
STF decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master
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O plenário do Supremo Tribunal Federal se reúne em sessão extraordinária nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, às 10h, para analisar o relatório da Polícia Federal que atribui a Alexandre de Moraes a troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. É a primeira vez na história do tribunal que a Corte pode autorizar a abertura de investigação contra um de seus integrantes. Antes do mérito, os ministros terão de decidir sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o relatório, produzido a pedido de André Mendonça sem prévia submissão ao colegiado. Edson Fachin, que assumiu a relatoria, abre os trabalhos e vota primeiro.
Esquerda
Para o enquadramento de esquerda, o centro do problema é o modo como as provas contra Alexandre de Moraes foram produzidas. A tese é de vício de origem: André Mendonça teria acionado a Polícia Federal contra um colega de Corte sem autorização do plenário e sem aviso à Presidência, o que a Procuradoria-Geral da República sustenta tornar o relatório nulo.
Centro
O plenário do Supremo Tribunal Federal se reúne em sessão extraordinária nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, às 10h, para analisar o relatório da Polícia Federal que atribui a Alexandre de Moraes a troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Direita
No enquadramento de direita, o episódio é uma questão de prestação de contas: um ministro do Supremo Tribunal Federal aparece em mensagens com o dono de um banco liquidado, negociando um contrato milionário com o escritório da própria família, e a Corte precisa responder à sociedade em sessão pública e transmitida ao vivo.
24 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nota curta de transmissão, mas a redação marca distância do elemento mais grave do caso ao descrever o destinatário das mensagens como 'um interlocutor apontado como o ministro Alexandre de Moraes' e ao omitir o contrato de R$ 131 milhões. A cautela seletiva, somada ao acervo de links de apoio, indica enquadramento de esquerda.
Perspectivas omitidas
O artigo organiza o julgamento pelo cálculo do Palácio do Planalto, centrado na recomendação para que Lula defenda as investigações e o papel de Fachin. A moldura governista e a dependência exclusiva de fontes do Executivo caracterizam viés de esquerda, ainda que o texto não defenda Moraes.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do viés editorial do veículo, o artigo reproduz apuração de terceiros em registro factual: convocação da sessão, disputa sobre publicidade do julgamento, teor do relatório e nomes apontados como decisivos. Não há vocabulário valorativo nem seleção de fontes que favoreça um dos lados, o que puxa a classificação para CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Página de acompanhamento em tempo real que descreve rito, quórum, alas e cenários com equidistância, atribuindo a leitura das alas a constitucionalistas ouvidas. Não adota vocabulário valorativo sobre Moraes nem sobre Mendonça.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do perfil editorial do veículo, o artigo é nota de serviço construída sobre o comunicado da Polícia Militar do Distrito Federal, sem adjetivação política e sem tomar partido no conflito entre os ministros.
Perspectivas omitidas
Pela primeira vez em sua história, o Supremo Tribunal Federal pode autorizar a abertura de investigação contra um de seus ministros. O plenário analisa o relatório da Polícia Federal que reúne 52 mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e precisa decidir antes se o próprio documento é válido.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, às 10h, em sessão extraordinária convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que aponta mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. Pela primeira vez na história do tribunal, os ministros podem autorizar a abertura de uma investigação formal contra um integrante da própria Corte.
O relatório foi tornado público em 1º de setembro pelo ministro André Mendonça, então relator das apurações do caso Master, e reúne 52 mensagens. Segundo o documento, Moraes e Vorcaro trataram diretamente de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de R$ 131 milhões firmado com o escritório da família do magistrado, e se encontraram pessoalmente, inclusive na véspera da prisão do empresário no aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai. Em uma das mensagens citadas, o então dono do banco pergunta se deveria estar fora do país na segunda-feira seguinte. Horas antes de ser preso, escreveu: "Conseguiu bloquear?".
A cobertura de centro detalhou o rito divulgado pela Presidência do STF na véspera: leitura da ata, apresentação do relatório, manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), eventuais sustentações orais e, então, os votos, começando por Fachin, que assumiu a relatoria no sábado, dia 12. Essa cobertura também registrou que, antes do mérito, o plenário terá de decidir sobre o pedido de nulidade apresentado pela PGR, segundo o qual Mendonça não poderia ter pedido o relatório à PF sem submeter a questão ao colegiado. O mapa de votos descrito pelos veículos de centro aponta Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin ao lado de Moraes, e Nunes Marques e Luiz Fux ao lado de Mendonça, com Fachin e Cármen Lúcia no papel de fiel da balança.
Veículos de esquerda destacaram o cálculo político em torno do julgamento e a leitura de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que projetam maioria pela abertura da apuração e recomendam ao presidente um pronunciamento de apoio às investigações e à condução de Fachin. Essa cobertura deu peso à tese de vício de origem levantada pela PGR e à avaliação, atribuída a ministros próximos a Moraes, de que a forma como os indícios foram obtidos seria mais grave do que o próprio conteúdo das mensagens. As decisões recentes de Fachin, entre elas a retirada do inquérito das fake news das mãos de Moraes, foram tratadas ali como derrota apenas momentânea, já que as ações penais derivadas continuaram sob a relatoria do ministro.
Veículos de direita enfatizaram a gravidade dos indícios e a cobrança por transparência, defenderam que a sessão fosse pública e transmitida ao vivo e relataram a carta em que juristas, economistas e empresários manifestaram apoio às medidas de Fachin. Essa cobertura ligou ainda a crise ao Congresso e à disputa eleitoral, lembrando que Moraes é alvo de mais de 67 pedidos de impeachment e que a renovação de dois terços do Senado passou a ser tratada por parte da oposição como caminho para destravar pedidos hoje represados pela Presidência da Casa.
O que ainda não se sabe é quanto do julgamento efetivamente avançará. Não está definido se Moraes, Mendonça e Dias Toffoli votarão, se o relatório da PF será anulado por falha formal, nem se um pedido de vista, cogitado pela ala próxima a Moraes, interromperá a análise por até 90 dias. Também segue em aberto o que o conteúdo integral do celular do ex-banqueiro, entregue na segunda-feira aos gabinetes de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, pode acrescentar ao caso. A análise das acusações de parcialidade que Moraes dirigiu a Mendonça ficou marcada para 23 de setembro.
Todos os lados registram que a sessão é inédita em 135 anos de Supremo Tribunal Federal, que o relatório da Polícia Federal reúne 52 mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, e que o plenário terá de resolver antes o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República. Há convergência também sobre o mapa de forças: Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin ao lado de Moraes; Nunes Marques e Luiz Fux ao lado de André Mendonça; Edson Fachin e Cármen Lúcia decisivos.

