Cezinha de Madureira é investigado por venda de influência em tribunais superiores
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A Polícia Federal cumpriu em 14 de setembro quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e a ex-mulher, a advogada Valéria Linhares, na terceira fase da Operação Transparência. As buscas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, em 5 de setembro. A investigação apura exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro em processos nos tribunais superiores. A PF afirma que não há indício de participação de magistrados. A defesa do deputado nega irregularidades.
Pelo prisma da direita, a ênfase recai sobre as garantias do investigado e o momento da operação. A defesa de Cezinha de Madureira diz que medidas de tamanha repercussão deveriam guardar distância de circunstâncias políticas ou eleitorais, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pediu apuração responsável e respeito ao devido processo legal.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Nesta matéria: viés de centro.
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A Polícia Federal fez buscas contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) e a ex-mulher, Valéria Linhares, na terceira fase da Operação Transparência. As medidas foram autorizadas por Flávio Dino, do STF. A suspeita é de venda de influência em processos nos tribunais superiores, e a PF afirma que nenhum ministro é investigado.
A Polícia Federal cumpriu, na segunda-feira, 14 de setembro, quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal contra o deputado federal Cezinha de Madureira, do Partido Liberal de São Paulo, e sua ex-mulher, a advogada Valéria Linhares. A ação é a terceira fase da Operação Transparência, aberta em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares. As buscas foram autorizadas em 5 de setembro pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Os crimes investigados são exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Federal, integrantes do grupo teriam negociado com terceiros pagamentos expressivos condicionados ao resultado de processos em tribunais superiores. A investigação partiu de mensagens encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca e apontada como operadora do chamado orçamento secreto na Câmara dos Deputados. Em um dos casos, foram negociados honorários de um milhão de reais, depois dois milhões, pela soltura de um ex-secretário de Educação de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Na decisão, Dino afirma que o deputado, que não é advogado, aparenta usar a função parlamentar para passar a terceiros a percepção de influência sobre magistrados. A própria polícia ressalta que nenhum ministro é suspeito e que receber parlamentares em despacho é ato lícito.
Toda a cobertura converge nesses pontos e no perfil do investigado. Cezinha de Madureira é pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, foi deputado estadual e está no segundo mandato na Câmara. Eleito pelo Partido Social Democrático, migrou para o PL em março deste ano. É próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi o principal articulador da indicação de André Mendonça ao Supremo.
A cobertura de centro concentrou o volume e a profundidade. Reportagens detalharam a divisão de tarefas atribuída a Tuca, ao deputado e a Valéria Linhares, e os três processos citados na decisão, dois sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques e um sob relatoria do presidente da Corte, Edson Fachin. Parte desses veículos lembrou que o deputado teria intermediado, em 2025, um encontro entre Mendonça e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Outra nota comparou os bens declarados à Justiça Eleitoral: 602,4 mil reais em 2022 e 3,1 milhões neste ano, sem que a investigação trate de patrimônio. Perfis também registraram a aproximação recente do deputado com o presidente Lula e com Jorge Messias.
Veículos de direita trataram o caso de forma mais sucinta, reproduzindo a nota da Polícia Federal e destacando a proximidade do deputado com Mendonça e a ausência de indícios contra o Judiciário, sem enquadramento ideológico próprio. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura sobre a operação, o que deixa sem eco o ângulo sobre emendas e orçamento secreto.
A defesa nega irregularidades e diz que as medidas deveriam guardar distância de circunstâncias políticas e eleitorais. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu o correligionário.
Ainda não se sabe se o contrato de dois milhões de reais foi efetivado, qual foi o desfecho dos processos citados nem se o deputado de fato despachou com os ministros. A defesa de Mariângela Fialek não se manifestou.
Deputado teria atuado junto à Corte em ação envolvendo ex-secretário de Belford Roxo

Deputado do PL é um dos alvos de investigação sobre suposta prática de tráfico de influência em decisões judiciais.

Filiado ao PL de Jair Bolsonaro, ele é pastor da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em São Paulo, ligado ao bispo Samuel Ferreira, uma das principais lideranças de SP.

Deputado do PL de São Paulo é investigado por suspeita de tráfico de influência em processos judiciais no STF e outros tribunais

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta segunda-feira (14). A

Operação apura suspeita de 'práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro'.

Patrimônio de Cezinha de Madureira, alvo da PF, mais que quadruplicou em quatro anos

Deputado federal do PL e pastor da Assembleia de Deus é investigado por possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares e suposto tráfico de influência

Deputado investigado pela Polícia Federal foi o maior articulador pela indicação de André Mendonça ao STF
