Quem é o ex-Bope que vai concorrer ao governo do Rio
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Como decidimos →As pré-candidaturas aos governos estaduais de 2026 começaram a se definir. No Rio de Janeiro, o coronel da Polícia Militar João Jacques Busnello, ex-subcomandante do Bope, foi anunciado em 18 de julho como pré-candidato ao governo pelo partido Missão, em uma inversão de chapa: ele era pré-candidato a vice do bombeiro Rafa Luz, que passou a ocupar a segunda posição. Na mesma data, a executiva estadual do Republicanos aprovou por unanimidade o nome do ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao Palácio Guanabara, decisão que ainda precisa ser referendada na convenção de 25 de julho. No Pará, cinco nomes já se declararam pré-candidatos ao governo estadual. Pré-candidatura é apenas manifestação de intenção: as convenções partidárias vão de 20 de julho a 5 de agosto e o registro na Justiça Eleitoral tem prazo até 15 de agosto, com primeiro turno em 4 de outubro.
A definição das chapas estaduais de 2026 mostra renovação de perfis e a força da agenda de ordem pública. No Rio, um coronel da Polícia Militar com passagem pela tropa de elite e experiência operacional real chega como pré-candidato ao governo por um partido novo, ligado a um movimento que nasceu nas ruas contra a corrupção, oferecendo ao eleitor fluminense uma alternativa a caciques locais.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura trata os nomes como pré-candidaturas provisórias, que só se confirmam nas convenções partidárias e no registro na Justiça Eleitoral, e apresenta o calendário eleitoral da mesma forma: convenções até 5 de agosto, registro até 15 de agosto e primeiro turno em 4 de outubro.
A menos de três meses do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, as disputas estaduais de 2026 começaram a ganhar contorno. No Rio de Janeiro, dois nomes foram apresentados na mesma semana. O coronel da Polícia Militar João Jacques Busnello, ex-subcomandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, foi anunciado no dia 18 de julho como pré-candidato ao governo fluminense pelo partido Missão. Na mesma data, a executiva estadual do Republicanos aprovou por unanimidade o nome do ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao Palácio Guanabara. No Pará, o cenário segue aberto, com pelo menos cinco pré-candidaturas ao governo estadual já declaradas.
A cobertura de centro relatou os detalhes processuais que valem para todos os casos. Pré-candidatura é apenas a manifestação da intenção de disputar um cargo e só vira candidatura depois das convenções partidárias, que começaram em 20 de julho e seguem até 5 de agosto. Em seguida, partidos e candidatos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente os nomes na Justiça Eleitoral. No caso do Republicanos fluminense, a indicação ainda precisa ser referendada na convenção estadual marcada para 25 de julho, quando a legenda também deve oficializar as candidaturas aos demais cargos em disputa. Segundo o partido, a escolha levou em conta uma pesquisa eleitoral apresentada durante a reunião, cujos números não foram divulgados.
Veículos de direita enfatizaram o perfil de segurança pública do pré-candidato do Missão. A cobertura destacou que Busnello atuou como atirador de elite e ficou conhecido por uma ação de 2009, quando matou um homem que mantinha uma comerciante como refém em Vila Isabel, e registrou que ele já tentou eleger-se deputado federal duas vezes, em 2018 e 2022, sem sucesso. O mesmo texto informa que o coronel está desde o ano passado na condição de agregado da corporação, situação em que o policial deixa de ocupar vaga na escala hierárquica por ter sido julgado definitivamente incapaz para o serviço, e que houve inversão de chapa: ele era pré-candidato a vice do bombeiro Rafa Luz, que agora ocupa a segunda posição. O partido é ligado ao MBL, que tem Renan Santos como pré-candidato à Presidência.
Veículos de esquerda não produziram cobertura própria sobre o caso até o momento. O ângulo que costuma organizar a leitura desse campo, o histórico judicial dos nomes em disputa, apareceu na cobertura de centro. Ela lembrou que Garotinho foi preso cinco vezes desde que deixou o governo do estado e responde em liberdade a acusações de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais. O episódio mais recente é a Operação Chequinho, que apurou o uso do programa social Cheque Cidadão, voltado a famílias de baixa renda, em Campos dos Goytacazes, onde o ex-governador era secretário na gestão da então prefeita Rosinha Garotinho. Em março deste ano, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, anulou a condenação por considerar ilegais as provas que a embasaram.
No Pará, a lista de pré-candidatos reúne perfis distintos: uma educadora e ex-deputada estadual pelo PSOL, um dirigente sindical da construção civil pelo PSTU, um médico e ex-prefeito de Ananindeua pelo Podemos, uma auditora fiscal que atuou no planejamento do governo estadual e no comitê da COP30 pelo MDB, e uma sindicalista portuária pela Unidade Popular. As biografias foram fornecidas pelas próprias assessorias, e um dos pré-candidatos não respondeu ao pedido de informações.
Ainda não se sabe se as chapas anunciadas vão se confirmar nas convenções, quais serão as coligações de cada lado, se haverá impugnação ao registro do ex-governador diante do histórico de condenações e da anulação recente, nem quais são os números da pesquisa usada pelo partido para escolhê-lo. Também não há, até aqui, levantamento público de intenção de voto que permita comparar a força desses nomes em qualquer dos dois estados.
A indicação ainda precisará ser referendada na Convenção Estadual do Republicanos. Leia no Poder360.

Os pré-candidatos ao governo do Pará 2026 aguardam as convenções partidárias para oficializar as chapas na Justiça Eleitoral até o mês de agosto.

Os pré-candidatos ao governo do Pará 2026 aguardam as convenções partidárias para oficializar as chapas na Justiça Eleitoral até o mês de agosto.

Coronel João Jacques Busnello, que era pré-candidato a vice pelo Missão, assumiu a chapa
