Lula tem 58,5% de imagem positiva na Argentina e supera Milei, diz Analogías
Relato de fonte única, atribuído a Revista Fórum. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
Pesquisa nacional da consultoria argentina Analogías, feita entre 5 e 8 de setembro, aponta que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tem 58,5% de imagem positiva entre argentinos e 31,7% de negativa, enquanto o presidente Javier Milei registra 36,9% de aprovação e 58,1% de imagem negativa. O levantamento também mede avaliação econômica, preferência de aliado estratégico e intenção de voto para 2027.
Briefing
O que importa para você
- Lula tem 58,5% de imagem positiva na Argentina, contra 36,9% de aprovação de Javier Milei.
- 35% dos argentinos preferem o Brasil como principal aliado, ante 23% dos Estados Unidos.
- A campanha de Flávio Bolsonaro cita Milei como modelo econômico para o Brasil.
O que ainda está incerto
- A cobertura não informa tamanho da amostra nem margem de erro da pesquisa Analogías.
- Não há reação do governo argentino aos resultados.
A consultoria argentina Analogías ouviu eleitores entre 5 e 8 de setembro e encontrou o presidente Lula com 58,5% de imagem positiva no país vizinho, acima de Javier Milei. A pesquisa também mede economia, aliado preferido e a disputa presidencial argentina de 2027.
Uma pesquisa nacional da consultoria argentina Analogías, realizada entre 5 e 8 de setembro, aponta que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tem imagem melhor na Argentina do que o presidente do próprio país, Javier Milei. Segundo o levantamento, Lula tem 58,5% de imagem positiva entre os argentinos e 31,7% de imagem negativa. Milei aparece com 36,9% de aprovação e 58,1% de imagem negativa.
Até o momento, apenas um veículo cobriu a pesquisa, relatando os números com enquadramento crítico ao governo argentino. De acordo com essa cobertura, a rejeição a Milei é maior entre as mulheres, chegando a 63,5%. O levantamento também mediu a preferência de aliado estratégico: 35% dos argentinos escolhem o Brasil, contra 23% que apontam os Estados Unidos.
Na economia, 60,9% dos entrevistados dizem que a situação financeira pessoal e familiar está pior do que há um ano. O índice de expectativas econômicas atingiu o nível mais baixo dos últimos dois anos, segundo a consultoria. As prioridades também mudaram: 65,6% querem que o governo foque em salários e emprego, e apenas 27,1% defendem priorizar a estabilidade de preços. O medo do desemprego atinge 51,4% da população, e o Fundo Monetário Internacional tem 63,1% de imagem negativa.
A avaliação geral do governo é baixa. Metade dos entrevistados, 50,6%, dá a nota mínima à gestão de Milei, mesmo índice de reprovação da política econômica do ministro Luis Caputo. Outros 63,1% percebem muita ou bastante corrupção na administração, e 61% avaliam que o presidente defende pouco ou nada a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.
Para a eleição presidencial argentina de 2027, a simulação mostra o Peronismo Unido com 31% e Milei com 30,7%, em empate técnico. Os indecisos somam 24,7%, uma força ligada aos governadores provinciais tem 7,4% e a esquerda, 6,2%.
A cobertura conectou a pesquisa à campanha presidencial brasileira. Daniella Marques, coordenadora das políticas econômicas da candidatura de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, declarou em evento no dia 14 que Milei é um ótimo exemplo em capacidade de investimento e redução de burocracia, e defendeu contas equilibradas como condição para a queda dos juros no Brasil. O único veículo que tratou do tema apresentou essa fala como contraditória diante dos números da Analogías.
Ainda não se sabe o tamanho da amostra nem a margem de erro da pesquisa, que não foram informados. O governo argentino também não se manifestou sobre os resultados na cobertura disponível.
Fontes
Levantamento da consultoria Analogías revela que 58,5% dos argentinos aprovam o presidente brasileiro Lula, enquanto Milei amarga 58,1% de rejeição.
