STF suspende análise de investigação sobre Alexandre de Moraes após vista de Dino
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou em 15 de setembro a análise inédita sobre abrir ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Após mais de 7 horas dedicadas a uma questão de ordem de Gilmar Mendes, o julgamento foi suspenso por pedido de vista de Flávio Dino, que tem até 90 dias para devolver o processo. A sessão teve segurança reforçada e repercutiu no governo e na campanha presidencial.
Para a leitura à esquerda, o julgamento no Supremo Tribunal Federal é um teste de que ninguém está acima da apuração. Integrantes do governo Lula trabalhavam com placar de 4 a 3 pela abertura da investigação sobre Alexandre de Moraes e viam o desfecho como o mais conveniente, por permitir ao presidente afirmar independência em relação ao ministro.
Pela leitura à direita, a sessão do Supremo Tribunal Federal expõe um problema de controle institucional: pela primeira vez a Corte avaliou investigar um de seus próprios ministros, Alexandre de Moraes, por relação com o dono do Banco Master, e terminou sem decisão.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A cobertura converge que a sessão foi inédita, que o pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise sem decisão e que o caso gera desgaste político para o presidente Lula.
O Supremo Tribunal Federal discutiu por mais de sete horas se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pela relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise sem data de retomada, com repercussão no governo Lula e na campanha presidencial.
O Supremo Tribunal Federal, o STF, iniciou em 15 de setembro uma análise inédita em sua história: decidir se abre uma investigação contra um de seus próprios ministros, Alexandre de Moraes, por causa de sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso sob acusação de corrupção. O julgamento não chegou a uma decisão. Depois de mais de sete horas, foi suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem até 90 dias para devolver o processo.
A base do caso é um relatório da Polícia Federal que aponta mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Segundo a cobertura, o ministro teria sido consultado pelo banqueiro sobre fugir do país pouco antes de sua prisão. Também pesa contra Moraes a edição de um contrato de 131 milhões de reais entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, e o Master. A sessão, marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, não julgava culpa, apenas se haveria investigação.
Na prática, o plenário discutiu só uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que propunha adiar a análise e fazer uma sessão conjunta com outro caso, envolvendo o ministro André Mendonça. Com a vista de Dino, esse impasse também ficou sem solução. O dia teve segurança reforçada: o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência instalou grades em frente ao Palácio do Planalto, e quem entrou no plenário teve o celular lacrado e passou por detector de metais.
A cobertura de centro concentrou-se no rito e nas repercussões. Relatou que o presidente Lula não mencionou o caso em cerimônia no Planalto naquele dia, embora sofra desgaste pela proximidade com Moraes, e que o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu transparência total e o fim de qualquer sigilo. Guimarães ligou o escândalo às vinculações de candidatos com Vorcaro, numa referência ao caso Dark Horse, do senador Flávio Bolsonaro. Veículos de centro também registraram que coordenadores da campanha de Lula consideraram um erro o pedido de vista, por prolongar o desgaste do candidato, enquanto Dino argumentou que seguir a sessão agravaria a crise institucional.
Veículos de esquerda destacaram a estratégia do governo. Segundo esse enquadramento, integrantes do Planalto previam placar de quatro a três pela abertura da investigação e viam esse desfecho como o mais favorável, por permitir a Lula afirmar independência em relação a Moraes e defender que suspeitas sejam apuradas qualquer que seja o cargo.
Veículos de direita enfatizaram, sobretudo, o aspecto de controle sobre o próprio tribunal e a transmissão ao vivo da sessão como momento de grande repercussão política. No mesmo dia, o candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo, fez ato na Esplanada dos Ministérios vestindo uma camiseta com a frase chega de intocáveis e disse esperar um efeito dominó de investigações contra ministros.
O que ainda não se sabe é quando o julgamento será retomado, se a análise sobre Moraes será feita em conjunto com o caso de André Mendonça e como cada ministro votará sobre a abertura da investigação.
Atitude de ministro contribuiria para prolongar o desgaste do candidato à reeleição

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O Terra Brasil Notícias acompanha, AO VIVO, a partir das 10h desta terça-feira (15), a sessão do Supremo Tribunal Federal

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