Rui Costa Pimenta, do PCO, acusa Alexandre de Moraes de perseguir Flávio Bolsonaro
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A acusação de perseguição política contra Alexandre de Moraes ganhou um aliado improvável: o presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, dirigente de esquerda revolucionária, disse que o Supremo Tribunal Federal exerce uma ditadura. Para ele, a ordem contra Flávio Bolsonaro, que teve quase 60 milhões de votos, é jogo de poder para evitar o impeachment de ministros. A leitura insere a decisão numa sequência de medidas de Moraes contra a família Bolsonaro e questiona o controle sobre o próprio tribunal.
O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, afirmou em 27 de outubro que a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entregasse os passaportes é perseguição política.
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3 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todas as coberturas registram que Rui Costa Pimenta chamou a ordem de Alexandre de Moraes de perseguição política, disse que o Supremo Tribunal Federal exerce uma ditadura e justificou o voto nulo do PCO no segundo turno.
O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, afirmou que a ordem do ministro Alexandre de Moraes para que Flávio Bolsonaro entregasse os passaportes é perseguição política. Ele disse que o Supremo Tribunal Federal exerce uma ditadura e justificou o voto nulo do partido no segundo turno.
O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, afirmou na terça-feira, 27 de outubro, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, persegue politicamente o senador Flávio Bolsonaro, do PL. "Até um cego vê que trata-se de uma perseguição política", disse o dirigente, em publicações na rede X e em programa da rádio do partido. Pimenta também declarou que o Supremo exerce uma ditadura no Brasil.
As falas vieram depois de Moraes determinar que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal em até 24 horas. A Polícia Federal pediu a apreensão na noite de domingo, 25 de outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito no segundo turno contra Flávio. O prazo venceu na manhã de terça sem que a ordem fosse cumprida, e o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos.
A cobertura converge sobre o conteúdo das declarações. Pimenta argumentou que Flávio recebeu quase 60 milhões de votos e fez bancadas expressivas na Câmara e no Senado, o que lhe daria força para buscar o impeachment de ministros do Supremo. Para ele, a ação de Moraes nada tem a ver com a defesa da democracia e é um jogo de poder. O dirigente também justificou a orientação de voto nulo do partido no segundo turno: segundo ele, votar em Lula era também votar no Supremo.
A cobertura de centro relatou as falas com contexto adicional. Um dos textos lembrou que o partido, que se define como revolucionário e comunista, ficou em último lugar na disputa presidencial, com 0,01% dos votos no primeiro turno. Outro registrou que Flávio, embora não condenado, é investigado em dois inquéritos no Supremo: um apura possível lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, com envolvimento do advogado Willer Tomaz, e outro investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Esse texto informou que o tribunal foi procurado e não respondeu, e que Pimenta foi criticado por estar defendendo Flávio, ao que ele respondeu que defende interesses democráticos do povo.
Veículos de direita enfatizaram a tese de perseguição e inseriram a decisão numa sequência de medidas de Moraes contra a família Bolsonaro, como a prisão domiciliar e depois a preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, a suspensão das visitas de Flávio ao pai e a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. Esse enquadramento não trouxe a motivação da investigação que embasou a ordem. Nenhum veículo de esquerda cobriu as declarações até o momento, o que deixa sem registro a reação desse campo às críticas de um dirigente que se recusou a apoiar Lula.
Ainda não se sabe se o Supremo vai se manifestar sobre as declarações, quais medidas serão tomadas diante do descumprimento da ordem por Flávio, nem por quanto tempo o senador pretende permanecer fora do país.
O presidente do PCO, Rui Costa Pumenta, critica a atuação do STF após as eleições e questiona a aliança entre o partido de Lula e a Corte.

Para Pimenta, que se define como ‘revolucionário e comunista’, o Supremo exerce uma ‘ditadura’ no País e ‘votar no Lula era também votar no STF’

De acordo com aliados, senador saiu do Brasil rumo aos EUA; teve seus passaportes cancelados pela PF após ordem de Moraes. Leia no Poder360.
