Derrite, Tebet, Salles e André do Prado entre 16 candidatos ao Senado em São Paulo
1 veículo de esquerda · 7 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
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São Paulo tem 16 candidaturas oficializadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as duas vagas do estado no Senado, numa eleição que renova 54 das 81 cadeiras da Casa. Perfis publicados na semana apresentam nomes como Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB), Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL), além de candidatos de partidos menores. O primeiro turno é em 4 de outubro.
A corrida paulista ao Senado expõe a força da aliança entre o governador Tarcísio de Freitas e o bolsonarismo, que aposta em André do Prado e Guilherme Derrite. Pela ótica da esquerda, a trajetória de Prado é marcada pela condução da privatização da Sabesp sob protestos reprimidos e pela contratação de Renato Bolsonaro em seu gabinete, enquanto a gestão de Derrite na segurança pública ficou associada à letalidade policial.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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São Paulo tem 16 candidatos para as duas vagas do estado no Senado, com primeiro turno em 4 de outubro. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) têm o apoio de Tarcísio de Freitas, Simone Tebet concorre pelo PSB, Ricardo Salles pelo Novo e Petter Maahs pelo PCB. A análise abaixo compara o que a cobertura de esquerda e a de centro destacaram na disputa, e mostra onde a direita ficou ausente.
São Paulo tem 16 candidaturas oficializadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as duas vagas do estado no Senado Federal. A eleição deste ano renova dois terços da Casa, ou 54 das 81 cadeiras. Os cerca de 34,1 milhões de eleitores paulistas, 24,1% do total nacional, votarão em dois nomes no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Entre os concorrentes estão o deputado federal Guilherme Derrite, do Progressistas, ex-secretário da Segurança Pública; a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, agora no PSB; o deputado federal Ricardo Salles, do Novo, ex-ministro do Meio Ambiente; e André do Prado, do PL, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas definiu Derrite e Prado como os nomes que apoia na disputa. A lista inclui também candidatos de partidos menores, como Weller Gonçalves e Dra. Eliana Ferreira, do PSTU, Petter Maahs, do PCB, e Márcio Alves, da Unidade Popular.
A cobertura de centro publicou uma série de perfis biográficos. Relatou que Derrite foi tenente da Rota, comandou a segurança pública paulista entre 2023 e 2025 e deixou o cargo para relatar o projeto antifacção, hoje lei. Registrou que Tebet saiu do ministério em 30 de março e disputa pela primeira vez uma vaga por São Paulo. Sobre Salles, lembrou a frase sobre passar a boiada, a Operação Handroanthus da Polícia Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o Fundo Amazônia, com a ressalva de que as acusações seguem em processo e não configuram condenação. Os candidatos de PSTU, PCB e Unidade Popular aparecem com propostas como greve geral pelo fim da escala 6x1 e a extinção do Senado.
Os veículos de esquerda concentraram a atenção em André do Prado. Destacaram que ele conduziu a aprovação da privatização da Sabesp, por 62 votos a 1, numa sessão em que a Polícia Militar usou gás lacrimogêneo contra manifestantes. Enfatizaram críticas de que a Assembleia virou linha auxiliar do governo estadual e resgataram o caso de 2016, quando Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, foi apontado como suposto funcionário fantasma em seu gabinete. A mesma cobertura registrou que o Ministério Público arquivou a investigação em 2017 e que Prado diz ter pacificado o Legislativo paulista. Também relatou que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo multou Salles em R$ 10 mil, em agosto, por propaganda antecipada contra Prado com imagens manipuladas por inteligência artificial, decisão da qual ele recorreu.
A cobertura de centro, por sua vez, citou as críticas à gestão de Derrite por episódios de violência policial, como as Operações Verão e Escudo, na Baixada Santista, mas manteve o foco na trajetória dos candidatos. Não houve cobertura de veículos de direita entre as fontes reunidas sobre essa disputa.
Ainda não se sabe como a Justiça Eleitoral julgará o recurso de Salles contra a multa. Os perfis também não detalham as propostas de todos os 16 candidatos, e a disputa entre os dois nomes apoiados por Tarcísio e os demais concorrentes do campo conservador segue aberta até o primeiro turno.
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