Ministros fazem sessão para discutir crise aberata após a divulgação de conversas suspeitas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Eles também devem analisar uma possível abertura de investigação para apurar a conduta do ministro Moraes.

A expectativa é que os ministros decidam sobre uma possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, mas detalhes sobre sessão ainda geram dúvidas nos bastidores: entenda o que pode acontecer.

A Corte poderá decidir se autoriza uma investigação contra o colega

Ministros do governo Lula projetam placar no STF para abrir investigação sobre Alexandre de Moraes no Caso Master.

Demonstrações de tensão se dão desde o momento em que se pisa na capital federal na véspera da sessão na Corte com foco na relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.



Cronologia da crise do Supremo mostra todos os passos que levaram a julgamento histórico

Antes de entrar no conteúdo dos diálogos, Corte terá de decidir sobre validade do relatório da PF e acesso aos dados do celular de Daniel Vorcaro

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vai restringir o acesso à Praça dos Três Poderes e a áreas próximas

Servidores de longa trajetória no Supremo Tribunal Federal (STF) foram orientados a se preparar para uma sessão transmitida sem intervalos.

A disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos nos bastidores da Corte. Uma ala de ministros

Pela primeira vez, Corte pode autorizar a abertura de investigação contra um de seus membros

Sessão desta terça reúne ministros que já divergiram sobre a validade do relatório e o acesso aos dados do celular de Daniel Vorcaro

Mensagens de ex-dono do Banco Master a ministro da corte estarão no centro do debate desta terça-feira (15)

Decisões tomadas no fim de semana mudaram relatoria de processos

Guerra de ofícios dominou o fim de semana e acirrou tensão entre grupos internos do Tribunal

Plenário vai decidir se relatório permite abertura de investigação contra o ministro, mas pontos como quem poderá votar e e possível nulidade do documento estão em aberto.

A convocação de sessão plenária extraordinária aconteceu nesta quarta-feira (9/9), pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que tomou uma série de decisões para tentar frear a crise na Corte

Parte dos signatários de carta em defesa de "apuração imediata e rigorosa" de "gravíssimos fatos" deve se sentar na primeira fila do plenário

Revelação de mensagens entre Moraes e Vorcaro coloca impeachment de ministros no centro do debate eleitoral. Leia na Gazeta do Povo.

Edson Fachin convocou sessão extraordinária do STF para analisar relatório da PF sobre mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin retirou de Moraes a condução de investigações do inquérito das fake news e o STF discutirá medidas tomadas por Mendonça.

A aposta de ministros do STF sobre sessão para julgar caso Moraes
Texto de serviço que explica a petição 16.662, a ordem de votação, quem vota primeiro e por quê, e apresenta as duas alas da Corte com atribuição a constitucionalistas ouvidas pela redação. Linguagem neutra e cautelosa ao tratar as mensagens como atribuídas.
Perspectivas omitidas
Coluna de clima e bastidores, com metáfora futebolística e cenas de ambiente, mas equidistante quanto ao mérito: descreve estratégias do grupo de Mendonça e do grupo de Moraes com o mesmo distanciamento. Um erro de redação chama o caso de 'Caso Marte' em vez de Master.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Nota de bastidores reproduzida de outra apuração, sem vocabulário ideológico e sem favorecer uma das alas. O conteúdo é operacional: duração prevista da sessão, ausência de intervalos e manutenção da transmissão.
Perspectivas omitidas
O texto trata a ala próxima a Moraes como obstáculo a uma resposta institucional, valoriza a decisão de manter a sessão pública como prestação de contas à sociedade e destaca o apoio de empresários às medidas de Fachin. O eixo de ordem institucional e transparência é o enquadramento característico de direita.
Perspectivas omitidas



