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Pesquisas Genial/Quaest e Real Time Big Data divulgadas em 27 e 28 de julho mediram a corrida presidencial de 2026 em quatro estados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com folga em Pernambuco, aparece à frente no Pará, empata tecnicamente em Minas Gerais com Flávio Bolsonaro (PL) e com Romeu Zema (Novo), e fica numericamente atrás de Flávio no Rio de Janeiro, também dentro da margem de erro. Todos os levantamentos estão registrados na Justiça Eleitoral e têm margens de dois a três pontos percentuais.
Pesquisas divulgadas em 27 e 28 de julho de 2026 desenharam três retratos diferentes da corrida presidencial, conforme o estado medido. O levantamento Genial/Quaest mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ampla vantagem em Pernambuco, à frente no Pará e tecnicamente empatado em Minas Gerais. Em outro instituto, o Real Time Big Data apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente no Rio de Janeiro.
Em Minas Gerais, a Quaest ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais. No primeiro turno, Lula marcou 30% e Flávio Bolsonaro, 29%. O ex-governador Romeu Zema (Novo) apareceu com 12%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e de Renan Santos (Missão), com 2%. Nos cenários de segundo turno, Lula teve 38% contra 35% de Flávio e 37% contra 39% de Zema. As duas diferenças cabem dentro da margem de erro. Contra Caiado, o presidente marcou 38% a 30%; contra Renan Santos, 39% a 24%.
Em Pernambuco, a mesma pesquisa ouviu 900 eleitores e registrou 55% para Lula e 21% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em confrontos diretos, o petista venceria todos os adversários testados, com 58% a 24% sobre o senador. A rejeição a Flávio no estado chegou a 67%, contra 37% de rejeição ao presidente, cuja aprovação local ficou em 61%. No Pará, com números divulgados um dia antes, o placar foi de 38% a 31% para o presidente. No Rio de Janeiro, o Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre 23 e 27 de julho, com margem de dois pontos, e mediu 46% para Flávio e 42% para Lula em segundo turno, também dentro do empate estatístico.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e na metodologia, sublinhando que quase todos os confrontos diretos estão em empate técnico e que a leitura é de momento, não de previsão. Esses veículos também trouxeram o contexto político por trás dos percentuais: em Pernambuco, o impasse do chamado palanque duplo do PT, o vídeo em que o presidente declarou apoio ao ex-prefeito João Campos e a decisão do diretório local do PL de cancelar um evento com Flávio; em Minas, a oficialização de Zema como candidato do Novo, em convenção realizada na véspera da divulgação.
Veículos de direita deram peso maior às disputas estaduais mineiras, em que Cleitinho (Republicanos) lidera todos os cenários para o governo e Aécio Neves (PSDB) e Marília Campos (PT) despontam para o Senado. Acrescentaram ainda uma ressalva metodológica: lembraram que pesquisas publicadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes diante do resultado das urnas e defenderam que os levantamentos sejam lidos como ferramenta de informação, não como prognóstico. Veículos de esquerda não aparecem entre as fontes que cobriram este conjunto de pesquisas, um ponto cego que deixa sem contraponto explícito a leitura mais favorável ao governo, a de que a aprovação de 61% em Pernambuco e a rejeição de 67% ao principal adversário indicariam resiliência do petismo no Nordeste.
Falta informação relevante para fechar o quadro. Nenhum dos levantamentos deste conjunto mede o cenário nacional: todos são recortes estaduais, e o material divulgado sobre o Pará anuncia quatro cenários de segundo turno sem publicá-los. Também não há medição sobre o efeito eleitoral do tarifaço americano, citado apenas como contexto de uma agenda do pré-candidato do PL em Washington, nem teste de um cenário em que a oposição concentre candidatura única entre Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos.
Toda a cobertura reproduz os mesmos números e a mesma leitura estatística: Lula lidera com folga em Pernambuco (55% a 21%) e à frente no Pará (38% a 31%), enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro estão em empate técnico. Há convergência também sobre a metodologia: campo entre 22 e 27 de julho, registro na Justiça Eleitoral e margens de dois a três pontos percentuais.
