Uma série de pesquisas eleitorais divulgadas entre 3 e 9 de julho de 2026 traçou um retrato acirrado das disputas ao Senado e a governos estaduais em quatro estados às vésperas das eleições gerais: Alagoas, Paraná, Goiás e Maranhão. Em Alagoas, o instituto Paraná Pesquisas mostrou um empate técnico entre o deputado Alfredo Gaspar, do PL, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, do PP, e o senador Renan Calheiros, do MDB. Gaspar aparece à frente, com 40,4% das intenções de voto, seguido por Lira, com 39,8%, e Renan, com 36,4%, dentro da margem de erro de 2,7 pontos percentuais. No mesmo estado, a corrida ao governo também está apertada, entre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho, do MDB, e o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC, do PSDB.
No Paraná, sucessivas pesquisas do instituto Paraná Pesquisas confirmaram a liderança do ex-senador Alvaro Dias, do MDB, na corrida ao Senado, com cerca de 40% das intenções de voto. A segunda vaga, porém, segue indefinida, disputada por Gleisi Hoffmann, do PT, Deltan Dallagnol, do Novo, Alexandre Curi, do Republicanos, e Filipe Barros, do PL, todos tecnicamente empatados conforme o cenário testado. Para o governo do estado, o senador Sergio Moro, do PL, aparece com vantagem de quase 20 pontos percentuais sobre o deputado estadual Requião Filho, do PDT. Em Goiás, levantamentos do Paraná Pesquisas e da Real Time Big Data mostraram a força política do ex-governador Ronaldo Caiado: sua esposa, Gracinha Caiado, do União Brasil, lidera a corrida ao Senado, enquanto o atual governador, Daniel Vilela, do MDB, vice de Caiado até a renúncia dele para concorrer à Presidência, lidera a disputa pela reeleição ao Palácio das Esmeraldas. No Maranhão, a Real Time Big Data indicou um cenário mais fragmentado, com sete pré-candidatos ao Senado tecnicamente empatados e o deputado federal Duarte Jr., do Avante, na frente, com apenas 14% das intenções de voto.
A cobertura de centro, feita pelo Poder360, se ateve aos números e à ficha técnica das pesquisas, incluindo o detalhe de que o levantamento paranaense foi pago pelo Partido Liberal, legenda de um dos pré-candidatos testados no cenário. Veículos de direita, como Veja e a Revista Oeste, também se limitaram a reproduzir os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral, sem acrescentar interpretação política aos resultados. Já a cobertura de esquerda, concentrada na CartaCapital, inseriu boa parte dos resultados num contexto mais amplo de disputa entre forças políticas, associando as eleições estaduais de 2026 à avaliação de que a ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou, e de que forças conservadoras seguem influentes no Congresso, um enquadramento que se repete em vários dos textos do veículo sobre o tema eleitoral.
Ainda não se sabe se essas tendências vão se confirmar até outubro de 2026. Nenhuma das pesquisas testou cenários de segundo turno para as disputas majoritárias ao governo estadual, e os institutos não divulgaram, nos textos analisados, o índice de rejeição de todos os pré-candidatos testados. Também não há indicação de quando serão divulgados novos levantamentos para esses quatro estados.