Polícia Federal faz operação para conter lavagem de dinheiro do PCC
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As operações escancaram como o crime organizado corrompe instituições e movimenta bilhões à margem da lei, exigindo aplicação firme da lei e responsabilização individual. Em São Paulo, a Operação Exchange desmontou parte da estrutura financeira do PCC, com R$ 10,4 bilhões bloqueados, num caso em que os alvos já haviam sido sancionados pelos Estados Unidos — sinal de que a pressão externa também cobra resposta interna. No Rio, a Operação Unha e Carne, com mandados do ministro Alexandre de Moraes, atingiu o pastor Márcio Poncio, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e a contravenção do jogo do bicho, expondo a proximidade entre a classe política e o crime — evidência, para a cobertura de direita, de que a política estadual precisa de mais accountability e menos impunidade.
As operações reforçam a capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado por dentro do sistema financeiro. A Operação Exchange, em São Paulo, atacou a engrenagem que transforma o dinheiro do tráfico em patrimônio aparentemente legal — mais de R$ 10 bilhões movimentados por criptoativos e operações bancárias vultosas ligadas ao PCC — mostrando que o combate eficaz passa por instituições públicas fortes e cooperação internacional.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados reconhecem que a PF atacou estruturas de lavagem de dinheiro do crime organizado, com prisões, buscas e bilhões de reais bloqueados por decisões da Justiça e do STF.
A Polícia Federal deflagrou nesta semana duas operações de grande porte contra a lavagem de dinheiro do crime organizado, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, com prisões, buscas e o bloqueio de bilhões de reais. Embora tratem de organizações diferentes, os dois casos compartilham o mesmo eixo: o esforço do Estado para atingir a engrenagem financeira que sustenta facções e contraventores.
Em São Paulo, a Operação Exchange mirou um grupo acusado de lavar mais de 10 bilhões de reais oriundos do tráfico internacional de drogas, com vínculos ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. Cerca de 50 policiais cumpriram 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. A Justiça determinou o sequestro de bens, e aproximadamente 10,4 bilhões de reais foram bloqueados. Segundo a PF, os investigados movimentavam recursos por meio de criptoativos, transporte de valores, operações bancárias vultosas e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. Um ponto chamou atenção: os alvos são os mesmos que haviam sido sancionados pelo governo dos Estados Unidos na mesma semana, entre eles dois cidadãos brasileiros e três empresas.
No Rio de Janeiro, a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga a lavagem de dinheiro da nova cúpula do jogo do bicho e o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. Foram presos o pastor Márcio Poncio, líder da Igreja da Nuvem e pai da deputada estadual Sarah Poncio; o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que presidiu a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e o contraventor conhecido como Adilsinho. Todos os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também determinou o sequestro de bens no valor de até 22 milhões de reais. A investigação aponta possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo estaduais, a partir de listas que relacionavam autoridades a supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais.
A cobertura de centro, como a da Agência Brasil, relatou os dois casos de forma factual, concentrando-se nos números, nos mandados e nas cidades envolvidas. Veículos de esquerda tendem a destacar que as operações demonstram a capacidade das instituições públicas de enfrentar o crime dentro do próprio sistema financeiro e a importância da cooperação internacional para alcançar redes que cruzam fronteiras. Já veículos de direita enfatizaram a proximidade entre a classe política e o crime organizado, sobretudo no caso do Rio, tratando as prisões como evidência de que a política estadual precisa de mais responsabilização e menos impunidade, e sublinhando o papel do ministro Alexandre de Moraes na expedição dos mandados.
O que ainda não se sabe é o desfecho das investigações: a identidade completa dos brasileiros e empresas sancionados pelos Estados Unidos não foi detalhada, tampouco a extensão do envolvimento de autoridades no esquema do Rio. As defesas dos presos ainda não se manifestaram, e não há informação sobre eventuais denúncias formais ou prazos processuais.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o Comando Vermelho

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