9 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Descreve empates técnicos de Lula com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno nacional, com percentuais e metodologia (2.004 entrevistados, telefone, registro no TSE). Menciona pré-candidatos da direita como descrição factual, sem juízo de valor.
Texto de agência: enumera percentuais por candidato, informa contratante (Genial Investimentos), amostra de 900 eleitores, período de campo, margem de erro e número de registro (BR-03810/2026). Não há adjetivação valorativa nem enquadramento sobre o significado político dos números.
Perspectivas omitidas
Registro seco dos percentuais no Pará, sem vocabulário valorativo e sem interpretação do resultado. A neutralidade é preservada, mas o texto é metodologicamente incompleto: nenhum dado de amostra ou margem de erro aparece.
Perspectivas omitidas
Combina os percentuais das disputas presidencial, estadual e de Senado com bastidor político. O enquadramento é analítico e distribui atrito para os dois campos: registra a rejeição de 67% a Flávio Bolsonaro e o cancelamento de evento do PL no Recife, mas também o desgaste do PT com o palanque duplo e a desautorização pública de um ministro pelo coordenador da campanha. Sem vocabulário ideológico marcado.
Perspectivas omitidas
Aplica corretamente o conceito de empate técnico em cada confronto, explicando que a diferença cabe na margem de três pontos, inclusive quando o candidato de oposição está numericamente à frente. Declara o uso de ferramentas de inteligência artificial para extrair os dados e a revisão humana. Sem enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
O título fixa o placar de 46% a 42%, mas o corpo esclarece já no primeiro parágrafo que se trata de empate técnico no limite da margem de dois pontos, o que evita distorção. Ficha técnica completa e ausência de adjetivação sobre o significado do resultado.
Perspectivas omitidas
Texto técnico, focado em metodologia e transparência: informa custo do estudo, contratante, dois números de registro e disponibiliza a íntegra em PDF. O enquadramento é de dado, não de disputa, e trata igualmente os dois empates técnicos medidos em Minas Gerais.
Perspectivas omitidas
Recorte estadual do levantamento nacional, centrado no desempenho do pré-candidato mineiro. Apresenta o empate técnico de segundo turno com o presidente sem transformá-lo em liderança e publica também a avaliação do governo federal e da gestão estadual. O trecho sobre o discurso de lançamento é atribuído ao candidato, o que preserva a neutralidade do relato.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O relato dos cenários é factual, mas o texto anexa uma seção editorial que enquadra a leitura dos dados: lembra que pesquisas de 2022 divergiram do resultado das urnas, desloca o valor dos levantamentos para o de ferramenta de informação e destaca o potencial de influência sobre partidos e sobre os humores do mercado financeiro. Essa ressalva de accountability metodológica e o vocabulário de mercado caracterizam enquadramento à direita, embora moderado.

Levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Escritor Augusto Cury e Renan Santos aparecem com 2% cada, seguidos por Romeu Zema e Ronaldo Caiado, com 1% cada. Levantamento foi realizado entre 22 e 26 de julho.

Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 3%; seguidos de Augusto Cury e Samara Martins, com 2%. Levantamento foi realizado entre 21 e 25 de julho.

Levantamento aponta que petista venceria com folga no estado todos os concorrentes em eventual segundo turno

Pesquisa entrevistou 1.482 pessoas, entre os dias 22 e 26 de julho; margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa entrevistou 2.000 pessoas, entre os dias 23 e 27 de julho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%
Pesquisa Quaest entrevistou 1.482 pessoas de 22 a 26 de julho. Leia no Poder360.
Ex-governador aparece em terceiro lugar no estado em cenário de primeiro turno; confira os números

Pesquisa divulgada pela Genial/Quaest mostra como está o cenário eleitoral em Minas Gerais para 2026. Leia na Gazeta do Povo.
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



