Lula lidera o primeiro turno enquanto empata com Flávio Bolsonaro no segundo
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

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As primeiras pesquisas divulgadas após o encerramento do prazo de registro de candidaturas, em 15 de agosto, mostram Luiz Inácio Lula da Silva na frente no primeiro turno da disputa presidencial de 2026 e um segundo turno embolado contra Flávio Bolsonaro. O Datafolha aponta 39% a 32%, e o Nexus, em parceria com o BTG Pactual, mede 41% a 36%, ambos com margem de erro de 2 pontos percentuais. Nas simulações de segundo turno, a diferença cai para 47% a 43% e 47% a 44%, resultados no limite da margem. Nos estados, Tarcísio de Freitas e Eduardo Paes lideram com folga, Sergio Moro abre vantagem no Paraná e Ciro Gomes empata com o governador Elmano de Freitas no Ceará. Em paralelo, investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva e doações cruzadas de um mesmo empresário a candidatos do PT e do PL entram no noticiário da semana.
Os números da largada oficial da campanha sustentam a leitura de que Luiz Inácio Lula da Silva chega à disputa com a maior base de apoio entre os candidatos, à frente em todos os cenários de primeiro turno medidos e ainda numericamente acima de Flávio Bolsonaro no segundo.
A leitura da largada da campanha é de que a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva é mais frágil do que o placar do primeiro turno sugere. Nos dois institutos que mediram a corrida, a folga de 5 a 7 pontos percentuais evapora assim que o cenário testado é o confronto direto: 47% a 44% pelo Nexus e BTG Pactual e 47% a 43% pelo Datafolha, empates dentro ou no limite da margem de erro.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de direita.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Os números da semana: Lula com 39% pelo Datafolha e 41% pelo Nexus e BTG Pactual, contra 32% e 36% de Flávio Bolsonaro, com margem de erro de 2 pontos. No segundo turno, 47% a 43% e 47% a 44%. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas tem 45% contra 27% de Fernando Haddad. O Tribunal Superior Eleitoral decide até 14 de setembro sobre a candidatura de Pablo Marçal. As pesquisas presidenciais passam a ser semanais, o que muda a frequência de informação disponível ao eleitor até o primeiro turno.
A cobertura de direita coloca o eixo na fragilidade da dianteira do presidente, abrindo pelo desaparecimento da vantagem no confronto direto e pelo empate técnico também diante de Ronaldo Caiado. A cobertura de centro trata o placar como pano de fundo e concentra o texto no inquérito envolvendo o filho do presidente e no financiamento das campanhas, incluindo doações de um mesmo empresário a candidatos do PT e do PL. Entre os analistas ouvidos há divergência sobre a substância do caso: uma leitura diz que o impacto eleitoral ainda é pequeno e depende do avanço da apuração, outra afirma que o estrago já está consolidado.
As coberturas de centro e de direita convergem em três pontos: Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários de primeiro turno medidos na semana; a diferença cai para empate técnico nas simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro; e as investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva se tornaram o principal fator de desgaste da largada da campanha do presidente.
Não se sabe se o Tribunal Superior Eleitoral vai homologar ou barrar a candidatura de Pablo Marçal, até onde chega a apuração da Polícia Federal sobre tráfico de influência, que segue sem denúncia formal, e qual o efeito das investigações citadas em torno do Banco Master sobre a campanha de Flávio Bolsonaro. Também não há simulação de segundo turno em Minas Gerais, nem dados divulgados sobre brancos, nulos e indecisos nos cenários citados.
As primeiras pesquisas divulgadas depois do registro das candidaturas mostram Luiz Inácio Lula da Silva na frente no primeiro turno, com 39% pelo Datafolha e 41% pelo Nexus e BTG Pactual, e um segundo turno embolado contra Flávio Bolsonaro. Nos estados, Tarcísio de Freitas e Eduardo Paes lideram com folga, enquanto Sergio Moro abre vantagem no Paraná e Ciro Gomes empata no Ceará.
A primeira semana oficial de campanha das eleições de 2026 terminou com dois retratos sobrepostos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, abre vantagem no primeiro turno, mas perde essa folga quando o cenário testado é o confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno.
Dois institutos divulgaram levantamentos presidenciais depois do fim do prazo de registro das candidaturas, encerrado em 15 de agosto. O Datafolha mediu 39% para Luiz Inácio Lula da Silva e 32% para Flávio Bolsonaro no cenário estimulado com todos os candidatos. O Nexus, em parceria com o BTG Pactual, apontou 41% contra 36%. As duas pesquisas trabalham com margem de erro de 2 pontos percentuais. No segundo turno o quadro se fecha: 47% a 43% pelo Datafolha e 47% a 44% pelo Nexus, resultados de empate dentro ou no limite da margem. Ronaldo Caiado, do PSD, Renan Santos, do Missão, e Romeu Zema, do Novo, somam 12% nos dois levantamentos. Pablo Marçal, do PRTB, foi testado apenas pelo Datafolha e aparece com 2%. O Tribunal Superior Eleitoral tem até 14 de setembro para homologar ou barrar a candidatura dele, que já está impedida de acessar fundo eleitoral, propaganda e debates.
Nas disputas estaduais, os levantamentos apontam corridas menos equilibradas. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, tem 45% contra 27% de Fernando Haddad, do PT, pelo Datafolha, e 50% contra 33,8% pelo Paraná Pesquisas. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, alcança 41%. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho, do Republicanos, começa com 32%, contra 12% de Alexandre Kalil e 12% de Patrus Ananias. No Paraná, Sergio Moro, do PL, lidera com 46,1% pelo Paraná Pesquisas e 37% pelo Real Time Big Data. No Ceará, Ciro Gomes, do PSDB, empata numericamente com o governador Elmano de Freitas, do PT, com 44% para cada um.
Veículos de direita enfatizaram a fragilidade da dianteira do presidente. O recorte escolhido foi o desaparecimento da vantagem no confronto direto e o empate técnico também diante de Ronaldo Caiado. A cobertura de centro deslocou o eixo para o entorno do presidente e para o dinheiro da campanha, tratando as investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, como o principal desgaste da largada, e revelando que um mesmo empresário doou 200 mil reais à campanha do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e 400 mil reais ao candidato do PL ao governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe. Nenhum veículo de esquerda cobriu esse conjunto de pesquisas no período. Pelo enquadramento habitual desse campo, o apoio estaria na liderança do petista em todos os cenários de primeiro turno e na origem empresarial das doações que financiam os dois lados, temas presentes nos mesmos dados e sem destaque nas coberturas disponíveis.
Há divergência de leitura mesmo entre os analistas ouvidos pela cobertura de centro. Uma parte avalia que o impacto eleitoral das revelações sobre o filho do presidente ainda é pequeno e pode crescer conforme o inquérito avança. Outra sustenta que o estrago já está feito e que o caso será explorado no horário eleitoral, além de considerar que a resposta da campanha, que passou a acusar a Polícia Federal de atuação política e de vazamentos seletivos, mobiliza a militância sem afastar as suspeitas.
O que ainda não se sabe é se o Tribunal Superior Eleitoral vai manter a candidatura de Pablo Marçal, até onde chega a apuração sobre tráfico de influência, que segue em fase de inquérito e sem denúncia formal, e qual será o efeito das investigações citadas em torno do Banco Master sobre a campanha de Flávio Bolsonaro. Também não há simulação de segundo turno em Minas Gerais, e as próximas rodadas de pesquisas, que passam a ser semanais, devem indicar se o empate no segundo turno nacional se consolida.
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Institutos de pesquisa divulgaram as primeiras pesquisas após o início oficial da campanha. Leia na Gazeta do Povo.

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Nexus/BTG Pactual e Datafolha divulgaram pesquisas após o registro das candidaturas para presidente. Leia na Gazeta do Povo.
