Romeu Zema promete apoiar qualquer rival de Lula em cenário de 47% a 43%
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Para a leitura de esquerda, a declaração de Romeu Zema expõe o que já estaria em curso: a construção de uma frente única do campo conservador cujo objetivo declarado não é um projeto de país, mas impedir a permanência de Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa Datafolha que mostra 47% a 43% aparece nesse enquadramento como sinal de resistência popular diante de uma ofensiva concentrada da grande imprensa em torno de apurações sobre pessoas próximas ao presidente. O pano de fundo seria econômico: um mandato reforçado permitiria avançar em reindustrialização, empresas públicas e ampliação de direitos sociais, agenda incompatível com o programa de privatizações e desmonte do Estado defendido pelo candidato do Novo.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, afirmou em sabatina no dia 19 de agosto de 2026 que apoiará qualquer adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva num eventual segundo turno, caso não chegue à etapa final.
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Todos os lados registram que a disputa presidencial de 2026 caminha para um segundo turno competitivo e que o campo conservador tende a se unir em torno de quem enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva. Também não há contestação sobre os números divulgados pelo Datafolha nem sobre o teor das propostas apresentadas por Romeu Zema na sabatina.
Em sabatina, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou que apoiará qualquer adversário de Luiz Inácio Lula da Silva num eventual segundo turno e apresentou propostas para o Supremo Tribunal Federal, a Petrobras e o BRICS. Dois dias depois, o Datafolha divulgou simulação com o presidente em 47% e o senador Flávio Bolsonaro em 43%.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, afirmou em sabatina realizada em 19 de agosto de 2026 que apoiará qualquer adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva num eventual segundo turno, caso ele próprio não chegue à etapa final da disputa. A formulação escolhida foi direta: se for um poste contra o presidente, ele iria no poste. Zema disse acreditar que a direita estará unida na etapa decisiva da eleição.
Na mesma rodada de entrevistas, o candidato detalhou propostas para o Supremo Tribunal Federal (STF): idade mínima de 60 anos para ministros, fim das decisões monocráticas e lista tríplice para a indicação presidencial. Zema, que responde a processo movido pelo ministro Gilmar Mendes por suposta calúnia, afirmou que parte da corte presta um desserviço ao país. No campo econômico, defendeu o fatiamento da Petrobras e a privatização de estatais, e sustentou que a dívida de Minas Gerais, que passou de R$ 113 bilhões para mais de R$ 160 bilhões ao longo de seus dois mandatos, deve ser avaliada pela capacidade de pagamento do estado, e não pelo valor total. Na política externa, defendeu a saída do Brasil do BRICS e disse que buscaria resolver pessoalmente a crise diplomática com os Estados Unidos, sem descartar avaliar apoio norte-americano no combate a facções criminosas, embora considere as forças brasileiras capazes de agir sozinhas.
Dois dias depois, em 21 de agosto, o instituto Datafolha divulgou simulação de segundo turno com Lula em 47% e o senador Flávio Bolsonaro em 43%. O levantamento ouviu 2.058 pessoas entre os dias 18 e 20 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026.
A cobertura de centro concentrou-se na íntegra das propostas apresentadas na sabatina e cobrou do candidato explicação sobre o crescimento da dívida estadual durante seus dois mandatos, apresentando as respostas sem endosso nem contestação. Veículos de esquerda deram outro enquadramento ao mesmo período: trataram a diferença de quatro pontos como resistência do presidente diante do que descreveram como bombardeio da imprensa em torno de apurações sobre seu filho, e sustentaram que a intensidade dessa cobertura teria por objetivo evitar uma vitória já no primeiro turno, o que mudaria a correlação de forças na Câmara, no Senado e nas disputas estaduais. Nessa leitura, um mandato mais forte permitiria avançar em reindustrialização, defesa de empresas públicas e ampliação de direitos sociais, agenda que contraria o programa econômico defendido pelo mercado financeiro. Não se identificou, no conjunto de matérias reunidas até o momento, cobertura própria de veículos de direita sobre este recorte; a tese habitual desse campo, a de que a união conservadora no segundo turno é o caminho para encerrar o ciclo petista, aparece aqui apenas pela boca do próprio candidato.
Permanece em aberto se Zema chegará ao segundo turno e se os demais nomes do campo conservador aceitarão convergir para um único palanque. Também não há, no material disponível, cenário de primeiro turno divulgado na mesma rodada de pesquisa, nem desfecho das apurações citadas sobre pessoas próximas ao presidente. As mudanças propostas para o Supremo Tribunal Federal dependeriam de emenda constitucional, e nenhuma das matérias detalha o caminho legislativo necessário para aprová-las.
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