Hugo Motta e Davi Alcolumbre reconhecem vitória de Lula e pedem pacificação
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, reconheceram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e pediram pacificação e união nacional.
Pela ótica da esquerda, o reconhecimento dos presidentes das duas Casas consagra a vitória democrática de Lula e reforça a legitimidade do resultado e das instituições.
Pela ótica da direita, o Legislativo reconheceu o resultado, mas cobra moderação e responsabilidade do governo reeleito, num país dividido e com dúvidas fiscais.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Hugo Motta e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara e do Senado, reconheceram a reeleição de Lula no segundo turno e defenderam a pacificação do país. A cobertura de esquerda, centro e direita converge no reconhecimento, mas difere no que destaca em torno do resultado.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reconheceram na noite de domingo, 25 de outubro, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Os dois pediram pacificação e união nacional. Com 99,97% das urnas apuradas, Lula somou 51,78% dos votos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 48,22%. Um dos veículos que cobriu o caso registra 51,79% contra 48,21%, diferença de um centésimo que decorre do momento da apuração.
A cobertura de centro relatou que Motta cumprimentou Lula, elogiou a segurança e a rapidez da apuração e disse que a Câmara seguirá compromissada com o país. Para ele, o Brasil está dividido e radicalizado, e a vitória dá ao presidente a oportunidade de reconciliar o país depois de avaliar acertos e erros. Alcolumbre afirmou que um país dividido não é bom para o povo nem para as instituições republicanas e que o presidente eleito deve governar para os 215 milhões de brasileiros. Ele também cumprimentou Flávio Bolsonaro, colega de Senado, que teve cerca de 60 milhões de votos. Os dois contaram que telefonaram para Lula e para o vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB). Mais cedo no domingo, os dois haviam feito visita institucional ao Tribunal Superior Eleitoral, onde foram recebidos pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Tanto Motta quanto Alcolumbre tentam ser reconduzidos aos comandos de suas Casas.
Veículos de esquerda destacaram que a eleição consagrou Lula de forma democrática, nas palavras de Motta, e deram ênfase à missão que Alcolumbre atribuiu ao presidente: unir e pacificar o Brasil e fortalecer as instituições democráticas. Esses veículos incluíram também a nota do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que pediu serenidade, responsabilidade, paz e estabilidade institucional.
Veículos de direita enfatizaram a promessa de um Congresso voltado à pacificação, ao diálogo e à construção de consensos, mas, no entorno da matéria, deram espaço a temas como o pessimismo fiscal do mercado após o resultado, a pergunta sobre de onde virá o dinheiro para as promessas de campanha e o pedido de um advogado ligado ao ex-presidente americano Donald Trump por investigação independente sobre a eleição. Outra chamada registra que Flávio Bolsonaro disse ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
O ambiente de contestação também aparece na cobertura de centro. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), apoiador de Flávio no segundo turno, publicou vídeo em que chamou a eleição de a mais alarmista e mentirosa que já viu e disse, sem apresentar provas, que Lula aplicou um golpe à la Venezuela. Ele citou a prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, a pedido das duas candidaturas, e o caso dos ônibus em Salvador. Ao menos 75 ônibus foram impedidos de circular porque sindicalistas colaram adesivos de Lula. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e o restabelecimento da frota, sob multa de R$ 1 milhão por hora. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) disse que os ônibus só circularam após a retirada dos adesivos e classificou o episódio como crime eleitoral. A secretaria informou que mandou liberar todos os ônibus, ainda que adesivados.
O que ainda não se sabe é como se dará a relação entre o governo reeleito e o novo Congresso, já que os dois presidentes buscam a recondução às Casas. Também não está claro como o campo de Flávio Bolsonaro agirá na Justiça: uma das chamadas informa que ele pedirá a cassação da chapa de Lula e evita falar em anulação. As acusações de Zema não foram acompanhadas de provas, e a reação do PT a elas não consta da cobertura analisada.
Ex-governador publicou vídeo nas redes sociais em que questiona o resultado das eleições e acusa, sem apresentar provas, o presidente eleito de irregularidades.

Hugo Motta e Davi Alcolumbre tentam ser reconduzidos aos comandos de ambas as Casas

Os presidentes da Câmara e do Senado parabenizaram o presidente Lula pela reeleição e pediram a união do povo brasileiro. Para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a eleição consagrou o presidente Lula de forma democrática; ele fez um apelo pedindo a pacificação do país. "Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos. Nós somos humanos e precisamos, neste momento, fazer uma autoavaliação daquilo que precisa ser melhorado.
Hugo Motta e Davi Alcolumbre reconhecem resultado das urnas, parabenizam Lula pela reeleição e cobram união nacional. Leia na Gazeta do Povo.

Os dois foram recebidos pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques
