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Entre 10 e 11 de agosto de 2026 foram divulgadas quatro pesquisas nacionais de intenção de voto para presidente, com resultados que variam de empate numérico a 13,7 pontos de vantagem para Lula sobre Flávio Bolsonaro. Todas têm registro no Tribunal Superior Eleitoral, amostras entre 2.000 e 2.400 entrevistados e margens de erro de 2 a 2,2 pontos percentuais. No mesmo período saiu um levantamento sobre o governo de São Paulo, em que Tarcísio de Freitas aparece acima de 50%, e foi anunciada nova rodada de sondagem prevista para 14 de agosto.
Quatro pesquisas para presidente foram divulgadas entre 10 e 11 de agosto de 2026, e uma nova rodada está marcada para o dia 14. Os números apontam Lula na liderança na maior parte dos cenários de primeiro turno, mas a distância para Flávio Bolsonaro varia de zero a 13,7 pontos percentuais conforme o instituto consultado.
Uma sequência de pesquisas de intenção de voto divulgadas entre os dias 10 e 11 de agosto de 2026 recolocou a disputa presidencial no centro do noticiário, com um retrato que muda conforme o instituto consultado. Em quatro levantamentos nacionais, Lula (PT) aparece à frente ou empatado com Flávio Bolsonaro (PL), e a diferença entre os dois vai de zero a 13,7 pontos percentuais.
O levantamento do Nexus, feito em parceria com um banco de investimento e com 2.001 entrevistados, mostrou Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 35% no cenário estimulado de primeiro turno; no segundo turno entre os dois, 47% a 44%. O Futura Inteligência, com 2.000 entrevistados, apontou 38,8% a 34,1% no primeiro cenário estimulado e 46,5% a 44% no segundo turno. A pesquisa do instituto MDA, contratada pela Confederação Nacional do Transporte, ouviu 2.002 eleitores e trouxe a maior distância da rodada: 42,4% a 28,7% no primeiro turno e 48% a 39,1% no segundo. Já a Gerp, com 2.400 entrevistas, registrou empate numérico em 38% para cada um no primeiro turno e Flávio Bolsonaro numericamente à frente no segundo, por 45% a 43%, resultado dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Todas as sondagens têm registro no Tribunal Superior Eleitoral e margens de erro entre 2 e 2,3 pontos.
Os pontos de convergência aparecem em toda a cobertura. Os dois nomes principais concentram mais de 70% das intenções de voto e deixam os demais pré-candidatos, entre eles Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), abaixo de 8%. A rejeição também é alta dos dois lados: um instituto mediu 47,1% para Flávio Bolsonaro e 45,9% para Lula, outro apontou 48% para o presidente e 44% para o senador, e um terceiro registrou 54,5% de eleitores que dizem não votar de jeito nenhum no candidato do PL, contra 46,2% no chefe do Executivo.
Veículos de esquerda destacaram o cálculo de votos válidos. Retirando brancos, nulos e indecisos do levantamento contratado pela confederação de transportes, Lula chegaria a 49,4%, a 0,6 ponto percentual de vencer ainda no primeiro turno. Essa cobertura também deu peso ao dado de que 39,4% dos entrevistados apontam o retorno de alguém da família Bolsonaro ao governo como seu maior receio, contra 35,8% que temem a continuidade da gestão atual, e associou a estagnação do candidato do PL a crises recentes de campanha.
Veículos de direita enfatizaram justamente os cenários em que a vantagem desaparece. Deram relevo ao empate técnico no segundo turno de duas sondagens, ao resultado em que o senador aparece numericamente à frente e ao índice de rejeição do presidente. Essa cobertura publica, junto de cada matéria, a ressalva de que pesquisas divulgadas em 2022 apresentaram discrepâncias em relação ao resultado das urnas, e trata os levantamentos como fotografia de momento, não como previsão. No plano estadual, ganhou destaque uma pesquisa sobre São Paulo, encomendada por uma entidade empresarial, em que Tarcísio de Freitas (Republicanos) marca 50,6% contra 33,6% de Fernando Haddad (PT), com 53,4% a 37% em simulação de segundo turno.
A cobertura de centro relatou os números sem escolher lado e adiantou o desenho da próxima rodada de sondagem, prevista para 14 de agosto, que vai medir também polarização, sentimento do eleitor diante de cada nome, peso do partido na decisão de voto, uso de inteligência artificial nas campanhas e a percepção sobre eventual interferência de governos estrangeiros no pleito. Essa cobertura registrou ainda que o primeiro debate do primeiro turno está marcado para 23 de agosto e trouxe correção pública sobre a identificação do contratante da pesquisa.
O que ainda não se sabe é por que os institutos divergem tanto em uma mesma janela de campo. Os levantamentos foram feitos em datas próximas, mas nenhuma das matérias explica as diferenças de amostragem, ponderação ou forma de coleta que produzem resultados que vão de empate técnico a 13,7 pontos de distância. Também não há, nesta rodada, medição consolidada do efeito das convenções partidárias já encerradas, nem leitura sobre como o primeiro debate pode alterar o quadro.
Todos os lados reconhecem que a disputa presidencial está concentrada em Lula e Flávio Bolsonaro, que somam mais de 70% das intenções de voto, e que os demais pré-candidatos não passam de 8% em nenhum cenário. Há acordo também sobre a alta rejeição dos dois nomes, acima de 44% em todas as sondagens que mediram o indicador.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento é claramente favorável ao campo governista: o subtítulo afirma que a vitória em primeiro turno está próxima, o texto opera um recorte de votos válidos feito pela própria redação para chegar a 49,4% e organiza a narrativa em torno da estagnação e da rejeição do adversário. Também dá relevo ao dado de que o maior receio dos entrevistados é o retorno da família Bolsonaro ao governo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e transparente, que informa custo, contratante, registro no TSE e publica correção sobre erro anterior de atribuição do contratante. Sem vocabulário ideológico. O título anuncia a nova pesquisa, mas o corpo trata do questionário ainda em campo e repete resultados da rodada anterior, o que configura descompasso entre manchete e conteúdo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é essencialmente tabela de percentuais, mas a seleção do lead enquadra o resultado pelo ângulo favorável ao campo conservador: destaca que o senador reduz a vantagem do petista para 3 pontos no segundo turno e classifica o cenário como empate técnico. A nota fixa de que pesquisas de 2022 apresentaram discrepâncias em relação às urnas reforça o ceticismo editorial sobre sondagens, marcador comum na cobertura de direita.

Pesquisa divulgada pela Nexus/BTG Pactual mostra a intenção de voto para presidente da República em 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Nova pesquisa Ideia mostra como está a disputa para governador de São Paulo nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo

Pesquisa divulgada pelo Futura Inteligência mostra como está a disputa para presidente da República em 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa CNT/MDA mostra como estão Lula, Flávio e outros candidatos na disputa para presidente nas eleições 2026. Leia na Gazeta do Povo

Nova pesquisa do instituto Gerp mostra como está a disputa para presidente da República nas eleições 2026. Veja o resultado na Gazeta do Povo

Levantamento também aborda polarização política, influência estrangeira e uso de inteligência artificial

A 169ª rodada da pesquisa CNT/MDA, realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 5 e 9 de agosto de 2026, aponta Lula com 42% das intenções de voto no primeiro

Levantamento também aborda polarização política, influência estrangeira e uso de inteligência artificial
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Reprodução do mesmo conteúdo factual em versão acelerada, sem enquadramento ideológico. Descreve o questionário, incluindo blocos sobre uso de inteligência artificial em campanha e percepção de influência estrangeira, sem adjetivar. Mantém o descompasso entre o título, que anuncia a pesquisa, e o corpo, que ainda não traz resultado novo.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto de dados sobre a corrida ao governo de São Paulo, sem vocabulário valorativo e sem interpretação do resultado. Os percentuais favorecem o governador, mas a apresentação é neutra e a metodologia está completa, o que sustenta a leitura factual.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apresentação neutra e densa de dados, com nota factual sobre a inelegibilidade do ex-presidente até 2030 por decisão do TSE, sem carga valorativa. Trata corretamente diferenças dentro da margem de erro como empate técnico, o que afasta enquadramento partidário.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto reporta com neutralidade um resultado desfavorável ao campo conservador, incluindo os 13,7 pontos de vantagem no primeiro turno e a rejeição de 54,5% ao candidato do PL. A ausência de adjetivação e a paridade na exposição dos números sustentam a classificação factual, apesar do viés do veículo.
Perspectivas omitidas
O enquadramento privilegia os pontos favoráveis ao campo conservador: abre com o empate numérico no primeiro turno, destaca que o senador abre vantagem no segundo turno e que o presidente é o mais rejeitado. A ressalva sobre empate técnico está presente, o que evita distorção factual, mas a hierarquia da informação e a falta de qualquer contraste com resultados divergentes caracterizam enquadramento à direita.
Perspectivas omitidas



