
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou em entrevista na segunda-feira, 10 de agosto, que o Supremo Tribunal Federal precisa voltar a ser uma Corte constitucional e comparou a atuação do tribunal à de uma delegacia de polícia. Ele criticou o encontro entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizado na residência do ministro Alexandre de Moraes, e disse que não cabe a ministro do Supremo fazer interlocução política. Marinho declarou ser favorável não ao impeachment em si, mas à análise de crimes de responsabilidade, e afirmou já ter assinado pedidos de abertura de processo contra ministros. O Senado acumula dezenas de requerimentos desse tipo contra Moraes, e nenhum avançou até hoje. Cabe ao Senado processar e julgar ministros por crime de responsabilidade, e o encaminhamento das denúncias é prerrogativa do presidente da Casa.
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que o Supremo Tribunal Federal precisa voltar a se limitar às atribuições constitucionais e defendeu que o Senado analise pedidos de crime de responsabilidade contra ministros. A fala reacende a disputa entre o Congresso e a Corte no início do calendário eleitoral.
O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, afirmou na segunda-feira, 10 de agosto, que o Supremo Tribunal Federal precisa voltar a ser uma Corte constitucional. Em entrevista a uma emissora de televisão, o parlamentar, que coordena a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, disse que o tribunal tem funcionado como uma delegacia de polícia, que julga desde briga de galo até marco temporal. A frase foi dita em resposta a uma pergunta sobre a instabilidade institucional no país e sobre pedidos de impeachment de ministros.
O senador dirigiu a crítica mais dura ao encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizado na semana anterior na residência do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a cobertura, a reunião foi articulada por ministros do próprio Supremo e tinha por objetivo recompor a relação entre o Executivo e o Legislativo, rompida após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte. Para Marinho, esse tipo de interlocução não é papel de um ministro e não deveria ser tratado como algo natural.
Sobre impeachment, o senador fez uma distinção. Disse ser favorável não ao afastamento em si, mas à análise de crimes de responsabilidade, que a Constituição atribui ao Senado. Afirmou ter assinado pedidos de abertura de processo sempre que viu indícios e reconheceu que nenhum deles avançou. Se houver maioria suficiente, declarou, espera ao menos que os processos sejam instalados, ressalvando que os investigados devem ter direito de defesa. A cobertura registra que o Senado acumula dezenas de requerimentos contra Alexandre de Moraes e que a Casa nunca instalou um único processo desse tipo contra ministro do Supremo.
Os três relatos convergem no essencial: a data e o contexto da entrevista, o teor literal das frases, a crítica ao encontro na residência do ministro, a posição sobre crime de responsabilidade e o fato de que os pedidos protocolados permanecem parados. Também convergem ao registrar que o autor da fala não é um parlamentar qualquer, e sim o coordenador de uma campanha presidencial, o que desloca a declaração do plano individual para o plano programático.
A divergência está no enquadramento. Veículos de direita trataram a fala como repúdio legítimo à confusão entre julgar e negociar, sublinhando que os ministros que articularam o encontro atuaram antes como advogado e como ministro do governo, e apresentando a análise de crime de responsabilidade como o freio previsto na Constituição e hoje não exercido pelo Senado. A cobertura de centro manteve o texto no registro da atribuição, reproduziu as citações e acrescentou o contexto institucional que costuma ficar de fora do debate: quem pode apresentar pedido de impeachment, a quem cabe julgar e por que nenhum requerimento prosperou. Veículos de esquerda não deram destaque ao episódio até o momento; a leitura provável desse campo é a de que a fala integra uma ofensiva continuada contra o tribunal, em que a ameaça de instalar processos caso haja maioria parlamentar converteria um instrumento excepcional em instrumento de campanha.
O que ainda não se sabe é decisivo para medir o alcance da declaração. Nenhum dos relatos traz resposta do Supremo, dos ministros citados nominalmente ou da presidência do Senado, responsável por dar encaminhamento às denúncias. Também não há informação sobre a existência de base concreta para instalar qualquer processo na atual composição da Casa, nem sobre se a pauta de limitar o Supremo entrará formalmente no programa de governo da campanha coordenada pelo senador. Por fim, não se detalha o teor do julgamento no exterior mencionado como origem do pedido de impeachment mais recente contra o ministro Alexandre de Moraes.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o senador comparou o STF a uma delegacia de polícia, criticou o encontro entre Lula e Alcolumbre na residência do ministro Alexandre de Moraes, disse defender a análise de crimes de responsabilidade e admitiu que os pedidos que assinou nunca avançaram no Senado.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é construído sobre reprodução atribuída das falas ('Segundo o parlamentar', 'disse Marinho') e acrescenta contexto factual verificável sobre o objetivo da reunião entre Lula e Alcolumbre e a rejeição da indicação de Jorge Messias. Não há adjetivação do redator nem vocabulário valorativo em favor ou contra o Supremo, o que caracteriza cobertura de centro apesar do tema fortemente polarizado.
Perspectivas omitidas
Reprodução longa e literal da declaração, seguida de explicação institucional neutra: quem pode apresentar pedido de impeachment, a quem cabe julgar, quantos pedidos existem e que nenhum avançou. O redator não adere nem contesta a tese do entrevistado, e o dado de que o Senado nunca avançou funciona como contexto factual, não como refutação editorializada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O enquadramento é conservador e crítico ao Judiciário: o verbo escolhido para descrever a posição do senador é 'repudiou', o texto sublinha que o encontro foi articulado por um ministro que 'foi advogado de Lula e indicado pelo petista' e reforça o vínculo de outro ministro com o governo. O eixo é a accountability do Supremo e o freio institucional pelo Congresso, vocabulário típico do campo à direita.
Perspectivas omitidas


Senador repudiou o encontro entre Lula e Davi Alcolumbre na residência do ministro Alexandre de Moraes

Em nova crítica ao Supremo, coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro definiu poder Judiciário como uma "delegacia de polícia"
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Falácias identificadas



