Bolsonaro mantém ou retira a pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Como União Brasil e PP resolvem as vagas onde negociam aliança com o PL.
O efeito das operações da Polícia Federal no Rio sobre a montagem final das chapas.
Linha do Tempo
05 de ago. de 2026, 00:00Programado
Encerra-se o prazo de registro das convenções partidárias para definição das candidaturas de 2026.